O Broadcast apurou que o governo de Minas Gerais decidiu rever a privatização da estatal diante de propostas abaixo do preço mínimo esperado para a operação. A notícia atravessou um mercado que vinha tratando a venda da companhia como uma das principais agendas de destravamento de valor da Bolsa de Valores brasileira em 2026.
Mais cedo, a própria Copasa já havia informado mudanças nas condições da oferta ligada à privatização. Em fato relevante, a companhia afirmou que novas versões do prospecto preliminar, da lâmina da oferta e do cronograma serão divulgadas após aprovação do Comitê de Coordenação e Governança de Estatais. Embora o processo não tenha sido interrompido formalmente, a revisão reforçou a percepção de atraso e aumentou as dúvidas sobre o apetite dos investidores.
A operação vinha sendo tratada como uma das maiores do mercado brasileiro neste ano, com potencial para movimentar até R$ 10 bilhões. O plano previa reduzir a participação do governo mineiro de 50% para algo próximo de 5%, mantendo apenas uma golden share — ação de classe especial que concede o poder de veto — com responsabilidades específicas de governança. Equatorial (EQTL3) e um consórcio envolvendo Itaúsa (ITSA4) e Aegea apareciam entre os grupos interessados em se tornar acionistas de referência – veja mais detalhes aqui.
O mercado financeiro, porém, passou a enxergar uma distância maior entre a ambição do governo e a disposição dos investidores em fechar negócio nas condições desenhadas até aqui. Depois de meses de atraso, aprovação regulatória e expectativa em torno do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), o processo de privatização da Copasa (CSMG3) agora enfrenta um problema de preço, o que reflete nas ações da companhia na Bolsa.
Com informações do Broadcast