Os analistas Leandro Bastos e Renan Prata destacam que a empresa foi recentemente sustentada por R$ 1 bilhão em sinistros ocorridos, mas não comunicados (IBNR) e R$ 1,9 bilhão em outras provisões técnicas, constituídas ao longo de 2024 e 2025, que o banco associa a provisões para contratos individuais não lucrativos e que podem provocar volatilidade na sinistralidade (MLR).
Nesse contexto, o Citi reconcilia o MLR reportado do primeiro trimestre dos últimos dois anos excluindo as provisões mencionadas, por entender que isso pode representar um indicador (proxy) melhor para o desempenho subjacente do negócio.
O banco também menciona, dentro da base de IBNR e outras provisões, R$ 552 milhões em adições líquidas que acredita estarem relacionadas a planos individuais não lucrativos registrados no primeiro trimestre de 2025.
Além do resultado, o Citi recomenda que o foco dos investidores permaneça em pagamento de proventos e política de alocação de capital, no pipeline de hospitais e na dinâmica competitiva.
O banco calcula que as ações negociam a 10,8 vezes e 10,1 vezes o lucro estimado para 2026 e 2027, respectivamente; ou 9,7 vezes e 9,2 vezes ao incluir o efeito incremental de juros sobre capital próprio (IOC).
O Citi tem recomendação de compra para as ações da Odontoprev. O preço-alvo é de R$ 19, o que implica em um potencial de alta de 27,6%, ante o último fechamento.