O Russell 3000 serve de base para a divisão entre o Russell 1000, composto pelas maiores companhias, e o Russell 2000, voltado às small caps – companhias de menor capitalização nas bolsas de valores.
A entrada no Russell 3000 também deve levar a companhia ao Russell 1000, índice que reúne as maiores empresas listadas nos Estados Unidos. Embora a classificação final ainda dependa da conclusão do rebalanceamento da FTSE Russell, a expectativa do mercado financeiro é de que a JBS seja enquadrada entre as organizações de maior capitalização da bolsa norte-americana.
A inclusão em índices de referência costuma ampliar a visibilidade das empresas junto a investidores internacionais e fundos passivos que replicam essas carteiras. O movimento também tende a gerar fluxo comprador automático por parte de ETFs – fundos de investimento negociado em bolsa de valores como se fosse uma ação – e gestores indexados que acompanham os índices Russell.
A lista preliminar divulgada na última sexta-feira (25) marca o início do calendário anual de reconstituição da família de índices da FTSE Russell. A relação, portanto, ainda é preliminar e poderá sofrer alterações até a conclusão da reconstituição. O processo ainda passará por revisões nas próximas semanas até a consolidação definitiva das carteiras.
Além da JBS, a relação de adições inclui empresas de diferentes setores, com predominância de companhias de tecnologia, saúde e energia. O rebalanceamento anual redefine a composição dos índices com base em critérios como valor de mercado e liquidez das empresas listadas.
Novas atualizações estão previstas para 29 de maio, 5 de junho, 12 de junho e 18 de junho, antes da consolidação definitiva das carteiras. Os índices reconstituídos passam a valer após o fechamento do mercado norte-americano em 26 de junho.