Para os investidores brasileiros que desejam investir por meio das BDRs: das 671 opções disponíveis, apenas 21 vêm da China. As mais famosas são:
- Alibaba (BABA34) – Empresa de comércio eletrônico;
- Baidu (BIDU34) – Motor de busca, espécie de Google chinês;
- Netease (NETE34) – Empresa de tecnologia e jogos;
- China Mobile LTD (C1HL34) – Estatal de telecomunicações especializada em telefonia celular;
- China Petroleum & Chemical CORP (C1HI34) – Indústria química e de petróleo.
Álvaro Marangoni, sócio analista da Quadrante Investimentos, explica que o mercado chinês é extremamente limitado, apesar dos altos valores negociados diariamente. “Apenas 5,4% dos investimentos são de investidores estrangeiros”, conta.
Há ainda 17 outras empresas chinesas em setores que vão de educação a hotelaria. As BDRs, porém, não são as únicas opções. “Considerando todas as restrições, a dificuldade de abrir conta e o fato que você precisa ser investidor qualificado para operar no mercado chinês, a melhor maneira de investir na China é por meio dos fundos de investimentos nas plataformas de operação”, explica Marangoni.
Panorama do mercado
Apesar da crise provocada pela covid-19 no país, que teve a cidade de Wuhan como epicentro inicial da pandemia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou um crescimento de 1,9% para o PIB chinês este ano. A China será a única economia do mundo a apresentar um avanço no Produto Interno Bruto em 2020.
A China conta com três bolsas de valores: duas na região continental Shanghai Shenzhen e uma na ilha de Hong Kong. Juntas, somam valor de mercado que supera os US$ 30 trilhões.
Dois dos três principais índices já operam em alta este ano. O Shanghai Composite Index, por exemplo, subiu mais de 16% ao longo de 2020 e já supera os níveis pré-crise.
Para o sócio-analista da Quadrante, há dois grandes desafios na hora de investir. “O primeiro é entender um mercado que fica tão distante. O segundo é a falta de produtos no mercado local. Para quem possui contas no exterior, as opções são maiores”, diz.
Veja abaixo em tópicos o que você deve fazer para investir neste mercado.
Passo a passo
Com base nas orientações de Álvaro Marangoni, montamos este roteiro para quem se interessa em aplicar na China por meio dos fundos de investimento.
- O primeiro passo é pesquisar quais fundos estão investindo no país. Você terá algumas opções, mas o ideal é procurar por fundos e gestores que acredita serem os melhores antes de abrir a sua conta. Outro ponto de atenção são as características desse fundo, como aplicação mínima, taxa de administração e de performance;
- O próximo passo é escolher onde aplicar. O fundo Trend Bolsa Chinesa FIM*, da XP Investimentos, por exemplo, possui aplicação mínima de R$ 100 e taxa de administração de 0,50% ao ano;
- Com o fundo escolhido, é hora de abrir a sua conta na corretora, que neste caso é a própria XP Investimentos. Deixe os documentos necessários, como RG, CPF, CNH e comprovante de endereço já preparados;
- Com a conta aberta, defina o valor da aplicação e transfira este montante para corretora que o administra;
- Por último, é hora de aportar. Por meio da plataforma de investimentos, procure pelo fundo pesquisado, leia as informações da ficha técnica para não ter nenhuma surpresa, selecione o valor desejado e confirme;
- Pronto, agora você é um investidor internacional!
Apesar de serem relativamente fáceis de operar, os fundos de investimentos têm um ponto negativo: a oferta. “São poucas as opções de fundo. Cada plataforma tem um ou dois, então nós não conseguimos entender e diversificar as estratégias de exposição”, diz o especialista.
Na opinião de Marangoni, há uma explicação para o baixo número de investidores estrangeiros na China: a política dos órgãos reguladores chineses. “Ela reflete a vontade do governo em manter a exposição estrangeira a uma fração mínima e cultivar o mercado local para os locais”, afirma.