• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

O que você precisa saber sobre a interferência de Bolsonaro na Petrobras

Bolsonaro indicou um general para a presidência da Petro, mas a troca ainda precisa de aprovação

Por Jenne Andrade

19/02/2021 | 16:29 Atualização: 22/02/2021 | 10:03

O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR

“Alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias. Tem que mudar alguma coisa, vai acontecer”. A frase dita pelo presidente Jair Bolsonaro em live realizada na última quinta-feira (18), reacendeu os temores do mercado financeiro em relação a uma possível nova interferência política na estatal e ditou o ritmo do pregão de sexta-feira (19). No fechamento do mercado, as ações PETR4 registraram queda de 7,92%, aos R$ 27,10.

Leia mais:
  • A recomendação de 4 analistas para as ações da Petrobras
  • O risco político está de volta às estatais?
  • Qual o futuro da indústria petrolífera?
  • ‘Um MBA em corrupção’: como uma trader de petróleo pagou subornos para a Petrobras durante anos
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

No mesmo dia, Bolsonaro teceu críticas sobre a gestão do CEO da companhia, Roberto Castello Branco, e anunciou a indicação do general Joaquim Silva e Luna, atual diretor da Itaipu Binacional, como novo presidente da empresa. O Conselho de Administração da Petrobras ainda precisa aprovar a troca.

Durante a sua transmissão semanal ao vivo pelo Facebook, o presidente questionou os aumentos recentes nos preços do diesel, considerados por ele como ‘excessivos’. Na sexta 19, a Petrobras subiu pela terceira vez o combustível, para R$ 2,58 por litro – no início do ano, a cotação média era de R$ 2,02. A gasolina também foi reajustada pela quarta vez, para R$ 2,48 por litro.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Em um evento em Sertânia (PE), Bolsonaro voltou a falar sobre mudanças na companhia. “Anuncio que teremos mudança, sim, na Petrobrás. Jamais vamos interferir nessa grande empresa na sua política de preço, mas o povo não pode ser surpreendido com certos reajustes.”

Desde 2016, os preços praticados pela petroleira seguem a cotação internacional do petróleo e a variação do dólar. Portanto, não são determinados por Castello Branco. “Mais uma vez, o presidente Jair Bolsonaro perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. Não vemos nenhum tipo de fundamento na fala dele”, explica Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Como medida para fazer baixar os preços, mas sem interferir diretamente na empresa, Bolsonaro anunciou também o fim do imposto federal no diesel e o gás de cozinha por dois meses, contados a partir de 1º de março. “Nesses dois meses, vamos estudar uma maneira definitiva de zerar esse imposto até para ajudar a contrabalancear esse aumento excessivo da Petrobras”, afirmou o presidente.

Tal insatisfação do presidente com o rumo dos preços de combustíveis tem um pano de fundo claro: os caminhoneiros. Mais sensíveis ao aumento do diesel, esses profissionais pressionam Bolsonaro a se posicionar quanto às altas recentes. No início de fevereiro, já ocorreram rumores de uma nova greve promovida pela categoria, que forma uma base eleitoral importante para o governo.

Publicidade

“Intervir na política de preços da Petrobras é extremamente negativo, mas ameaçar o presidente de estatal é mais negativo ainda”, explica Juan Espínel, especialista em investimentos da Ivest Consultoria. “Outro ponto é que zerar impostos em um momento em que a arrecadação do Governo está sendo posta à prova, é também uma atitude preocupante. Pode ter um impacto bilionário nas contas públicas e afetar todo o ambiente de negócios do País.”

Arbetman também acha inefetivo o corte nos impostos. “É até difícil a cadeia fazer essa troca de preços, se o Presidente queria atacar a inflação, não é esse o caminho certo”, afirma o especialista. “E renunciar a R$ 3 bilhões, média apontada por estudos preliminares, justamente quando o mercado está pedindo medidas de maior austeridade, é uma mensagem extremamente ruim.”

O fantasma da ingerência política

A preocupação com uma nova interferência política na Petrobras vem de um trauma recente. O Governo Dilma Rousseff (1 de janeiro de 2011/31 de agosto de 2016) era acusado de segurar os preços praticados pela estatal, para evitar altas dos combustíveis. Só no final de 2016, já durante o Governo Michel Temer, que a companhia anunciou que os reajustes seguiriam de fato o mercado internacional.

De acordo com a Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a Petrobras teria perdido R$ 71,2 bilhões entre 2011 e 2014, com a defasagem de repasse dos preços praticados internacionalmente – e os investidores da estatal, consequentemente, também pagaram essa conta.

No início de fevereiro deste ano, inclusive, o mercado recebeu com certo receio a notícia de que a empresa havia alterado em junho do ano passado, de três meses para doze meses, a janela para reajuste dos preços em função dos valores praticados internacionalmente. Em tese, quanto maior o período para o cálculo, menor a transparência para os investidores.

Publicidade

Naquele momento, a mudança levou algumas casas de investimentos, como a XP, a mudarem as recomendações para os papéis da estatal, de compra para neutro.

Momento é de cautela

Para os especialistas consultados pelo E-Investidor, os investidores devem aguardar o desenrolar das próximas ações do presidente Jair Bolsonaro antes de tomar alguma atitude. “Piorou mais o fato de tudo isso acontecer em uma sexta-feira, com dois dias de Bolsa fechada pela frente, sem saber o que vai acontecer. A reação dos investidores é vender para se proteger”, diz João Beck, economista e sócio da BRA.

No domingo (21), a XP Investimentos cortou a recomendação para os papéis de “neutro” para “venda”, em relatório sob o título “Não há mais como defender”. E não parou por aí. O BTG Pactual também rebaixou a recomendação para “neutra”, enquanto o Bradesco reduziu para “underperform”. O Credit Suisse baixou a recomendação para “underperform” e reduziu pela metade o preço-alvo para os papéis, de 16 para 8 reais, citando “muitas incertezas”.

 

 

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Governança corporativa
  • Governo
  • Jair Bolsonaro
  • Petrobras (PETR4)
  • Petróleo
Cotações
14/01/2026 16h08 (delay 15min)
Câmbio
14/01/2026 16h08 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Espera por socorro do FGC faz investidor perder dinheiro com CDBs do Master; veja quanto

  • 2

    O salto que ninguém esperava: as ações que elevaram dividendos em até R$ 8,39 por papel

  • 3

    Caso Banco Master reacende debate sobre regras do FGC; veja o que pode mudar para o investidor

  • 4

    “Venezuela é inviável”: ExxonMobil alerta Trump e fecha a porta para bilhões no petróleo

  • 5

    Bitcoin nunca será dinheiro e, se for, deixará de ser cripto, diz pesquisador

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Como motoristas de Uber podem calcular descontos no Imposto de Renda?
Logo E-Investidor
Como motoristas de Uber podem calcular descontos no Imposto de Renda?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda para motoristas da Uber: quando a isenção irá aparecer na declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda para motoristas da Uber: quando a isenção irá aparecer na declaração?
Imagem principal sobre o Trabalhadores nascidos em janeiro já podem realizar o saque-aniversário do FGTS; veja até quando
Logo E-Investidor
Trabalhadores nascidos em janeiro já podem realizar o saque-aniversário do FGTS; veja até quando
Imagem principal sobre o 4 maneiras para os idosos realizarem a prova de vida em 2026
Logo E-Investidor
4 maneiras para os idosos realizarem a prova de vida em 2026
Imagem principal sobre o Prova de vida 2026: como fazer procedimento pelo app Gov.br?
Logo E-Investidor
Prova de vida 2026: como fazer procedimento pelo app Gov.br?
Imagem principal sobre o Mega Millions: como funciona a loteria dos EUA?
Logo E-Investidor
Mega Millions: como funciona a loteria dos EUA?
Imagem principal sobre o Como a ventilação natural pode ajudar na conta de luz?
Logo E-Investidor
Como a ventilação natural pode ajudar na conta de luz?
Imagem principal sobre o Tem CDBs do Master? Como acionar o FGC e quando será feito o pagamento
Logo E-Investidor
Tem CDBs do Master? Como acionar o FGC e quando será feito o pagamento
Últimas: Mercado
MRV (MRVE3) volta a gerar caixa no Brasil, mas operação nos EUA ainda preocupa
Mercado
MRV (MRVE3) volta a gerar caixa no Brasil, mas operação nos EUA ainda preocupa

Prévia do 4º tri tem melhora na geração de caixa no MCMV; subsidiária Resia segue pressionando

14/01/2026 | 13h51 | Por Isabela Ortiz
Balanços de bancões nos EUA no 4T25 testam a tese de soft landing e calibram expectativas para 2026
Mercado
Balanços de bancões nos EUA no 4T25 testam a tese de soft landing e calibram expectativas para 2026

Resultados de Bank of America, Wells Fargo e Citigroup reforçam a leitura de resiliência da economia americana, mas indicam que o melhor momento do ciclo de juros para o setor bancário pode ter ficado para trás

14/01/2026 | 12h08 | Por Isabela Ortiz
Acordo Mercosul-União Europeia: os setores que ganham e os que perdem com a nova concorrência
Mercado
Acordo Mercosul-União Europeia: os setores que ganham e os que perdem com a nova concorrência

Agronegócio e commodities reforçam vantagens competitivas com acesso ao mercado europeu, enquanto indústria química, automotiva e manufaturados enfrentam maior pressão sobre preços e margens

14/01/2026 | 09h36 | Por Isabela Ortiz
Acordo Mercosul-UE pode mexer com câmbio, juros e risco Brasil: o que o investidor deve acompanhar
Mercado
Acordo Mercosul-UE pode mexer com câmbio, juros e risco Brasil: o que o investidor deve acompanhar

Efeitos sobre ativos dependem de ratificação, tempo de implementação e cenário fiscal doméstico

14/01/2026 | 09h34 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador