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Investimentos

B3 ganha ETFs de ouro e tecnologia militar em meio à escalada das guerras

Ativos surgem em momento de valorização do ouro nos últimos dois anos e aumento de gastos de defesa para US$ 2,8 trilhões; entenda como vão funcionar

Por Isabela Ortiz

25/05/2026 | 9:00 Atualização: 25/05/2026 | 9:43

Novos BDRs de ETFs da Global X dão acesso, pela B3, a empresas globais dos setores de mineração de ouro e tecnologia de defesa. (Foto: Adobe Stock)
Novos BDRs de ETFs da Global X dão acesso, pela B3, a empresas globais dos setores de mineração de ouro e tecnologia de defesa. (Foto: Adobe Stock)

A B3 passará a negociar dois novos Brazilian Depositary Receipts (BDRs, certificados emitidos no Brasil que representam ações de empresas estrangeiras) de Exchange Traded Funds (ETFs, fundos negociados na Bolsa) ligados aos setores de ouro e tecnologia militar, em um momento de aumento das tensões geopolíticas e avanço dos gastos globais com defesa. Os produtos, lançados pela Global X ETFs, permitem que investidores brasileiros tenham exposição internacional a empresas desses segmentos sem necessidade de conta no exterior.

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O GOEX39, disponível a partir desta segunda-feira (25), replica um índice composto por empresas globais de exploração e desenvolvimento de ouro. Já o SHLD39, com estreia prevista para esta quarta-feira (27), acompanha companhias cuja receita é majoritariamente ligada à tecnologia de defesa, incluindo áreas como cibersegurança, inteligência artificial (IA), drones e sistemas militares avançados.

Os lançamentos ocorrem em um contexto de valorização do ouro, que renovou máximas históricas em 2024 e 2025, impulsionado por compras de bancos centrais e busca por ativos considerados de proteção. Do primeiro dia do ano até o final de abril, registrou variação percentual positiva de 5,55%.

Ao mesmo tempo, os gastos militares globais somaram US$ 2,887 trilhões em 2025, um aumento de 2,9% em termos reais em relação a 2024, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI).

Como funcionam os ETFs

O GOEX39 replica o índice Solactive Global Gold Explorers & Developers Total Return Index e reúne 52 empresas do setor de mineração de ouro. Com patrimônio líquido de US$ 121,86 milhões, sua cota patrimonial está US$ 78,01. Entre as maiores posições estão Coeur Mining, Hecla Mining e Alamos Gold. A carteira possui maior concentração no Canadá, Estados Unidos e Austrália. A taxa de administração é de 0,65% ao ano.

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Já o SHLD39 acompanha o Global X Defense Tech Index, formado por 49 empresas ligadas ao setor de defesa, com destaque para Lockheed Martin, RTX, Palantir, General Dynamics e Rheinmetall. Seu patrimônio líquido atinge os US$ 7,62 bilhões e conta com uma cota patrimonial de US$ 64,41. A exposição geográfica é liderada pelos Estados Unidos, seguidos por Alemanha, Coreia do Sul, Reino Unido, França e Suécia. O fundo é rebalanceado semestralmente e cobra taxa de 0,50% ao ano.

Segundo a gestora, os produtos foram estruturados para oferecer acesso a segmentos considerados difíceis de replicar individualmente. Como outros investimentos em renda variável, os ETFs estão sujeitos a oscilações de mercado, variações cambiais e maior volatilidade por concentrarem exposição em setores específicos.

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