• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Entenda a crise entre Rússia e Ucrânia e seus efeitos para o mercado

O conflito histórico entre os países se intensifica e pode afetar o preço do petróleo

Por Thiago de Aragão

22/12/2021 | 8:14 Atualização: 24/02/2022 | 9:11

Receba esta Coluna no seu e-mail
Presidente da Rússia, Putin, em encontro com forças armadas do país. Foto: Mikhail Metzel, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP
Presidente da Rússia, Putin, em encontro com forças armadas do país. Foto: Mikhail Metzel, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP

Os laços entre Rússia, Belarus e Ucrânia existem desde antes da criação da União Soviética. Esses países sempre compuseram a chamada “aliança eslava”, onde as relações e as similaridades fizeram que se enxergassem como parte de um mesmo conceito étnico, histórico e político.

Leia mais:
  • Rússia e Ucrânia: o impacto no setor de alimentos
  • Crise na China: nem tudo está bem para Xi Jinping
  • China: Revolução 3.0
  • Brasil: não há jeitinho para a inovação tecnológica
Cotações
04/02/2026 11h22 (delay 15min)
Câmbio
04/02/2026 11h22 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

No início dos anos 90, com o fim da União Soviética, algumas negociações foram pensadas como forma de integrar Belarus e Ucrânia à Rússia. No entanto, o caos que reinava em cada um desses países, por conta da transição democrática, freou tais planos. A Ucrânia sempre se sentiu abandonada por Moscou durante os anos soviéticos.

Dois fatos importantes são alegados aqui como causadores desse sentimento: a péssima gestão durante o acidente de Chernobyl e a insignificante ajuda prestada após a Segunda Guerra Mundial, no auge da crise de fome que varreu o país.

Publicidade

Mesmo independentes, Belarus e Ucrânia se mantiveram na esfera de influência direta da Rússia, agindo quase como colônias. O estopim em relação à Ucrânia ocorreu em 2013, quando um enorme movimento contra o controle político russo começou a direcionar no sentido da União Europeia. Para a Rússia, isso era absolutamente inaceitável sob todos os pontos de vista. Um dos reflexos provocados por essa “ousadia” ucraniana, foi a invasão de 2014 que surrupiou a Crimeia e manteve o extremo leste do país “mais ou menos” ocupado.

A velocidade com a qual a situação belicosa entre a Rússia e a Ucrânia está se desenvolvendo é tão rápida que, utilizando meios não especializados, mal conseguimos acompanhar. Estamos no estágio onde aproximadamente 100 mil soldados russos estão posicionados na fronteira com a Ucrânia. A expectativa de Washington, mais precisamente do Pentágono e da Casa Branca, é de que 175 mil homens deverão estar a postos aí até o fim de janeiro de 2022.

Essa expectativa se sustenta sobre mais alguns fatores que são observados por Washington. Acreditam que ainda faltam elementos críticos para que a Rússia dê o passo inicial em direção ao território ucraniano.

De acordo com a inteligência coletada (principalmente via satélite), os russos ainda precisam turbinar o aspecto logístico da operação para a chegada de equipamentos que facilitem o transporte na neve, levando munições e equipamentos, bem como acertar os bancos de sangue. Quanto a esse último item, há quem diga que a capacidade de instalação de hospitais de campanha ainda está aquém do necessário.

Publicidade

Naturalmente, toda a expectativa se baseia no “ideal” e não no básico. A ausência desses elementos não representa, de forma alguma, a impossibilidade de que uma invasão ocorra imediatamente. Alguns especialistas argumentam que o passo inicial da invasão pode ser dado sem eles.

Em relação a bancos de sangue e hospitais de campanha, em tese os russos poderiam ir utilizando aqueles já em território ucraniano baseando-se no avanço das tropas. Ironicamente, a questão climática pode vir a ser a mais complexa, pois dependendo do volume de neve, os tanques russos viriam a ter dificuldades na agilidade e na velocidade colocadas. Além disso, o acréscimo no volume das tropas poderia ocorrer gradativamente à medida que os russos fossem ingressando no território ucraniano.

Por outro lado, não podemos esquecer que existe um exército ucraniano bem mais treinado e armado do que aquele que viu a Crimeia sumir em um piscar de olhos em 2014. O exército ucraniano é o terceiro maior exército da Europa, atrás apenas do russo e do francês.

Armamentos foram adquiridos dos EUA e de diversos países da União Europeia. Mesmo assim, considera-se que ainda não são páreo para repelir uma invasão russa. No entanto, caso os ucranianos consigam esticar o combate o máximo possível (o que seria, humanitariamente trágico), isso poderia exaurir o ímpeto russo, abafando as vozes de generais convictos de que a superioridade de Moscou levaria a uma rápida conquista de território.

Publicidade

A tendência seria que, conforme os russos avançassem, os EUA e outros países europeus abasteceriam os ucranianos com mais armas e equipamentos capazes de resistir, mas não de vencer.

A razão principal por trás é o acordo de Minsk firmado após a invasão da Crimeia. Os russos não admitem qualquer processo que possa levar a Ucrânia a se juntar a União Europeia ou à OTAN. Isso faria com que os russos tratassem a movimentação da Ucrânia como uma grave ameaça à sua segurança nacional.

Em janeiro, os EUA tentarão outra rodada de conversas com os russos, visando um meio termo em relação às demandas. Para quem já colocou mais de 100 mil homens na fronteira, as propostas americanas deverão ser muito boas para que Putin aceite retirar tropas e encarar a opinião pública russa. Para os russos, a demanda é relativamente simples: blindar a Ucrânia para qualquer investida da União Europeia e da OTAN. Já para os EUA, isso representaria um enfraquecimento da sua postura histórica e da própria OTAN. Por outro lado, pode prevenir uma tragédia humanitária.

O elo fraco dessas negociações fica justamente com a União Europeia, mais precisamente com a Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Os europeus não conseguem ter uma visão uníssona por conta da mencionada dependência do gás e petróleo russo.

Riscos

A diferença dos impactos de uma invasão também deve ser levada em consideração. Para a Polônia, o risco está bem em sua fronteira, enquanto para Holanda e Portugal, a análise de riscos é completamente diferente. Os EUA estudam sanções extremamente fortes, como, por exemplo, agir sobre todo o sistema financeiro russo. Isso teria um impacto explosivo não só no custo da energia fóssil no mundo pois poderia levar o namoro entre Rússia e China para um casamento bem mais sólido.

Publicidade

Infelizmente, no mundo atual, só existe um estrategista político de alto nível entre os líderes globais e seu nome é Vladimir Putin. Putin sabe, como ninguém, contra-atacar com armas que não são convencionais: ciberataques, disseminação de fake news, manipulação na Opep, uso de proxies para desestabilizar terceiros etc.

Um aumento substancial no preço do petróleo é o que podemos esperar assim que o primeiro soldado russo inicie o avanço dentro do território ucraniano. Esse tipo de ação acabaria trazendo consequências para todos os cantos do mundo: o preço da gasolina aumentaria tanto na longínqua Anápolis, em Goiás, como em Feira de Santana, na Bahia. Tudo está interconectado.

Muitos outros elementos críticos estão na mesa. Entre eles a crise de migração que um confronto como esse geraria e como a União Europeia responderia. Outro aspecto altamente importante seria a reação da própria União Europeia.

A dependência que os europeus têm do gás russo é tamanha, que as sanções desenhadas pelo governo americano contra os russos, no caso de uma invasão, não encontram uma aceitação tão fácil dos governos europeus. Estes buscam uma forma de punir sem irritar os russos, uma estratégia altamente contraditória. Caso a resposta da UE seja frágil, os EUA terão uma dificuldade ainda maior de impedir o avanço da máquina russa.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Crise
  • Economia
  • Estados Unidos
  • Opep+
  • Petróleo
  • Rússia

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Regulamentação de criptomoedas entra em vigor

  • 2

    Ibovespa hoje bate recorde e fecha acima de 185 mil pontos com ata do Copom

  • 3

    Vale some das carteiras de dividendos em fevereiro, enquanto Caixa Seguridade, Itaúsa e Petrobras ganham peso

  • 4

    Dow Jones hoje em tempo real: veja a cotação agora e o que está mexendo com Wall Street

  • 5

    O investidor invisível: como o capital estrangeiro está moldando a indústria de FIIs

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Bolsa Família: quando começam os pagamentos de fevereiro de 2026?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: quando começam os pagamentos de fevereiro de 2026?
Imagem principal sobre o Dívidas do FIES em 2026: quais as vantagens da renegociação?
Logo E-Investidor
Dívidas do FIES em 2026: quais as vantagens da renegociação?
Imagem principal sobre o Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago em fevereiro
Logo E-Investidor
Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago em fevereiro
Imagem principal sobre o INSS libera calendário de pagamento de fevereiro de 2026 para aposentados; veja datas
Logo E-Investidor
INSS libera calendário de pagamento de fevereiro de 2026 para aposentados; veja datas
Imagem principal sobre o Descontos indevidos no INSS: como funciona o processo de contestação?
Logo E-Investidor
Descontos indevidos no INSS: como funciona o processo de contestação?
Imagem principal sobre o Como consultar o valor de antecipação do FGTS, mesmo com dívida na Caixa?
Logo E-Investidor
Como consultar o valor de antecipação do FGTS, mesmo com dívida na Caixa?
Imagem principal sobre o Conta de luz continua sem acréscimo de tarifa em fevereiro de 2026; entenda
Logo E-Investidor
Conta de luz continua sem acréscimo de tarifa em fevereiro de 2026; entenda
Imagem principal sobre o Dívidas do FIES: qual o prazo para renegociação em 2026?
Logo E-Investidor
Dívidas do FIES: qual o prazo para renegociação em 2026?
Últimas: Colunas
Vale a pena atualizar o valor dos seus imóveis em 2026?
Yuri Freitas
Vale a pena atualizar o valor dos seus imóveis em 2026?

Regime permite reduzir IR sobre ganho de capital, mas elimina redutores históricos e impõe prazos de carência para venda

03/02/2026 | 17h14 | Por Yuri Freitas
Bitcoin a US$ 20 mil? Essa é a projeção de alguns e, mesmo assim, ainda vale a pena
Vitor Miziara
Bitcoin a US$ 20 mil? Essa é a projeção de alguns e, mesmo assim, ainda vale a pena

Histórico de correções, papel da MicroStrategy e a matemática do risco x retorno entram no radar dos investidores de cripto

03/02/2026 | 15h03 | Por Vitor Miziara
Preço-teto: o antídoto contra decisões emocionais no mercado de ações
Marco Saravalle
Preço-teto: o antídoto contra decisões emocionais no mercado de ações

Ferramenta ajuda a separar preço de valor e impõe disciplina ao investimento em ações focadas em renda

02/02/2026 | 14h11 | Por Marco Saravalle
2026 é o ano decisivo para organizar herança e proteger patrimônio
Samir Choaib
2026 é o ano decisivo para organizar herança e proteger patrimônio

As mudanças no ITCMD que entram em vigor a partir de 2027 tornam o planejamento sucessório mais complexo e quem deixar para depois pode pagar mais

31/01/2026 | 06h00 | Por Samir Choaib

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador