O desempenho foi impulsionado por ganhos de eficiência, aumento de preços e crescimento de volume, segundo o CEO da Motiva, Gustavo Moscatelli. “Batemos recorde em praticamente todos os indicadores, com crescimento acompanhado de uma rentabilidade muito acima do que vínhamos entregando”, disse o executivo em entrevista ao Broadcast.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Motiva no mesmo período somou R$ 1,568 bilhão, alta anual de 17,2%, com margem Ebitda, sobre receita líquida total, de 41,5%, avanço de 4 pontos porcentuais (p.p.).
A receita líquida consolidada totalizou R$ 3,780 bilhões, crescimento de 6% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já o retorno sobre capital investido (ROIC) dos últimos 12 meses ficou em 16,4% no período, avanço de 4 p.p. na mesma base comparativa.
O resultado financeiro líquido totalizou R$ 753,8 milhões no primeiro trimestre, um crescimento de 15% frente a igual intervalo de 2025, refletindo a dinâmica de despesas financeiras, que cresceram 21,5% no período, segundo o release de resultados.
A companhia encerrou março com frota total de cerca de 267 mil veículos, alta de aproximadamente 4% em relação ao mesmo período do ano passado. A depreciação anualizada por carro ficou em R$ 7,2 mil no RAC e em R$ 11 mil no GTF, em patamares estáveis.
Segmentos
No segmento de locação (RAC), a receita líquida atingiu R$ 1,076 bilhão, crescimento de 25,2% na comparação anual. Na área de gestão e terceirização de frotas (GTF), a receita somou R$ 1,102 bilhão, alta de 10,9%.
Moscatelli destacou a combinação de aumento de preços com crescimento de volumes no RAC. A tarifa média atingiu R$ 168, alta de 7% ante o primeiro trimestre de 2025 e de 5% frente ao último trimestre do ano passado. A taxa de ocupação subiu 5,6 p.p., para 77,3%, enquanto o volume de diárias cresceu cerca de 18% ano contra ano.
No segmento de seminovos, a companhia vendeu cerca de 20,6 mil veículos no trimestre, com receita de R$ 1,575 bilhão, queda anual de 6,8%, e margem Ebitda de 1,1%, estável na mesma base comparativa. “O negócio de seminovos virou um relógio suíço, com previsibilidade de volumes”, afirmou o CEO. Segundo ele, o segmento tem papel relevante na reciclagem de capital e na sustentação do modelo de negócio.