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A medida cautelar foi concedida pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível, no âmbito de um pedido de reconhecimento, no Brasil, de um processo estrangeiro iniciado pelo próprio Casino. Na prática, a decisão bloqueia qualquer tentativa de alienação de ações, incluindo operações já iniciadas, que tiveram sua liquidação interrompida, e também eventuais vendas futuras.
O movimento foi interpretado pelo mercado como um alívio pontual ao risco de uma saída relevante de capital no curto prazo, em um momento em que a estrutura acionária da companhia passa por mudanças relevantes.
O GPA entrou recentemente em recuperação extrajudicial, enquanto novos vetores de influência avançam sobre o capital. O investidor Silvio Tini ampliou sua participação para cerca de 24,46%, aproximando-se do Grupo Coelho Diniz, que detém aproximadamente 24,6% e segue como maior acionista individual. O Casino aparece na sequência, com cerca de 22,5%.
Segundo informações do jornal O Globo, Tini intensificou a compra de ações desde novembro, aproveitando a desvalorização dos papéis. Desde então, o ativo acumula queda próxima de 40% na B3, e a fatia do investidor é estimada em cerca de R$ 280 milhões.
A decisão judicial não altera, por ora, o quadro estrutural da companhia, mas interfere diretamente na dinâmica de curto prazo entre os acionistas. Com a venda de ações travada, o processo de reorganização do capital ganha novos contornos e passa a depender dos próximos desdobramentos judiciais e estratégicos envolvendo os principais sócios.
*Com informações da Broadcast
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