• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

À espera de um milagre: as subclasses dos fundos

Com a migração para subclasses, investidores poderão trocar fundos entre bancos e corretoras com mais liberdade, menos burocracia e maior proteção fiscal

Por Luciana Seabra

26/08/2025 | 15:00 Atualização: 26/08/2025 | 15:09

Receba esta Coluna no seu e-mail
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é quem fiscaliza o mercado de investimentos brasileiro. (Foto: Adobe Stock)
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é quem fiscaliza o mercado de investimentos brasileiro. (Foto: Adobe Stock)

Recebo com frequência a demanda de clientes que começaram a investir em fundos há muitos anos usando uma corretora ou banco e que, de repente, gostariam de trocar. Os motivos são os mais diversos, como a busca por um melhor atendimento, uma plataforma mais diversificada ou por concentrar os investimentos na mesma instituição financeira onde já se recebe salário e tem cartão de crédito.

Leia mais:
  • Citi lista 18 empresas que mais devem se beneficiar com início do ciclo de corte de juros no País
  • O fator político que azedou o Ibovespa e o próximo gatilho para o índice da B3
  • Jovens da geração Z preferem consórcio ao financiamento tradicional: conheça a estratégia para comprar carro e casa e fugir dos juros
Cotações
16/05/2026 9h07 (delay 15min)
Câmbio
16/05/2026 9h07 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Poder se mover facilmente é o que se espera de um mercado em livre concorrência. Com os fundos, entretanto, essa mobilidade em geral não se dá de forma suave. E os culpados têm nome: fundos espelho.

Quem tem uma boa carteira de fundos sabe que os melhores gestores – os independentes – são distribuídos em diferentes corretoras e bancos. Então deveria ser possível migrar de distribuidor como em uma portabilidade, sem ter que pedir resgate, pagar o imposto até então, e aplicar na mesma estratégia na casa nova. E isso até é possível para alguns fundos, ainda que nem sempre muito simples, com cada corretora e banco dificultando a saída como pode.

  • IOF na previdência privada: quem vai pagar?

Ter que resgatar de investimentos de longo prazo a cada troca de distribuidor e antecipar um imposto que somente seria pago em um futuro distante tira potencial da construção de patrimônio. E não deveria acontecer se a decisão de quem investe é seguir exatamente na mesma estratégia.

Publicidade

A questão é que as corretoras e bancos colocam embalagens próprias ao distribuir fundos – chamadas de espelhos, em referência ao fato de replicarem a estratégia original.

Um exemplo prático para facilitar o entendimento: com base na nossa análise, recomendamos o Kapitalo Zeta, fundo multimercados gerido por uma casa independente, a Kapitalo. O produto é distribuído em diferentes lugares. Em cada um deles, ganha um nome: Kapitalo Zeta Access, no BTG; Kapitalo Zeta Seleção, no Itaú; Manager Kapitalo Zeta, no Safra; Kapitalo Zeta Advisory, na XP; Bradesco Kapitalo Zeta, no Bradesco. Todos eles são formas possíveis e equivalentes de investir na mesma estratégia.

  • Entra em vigor a 175, de fundos, mas não a transparência de custos

O problema aqui não é o nome, mas que cada um deles é um fundo diferente, com CNPJ próprio. E, por isso, ao decidir trocar XP por BTG, Bradesco por Itaú ou qualquer outro movimento entre distribuidores, é preciso resgatar, pagar imposto e reaplicar – mesmo que, na prática, os espelhos sejam cópias da mesma estratégia, mas com documento de identidade diferente.

Essa estrutura tem outras ineficiências além da reserva de mercado, como o número gigantesco de fundos do mercado brasileiro.

Daí veio a Instrução 175, a mais recente norma da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para regular o mercado de fundos. Ela propõe uma nova estrutura, em que os fundos têm classes, onde está a política de investimentos (no nosso exemplo, Kapitalo Zeta), e subclasses, onde se define características como público-alvo, aplicação mínima, prazo de resgate e taxas (como nos espelhos).

Publicidade

Ou seja, nesse universo, cada banco e corretora distribuiria uma subclasse diferente, mas o CNPJ seria exatamente o mesmo. Isso tornaria a indústria mais simples, com menos fundos e, principalmente, facilitaria a livre mobilidade. Isso porque, ao trocar um CNPJ por outro, incide imposto – de uma subclasse para outra, não.

  • Caixinha do Nubank e afins: a revolução digital se esqueceu das “pejotas”

Explico tudo isso porque a Instrução 175 já entrou em vigor – inclusive para fundos antigos, em julho – mas pouquíssimos fundos migraram para a estrutura de subclasse. E o que pode parecer algo extremamente técnico aos olhos de quem investe, simples burocracias de mercado, tem implicações práticas muito relevantes.

Os poucos fundos que já criaram a estrutura de subclasses têm enfrentado desafios, como a perda de histórico e a falta de sistema nos distribuidores para oferecê-las. Isso porque a estrutura das plataformas está muito vinculada ainda aos CNPJs. Aos poucos, entretanto, o mercado vai se adaptando.

Não está claro na instrução que é mandatório substituir os espelhos por subclasses. A boa notícia, entretanto, é que os diretores da CVM têm sido muito vocais em manifestações públicas sobre o desejo de que a indústria de fundos migre para elas – inclusive com o argumento de fomentar a concorrência.

  • Anbima lançará plataforma para consultar custos detalhados de fundos de investimentos

A mensagem é que quem permanecer com os espelhos vai ter que dar uma razão crível para tal. E os próprios representantes da Anbima, associação que representa o mercado, têm corroborado que o setor vai seguir por esse caminho.

Estejamos de olho. Afinal, a simples possibilidade de migrarmos nossos fundos entre corretoras e bancos de forma fácil, sem ter que pagar imposto – mesmo que não tenhamos intenção de fazê-lo com frequência – é um motivo a mais para sermos bem tratados. Com as subclasses, ganha quem investe: menos burocracia, mais liberdade e mais poder de escolha.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
  • cvm 175
  • Fundos
  • Fundos de investimento
  • fundos espelhos
  • indústria de fundos
  • resolução 175 cvm

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Governo avança na regulamentação da reforma tributária; veja as novidades

  • 2

    Ibovespa hoje sobe após estresse político com Flávio Bolsonaro

  • 3

    Regulação aperta e blockchain busca espaço no sistema financeiro tradicional: o que vem por aí?

  • 4

    Santander passa a financiar até 90% do valor do imóvel

  • 5

    Juros altos e volatilidade política exigem cautela; CEOs apontam como proteger os investimentos

Publicidade

Quer ler as Colunas de Luciana Seabra em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Mega-Sena 30 anos: o prêmio do sorteio comemorativo pode acumular igual à extração regular?
Logo E-Investidor
Mega-Sena 30 anos: o prêmio do sorteio comemorativo pode acumular igual à extração regular?
Imagem principal sobre o 2º lote da restituição do IR 2026: veja a data exata do pagamento
Logo E-Investidor
2º lote da restituição do IR 2026: veja a data exata do pagamento
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: muitos idosos não sabem desta regra sobre a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: muitos idosos não sabem desta regra sobre a declaração
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos estão livres da declaração? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos estão livres da declaração? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: esta é a multa que você pode pagar, caso atrase a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: esta é a multa que você pode pagar, caso atrase a declaração
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: veja em quantas vezes é possível parcelar o contrato
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: veja em quantas vezes é possível parcelar o contrato
Imagem principal sobre o Desenrola Brasil 2.0: o que se sabe sobre o programa para ajudar pessoas endividadas
Logo E-Investidor
Desenrola Brasil 2.0: o que se sabe sobre o programa para ajudar pessoas endividadas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos acima de 70 anos com atividade rural podem ser obrigados a declarar
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos acima de 70 anos com atividade rural podem ser obrigados a declarar
Últimas: Colunas
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk
Ana Paula Hornos
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk

Se máquinas produzirem tudo, o que restará do trabalho, da autonomia e do sentido de existir humano?

16/05/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
O Brasil que desperta o interesse do mundo dos negócios e da inovação
Carol Paiffer
O Brasil que desperta o interesse do mundo dos negócios e da inovação

Quando investidores internacionais olham para o País, eles enxergam oportunidade financeira, criatividade aplicada aos negócios e inovação cultural

15/05/2026 | 09h30 | Por Carol Paiffer
OPINIÃO: Bets e a economia da dependência: quem lucra com o prejuízo do brasileiro
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO: Bets e a economia da dependência: quem lucra com o prejuízo do brasileiro

Como apostas online viraram fonte de receita para governo, empresas e futebol — e o impacto disso no consumo e no endividamento

14/05/2026 | 12h00 | Por Fabrizio Gueratto
O próximo grande mercado do Brasil não está no crédito, mas na autonomia financeira das mulheres
Espaço do Especialista
O próximo grande mercado do Brasil não está no crédito, mas na autonomia financeira das mulheres

O desafio não começa na renda, mas em enxergar a mulher como investidora e tomadora de decisão

13/05/2026 | 17h05 | Por Daniella Marques, ex-Presidente da Caixa Econômica Federal

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador