• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Fadiga de IA e o doping corporativo: quando eficiência vira exaustão

A era da inteligência artificial trouxe pressa, padronização e um novo tipo de cansaço que ameaça a autenticidade humana e empresarial

Por Ana Paula Hornos

15/11/2025 | 12:00 Atualização: 14/11/2025 | 17:24

Receba esta Coluna no seu e-mail
A inteligência artificial acelerou processos, mas também criou uma fadiga dupla: a exaustão da pressa e a perda de autenticidade. Como escapar do doping corporativo? (Imagem: Getty Images)
A inteligência artificial acelerou processos, mas também criou uma fadiga dupla: a exaustão da pressa e a perda de autenticidade. Como escapar do doping corporativo? (Imagem: Getty Images)

A era da inteligência artificial trouxe velocidade e cansaço. Agora, enfrentamos uma fadiga dupla, pela pressa e pela padronização, que ameaça a autenticidade de pessoas, empresas e da própria Geração Z.

Leia mais:
  • O sistema cria o vício e depois pergunta de quem é a culpa
  • Da fábrica ao feed: a nova alienação do trabalho e o alerta da Geração Z
  • Fraude virou ciência: como escapar de golpes que usam a sua mente
Cotações
16/04/2026 7h41 (delay 15min)
Câmbio
16/04/2026 7h41 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A verdadeira produtividade nasce do equilíbrio entre entrega, energia e significado. Quando uma dessas dimensões se rompe, o sistema inteiro se desorganiza. Entregar muito sem energia é esgotamento; trabalhar duro sem sentido é alienação; buscar resultado a qualquer custo é apenas aceleração sem direção. Agora, com a inteligência artificial, vivemos a era do doping cognitivo: corremos mais, entregamos mais e, paradoxalmente, nos sentimos mais vazios. A eficiência se tornou vício e a pressa, o novo padrão de sucesso.

A IA chegou com a promessa de libertar o humano da rotina e abrir espaço para a criatividade. Mas a realidade tem sido outra. As empresas passaram a esperar resultados dobrados, as pessoas se sentem permanentemente atrasadas e a comparação com a máquina se tornou um novo tipo de pressão. É o profissional dopado pela eficiência: desperto, hiperconectado e exausto. O relógio não marca mais horas, marca urgências.

Publicidade

Como engenheira, entendo a busca pela eficiência. Sistemas mais rápidos, processos otimizados, entregas previsíveis, tudo isso faz sentido na teoria. Mas como psicóloga, observo o outro lado da equação: um número crescente de profissionais que se cobram como algoritmos e se esgotam como humanos. Ser produtivo não é acelerar o corpo; é alinhar a mente com o propósito e o resultado. Quando a pressa substitui o propósito, o desempenho vira sofrimento.

Segundo levantamento da Google/Access Partnership (2025), 49% dos brasileiros afirmam que a IA melhora seu desempenho profissional, mas 44% relatam aumento de ansiedade por não conseguir acompanhar o ritmo das novas demandas. A IA acelera, mas também pressiona: o ganho de eficiência veio junto com o medo de ficar para trás. A tecnologia que prometia libertar começou a aprisionar.

Só que há uma segunda fadiga, mais insidiosa que a primeira: a da pasteurização. A IA não está apenas nos deixando mais rápidos, está nos tornando mais iguais. Vivemos uma epidemia de conteúdo neutro, de textos corretos e sem voz, de ideias que soam polidas e previsíveis. O mesmo tom, a mesma estrutura, as mesmas frases. A tecnologia, ao democratizar a criação, também a padronizou. Perdemos o erro, o traço, a assinatura, aquilo que diferencia o humano da ferramenta.

Pesquisadores já chamam esse fenômeno de “fadiga de inteligência artificial”, segundo estudo divulgado pela Contee (2025), que aponta queda de engajamento e sobrecarga cognitiva nas equipes expostas a tarefas automatizadas e repetitivas. A produtividade sobe, mas a vitalidade despenca. É o paradoxo do século: quanto mais otimizamos, menos vivos parecemos.

Publicidade

Vivemos, assim, uma dupla exaustão: a do corpo que corre atrás da eficiência e a da mente que se perde na repetição. A inteligência artificial prometeu tempo e criatividade, mas o que se espalhou foi um cansaço de outro tipo: o de viver num mundo onde tudo é rápido, mas quase nada é singular. É a fadiga de quem entrega muito, mas não se reconhece no que entrega. A eficiência virou performance; a performance, personagem.

Essa homogeneização não está acontecendo apenas no discurso, está se infiltrando também na forma como jovens e empresas tomam decisões. Na pressa de acompanhar o ritmo da tecnologia, a Geração Z, que já vive sob pressão financeira e emocional, passa a buscar atalhos para compensar o medo de ficar para trás: cursos relâmpago, fórmulas de enriquecimento, promessas de sucesso rápido. É o mesmo “doping” aplicado à vida financeira e profissional.

Na falta de tempo para refletir, o consumo substitui o aprendizado; o imediatismo toma o lugar do planejamento e da estratégia. E o risco é que, ao perder a autenticidade, percamos também a capacidade de discernir valor, daquilo que vale de fato, do que é só barulho. Educação financeira e planejamento de carreira, nesse contexto, é mais do que números ou projetos: é o exercício de recuperar consciência e autoria sobre as próprias escolhas.

Como empresas podem vencer sem perder a alma

Como Conselheira de Administração, mentora e integrante de Comitê de Pessoas, vejo que a virada não está em usar mais tecnologia, mas em usar o melhor do humano: razão, emoção e propósito trabalhando juntos. O diferencial competitivo deixou de ser a velocidade das máquinas e passou a ser a qualidade da consciência.

A empresa vencedora será aquela que usa a IA como ferramenta e a inteligência humana como direção. Mas para isso é necessário saúde mental e liderança preparada para liderar pessoas e máquinas. E isso exige diretrizes práticas, não discursos.

  1. Recolocar o ser humano no centro das decisões

Em toda análise de custo, produtividade e inovação, inclua a pergunta: “Qual é o impacto humano dessa decisão?” Não é romantismo; é estratégia de sustentabilidade. Pessoas sobrecarregadas e desmotivadas não criam, não inovam e não permanecem. Sem energia humana, não há vantagem competitiva que dure.

  1. Fazer do propósito uma métrica de performance

Propósito não é marketing, é critério de decisão. E quando falo em propósito, não me refiro a frases na parede, mas à capacidade de cada colaborador, do estagiário ao C-levels de entender por que e para que está fazendo o que faz. Nos atendimentos clínicos e nos trabalhos corporativos que conduzo, vejo de perto como a desmotivação nasce justamente dessa desconexão: pessoas que executam tarefas sem compreender a finalidade, e equipes que não enxergam o elo entre suas entregas e a estratégia da empresa. Não é raro encontrar empresas sem uma estratégia clara definida ou apenas restrita à cabeça da alta liderança. Considero o propósito e a conexão consciente como o novo ROI emocional de uma organização saudável.

  1. Transformar autenticidade em vantagem competitiva

Empresas pasteurizadas falam igual, atraem igual, perdem igual. As vencedoras terão voz própria, cultura viva e coragem de ser diferentes. A IA pode replicar dados, mas não pode replicar convicção. Cultura autêntica é ativo inimitável.

  1. Promover diversidade cognitiva e não apenas demográfica

A verdadeira inovação nasce do encontro entre formas diferentes de pensar. A IA resolve problemas conhecidos; o humano plural enxerga os que ainda não existem.

  1. Medir o intangível: energia, motivação e pertencimento

Empresas que medem apenas produtividade enxergam o retrovisor. As que aprendem a medir energia criativa e segurança psicológica passam a enxergar o futuro.

  1. Educar para autogestão e inteligência financeira

Colaboradores emocional e financeiramente equilibrados tomam decisões melhores. Educação financeira e emocional são ferramentas de prosperidade, não de paternalismo. A empresa que investe em clareza e autonomia cria um ecossistema sustentável. Pessoas preparadas que sabem lidar com suas próprias finanças, saberão zelar também pelo orçamento e fluxo de caixa da companhia.

  1. Reposicionar a liderança como mentoria

Líderes que inspiram a pensar, e não a obedecer, transformam times em diferenciais que a IA jamais substituirá.

Publicidade

A tecnologia acelera o que existe. Se o que existe for vazio, ela amplifica o vazio. Mas se houver propósito, cultura e voz, a IA será amplificadora de potência humana. A virada não é digital. Ela é existencial. Ao contrário do que se diz como tendência hoje, acredito que a vantagem não de quem tem mais dados, mas de quem tem mais alma.

A empresa vencedora do futuro será aquela com inteligência suficiente para saber usar a inteligência artificial para multiplicar resultados e a inteligência humana para multiplicar sentido.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • geração z
  • inteligência artificial
  • produtividade
  • saúde mental
  • Sustentabilidade

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem IOF, cartões com criptos avançam no Brasil e prometem taxa de câmbio menor

  • 2

    Ibovespa ronda os 200 mil pontos: com rali em 2026, é hora de olhar mais para a Bolsa?

  • 3

    Ibovespa bate 18º recorde do ano e se aproxima dos 200 mil pontos

  • 4

    Dólar abaixo de R$ 5, menor nível desde 2024: é hora de comprar? Veja como aproveitar

  • 5

    Por que o Ibovespa anda em duas direções? Entenda o que mantém o índice em alta enquanto ações locais caem

Publicidade

Quer ler as Colunas de Ana Paula Hornos em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Logo E-Investidor
IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Imagem principal sobre o IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Logo E-Investidor
IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Imagem principal sobre o O que é um feriado forense?
Logo E-Investidor
O que é um feriado forense?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Logo E-Investidor
FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Imagem principal sobre o FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o 8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Logo E-Investidor
8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Últimas: Colunas
Dívida das empresas brasileiras bate R$ 2,1 trilhões e expõe um novo risco
Einar Rivero
Dívida das empresas brasileiras bate R$ 2,1 trilhões e expõe um novo risco

Mesmo com melhora na estrutura financeira, empresas listadas na B3 veem encolher o “colchão” entre geração de caixa e juros, o menor em quase uma década

15/04/2026 | 14h41 | Por Einar Rivero
Bets travestidas de previsões invadiram o mercado financeiro
Vitor Miziara
Bets travestidas de previsões invadiram o mercado financeiro

Popular no exterior, o mercado de revisões começa a ganhar espaço no Brasil, mas levanta preocupações sobre o risco de estimular apostas disfarçadas de investimentos

14/04/2026 | 14h18 | Por Vitor Miziara
Estrangeiro compra Bolsa; brasileiro foge para a renda fixa — o que explica essa divisão
Marco Saravalle
Estrangeiro compra Bolsa; brasileiro foge para a renda fixa — o que explica essa divisão

Juros elevados travam o capital doméstico, enquanto estrangeiros usam o Brasil como proteção em meio ao choque global de commodities

13/04/2026 | 14h43 | Por Marco Saravalle
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?
Samir Choaib
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?

O caso envolvendo herdeira das Casas Pernambucanas reacende um ponto ignorado por famílias ricas: quem decide quando você não pode mais decidir?

11/04/2026 | 06h00 | Por Samir Choaib

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador