• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Quem vai aproveitar as oportunidades da crise?

Crise é almoço grátis para todos os brasileiros que tenham dinheiro para investir

Por Rafael Paschoarelli

26/11/2021 | 8:07 Atualização: 26/11/2021 | 10:42

Receba esta Coluna no seu e-mail
Quem mais vai se aproveitar desta crise são os “suspeitos” de sempre: os investidores
com capital disponível para novas alocações (Foto: Edson de Souza Nascimento/Shutterstock)
Quem mais vai se aproveitar desta crise são os “suspeitos” de sempre: os investidores com capital disponível para novas alocações (Foto: Edson de Souza Nascimento/Shutterstock)

A situação econômica brasileira nesta reta final de 2021 se deteriorou consideravelmente. Creio que nem os mais pessimistas poderiam imaginar aumento tão abrupto da inflação e das taxas de juros futuras. Deixo para os economistas as explicações do que nos fez chegar a este ponto.

Leia mais:
  • Renda fixa: entenda o que significa marcação a mercado
  • A renda fixa vai dominar 2022?
  • B3 lança empréstimo de cotas de ETF de renda fixa
  • A renda fixa volta aos holofotes
Cotações
15/02/2026 9h08 (delay 15min)
Câmbio
15/02/2026 9h08 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O que desejo discutir neste espaço de debate de ideias são as oportunidades surgidas diante da crise que vivemos e as maneiras de aproveitá-las.

A primeira dúvida que surge é: quem vai se aproveitar financeiramente de mais esta crise econômica e de confiança que se instalou no Brasil?

Publicidade

Ora, quem mais vai se aproveitar desta crise são os “suspeitos” de sempre: os investidores com capital disponível para novas alocações.

Estas novas alocações podem ser em renda fixa que prometem “gordos” juros reais e, muitos deles, com a possibilidade de 100% de isenção no imposto de renda sobre os rendimentos. É almoço grátis! Almoço grátis a ser aproveitado por todos os brasileiros que tenham dinheiro para investir. Sim, a crise é mais um elemento de concentração de riqueza.

O mais interessante para os investidores é que não é necessário tomar risco de bolsa para garantir rendimentos nominais próximos a 12% ao ano ou juros reais acima de 5% ao ano e por largos prazos de tempo.

Usando a força mais poderosa do universo, isto é, os juros compostos, uma aplicação a taxa pré-fixada de 12% a.a. por cinco anos em título público federal produz incríveis 76% de rendimento nominal bruto no período e com risco soberano.

Publicidade

Ainda usando a força dos juros compostos, uma aplicação IPCA+5% a.a. em título público federal promete rendimento real bruto de impostos de incríveis 27,6% no período de cinco anos. Tente verificar em qual outro país do mundo é possível travar um ganho 5% a.a. acima da inflação investindo em títulos públicos. O Brasil é realmente o País das oportunidades! Grandes oportunidades para quem tem dinheiro!

Neste aspecto, nós brasileiros somos mais “abençoados” que os americanos que têm que se contentar com rendimentos pífios quando eles compras títulos públicos emitidos pelo governo americano. É interessante notar que os americanos pessoa física também tem à sua disposição o seu Tesouro Direto (www.treasurydirect.gov). Lá um título vencendo em cinco anos (Treasury Note) promete “incríveis” 0,99% a.a. Nós brasileiros conseguimos ganhar em menos de um ano o que os americanos levariam  cinco anos para ganhar! O pequeno “detalhe” é que os americanos ganharão em dólar e nós brasileiros em reais.

Agora um contraponto: os defensores da renda variável argumentarão que uma ação pode render muito mais que as taxas de renda fixa e em muito menos tempo. Eu respondo dizendo que a ação também pode render muito menos e em ainda menos tempo.

Há de se colocar em perspectiva o fator risco. Investir em título público é incrivelmente mais seguro que comprar uma ação, seja ela qual for. Se alguém quiser colocar em xeque este conceito, primeiro mude todos os textos dos melhores livros de finanças do mundo e também retire o prêmio Nobel do William Sharpe.

Publicidade

Isto não significa que os investidores com apetite para a renda variável não tenham
oportunidades: muitos papéis de bolsa se encontram com preços bastante descontados.

Mas, não basta que a ação (ou carteira de ações) renda acima da taxa básica de juros. Tem que render mais de modo a compensar o risco incorrido. Este rendimento “a mais” que a renda variável teria que render acima de uma renda fixa (um título público, por exemplo) é o prêmio pelo risco. No mercado americano, pode-se assumir um prêmio de risco para se investir no índice de bolsa na casa de 7% ao ano. Isto é, o investidor deveria exigir 7% a.a. de retorno acima da renda fixa para se sentir compensado por ter colocado seu dinheiro numa carteira de ações bem diversificada.

Sob a perspectiva de prêmio de risco, pondere quanto um investimento em bolsa deveria render para compensar o prêmio de risco. Leve em consideração que é possível comprar títulos públicos federais que garantem taxas nominais de dois dígitos para aqueles investidores que ficarem até o vencimento.

Como se tudo isso não fosse suficiente, a renda fixa ainda oferece alternativas isentas de imposto de renda tais como as debêntures incentivadas, as LCIs, as LCAs, os CRIs e os CRAs.

Publicidade

Se por um lado estes títulos prometem rendimento isento de imposto de renda por outro, os investidores passam a correr o risco de crédito dado que são títulos são crédito privado. Isto é, são títulos emitidos por empresas (no caso das debêntures, CRIs e CRAs) ou por bancos (no caso de LCIs e LCAs).

É muito tentador comprar uma LCI ou LCA emitida por bancos sólidos prometendo IPCA+4% a.a. ou IPCA+5% a.a. e, além de tudo, isento de impostos!

Em resumo, as oportunidades criadas pela crise que vivemos são inúmeras.
O aspecto negativo que eu enxergo é que quem mais vai se aproveitar dessas oportunidades são os indivíduos com dinheiro sobrando, parcela ínfima da sociedade brasileira.

Some a isso o elevado fardo para a sociedade como um todo pelo fato de o governo pagar mais juros para continuar financiado muitos gastos e poucos investimentos.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Economia
  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)
  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI)
  • Renda fixa
  • Tesouro Direto

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Análise do resultado da Vale no 4T25: prejuízo de US$ 3,8 bi contrasta com forte operação; o que fazer com VALE3

  • 2

    Vai para os blocos de carnaval? Veja como se proteger de golpes

  • 3

    Ações da Braskem (BRKM5) se recuperam após notícia sobre balanço do BB (BBSA3); entenda

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em queda com dados do varejo brasileiro, inflação nos EUA e resultado da Vale (VALE3)

  • 5

    Bitcoin volta a subir com dados do CPI e fica próximo dos US$ 70 mil; ciclo de baixa está perto do fim?

Publicidade

Quer ler as Colunas de Rafael Paschoarelli em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Tele Sena de Carnaval 2026: campanha premiará até R$ 4,7 milhões
Logo E-Investidor
Tele Sena de Carnaval 2026: campanha premiará até R$ 4,7 milhões
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é o Benefício Primeira Infância (BPI)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é o Benefício Primeira Infância (BPI)?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é o Benefício Extraordinário de Transição (BET)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é o Benefício Extraordinário de Transição (BET)?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Carnaval 2026: veja o calendário de sorteios
Logo E-Investidor
Tele Sena de Carnaval 2026: veja o calendário de sorteios
Imagem principal sobre o Bolsa Família: é possível receber o pagamento pelo Pix?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: é possível receber o pagamento pelo Pix?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Ceará: como gerar o Documento de Arrecadação
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Ceará: como gerar o Documento de Arrecadação
Imagem principal sobre o Abono PIS/Pasep: como funciona o resgate do benefício?
Logo E-Investidor
Abono PIS/Pasep: como funciona o resgate do benefício?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: o que é o Benefício Complementar (BCO)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: o que é o Benefício Complementar (BCO)?
Últimas: Colunas
Imposto sobre grandes fortunas: a tributação que o mundo abandonou e que o Brasil insiste em ressuscitar
Samir Choaib
Imposto sobre grandes fortunas: a tributação que o mundo abandonou e que o Brasil insiste em ressuscitar

O Projeto de Lei Complementar 5/2026 reacende o debate sobre taxar grandes fortunas e evidencia a escolha política de ampliar a arrecadação em vez de controlar despesas públicas

14/02/2026 | 06h30 | Por Samir Choaib
O Brasil corre risco de quebrar em 2027?
Eduardo Mira
O Brasil corre risco de quebrar em 2027?

Com dívida perto de 85% do PIB, déficit nominal ao redor de 8% e juros reais acima de 6%, País enfrenta riscos; entenda

13/02/2026 | 14h36 | Por Eduardo Mira
Quatro gigantes, R$ 216 bilhões e um ano fora da curva: o que os dividendos dos bancos ensinam ao investidor
Einar Rivero
Quatro gigantes, R$ 216 bilhões e um ano fora da curva: o que os dividendos dos bancos ensinam ao investidor

Os quatro bancos desembolsaram R$ 78,6 bilhões apenas em 2025, o equivalente a 36,3% de tudo o que foi pago em cinco anos

12/02/2026 | 16h09 | Por Einar Rivero
OPINIÃO. O investidor quer lucrar como rico, mas perder como pobre
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. O investidor quer lucrar como rico, mas perder como pobre

Investidor busca ganhos elevados, mas rejeita a volatilidade e o risco que acompanham retornos acima da média, repetindo erros que minam a própria performance

12/02/2026 | 14h44 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador