• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Tony Volpon: “Nunca vimos um heterodoxo no comando do BC”

O ex-diretor do Banco Central diz que reunião do Copom servirá de aprendizado sobre Gabriel Galípolo

Por Jenne Andrade

01/08/2023 | 9:45 Atualização: 01/08/2023 | 11:55

Tony Volpon, ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central (Foto: André Conti/Agência Estado/AE)
Tony Volpon, ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central (Foto: André Conti/Agência Estado/AE)

A decisão de política monetária mais esperada do ano ocorre na próxima quarta-feira (2), quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve, finalmente, iniciar o ciclo de cortes na taxa básica de juros Selic, há quase 12 meses mantida em 13,75% ao ano.

Leia mais:
  • Qual será o tamanho do corte da Selic hoje?
  • Por que o mercado está “desconfortável” com Marcio Pochmann no IBGE
  • Você pode ter dinheiro a receber de poupanças confiscadas por Collor
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Não há consenso a respeito da magnitude do corte e os agentes de mercado se dividem entre apostas em 0,25 e 0,5 pontos-base. A mesma dualidade deve ser observada entre os integrantes do Copom, que agora contam com dois novos dirigentes, Gabriel Galípolo e Ailton Aquino, indicados pelo governo.  Os dois devem fazer parte da ala “dovish” (jargão atrelado à redução da taxa de juros para aquecer a economia) do órgão e advogar por um corte mais agressivo.

“No final, o fiel da balança será o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Ele sempre fala que o voto dele é apenas ‘1 em 9’, mas é uma função tradicional do presidente tentar formar consenso nas reuniões do Copom”, afirma Tony Volpon, ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central (BC).

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Volpon também acredita que uma queda de 0,5 seria mais apropriada, considerando sequência de notícias positivas em relação à situação inflacionária do País. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA -15) de julho veio com deflação de 0,07%, melhor do que o esperado pelo mercado, e o real mostra uma valorização importante. No ano, o dólar cede mais de 10% frente à moeda nacional.

  • Leia também: O que 1 ano de Selic a 13,75% fez com a sua carteira de investimentos

O ex-diretor do BC aponta ainda que essa reunião será importante para começar a entender a visão de Galípolo sobre política monetária. Considerado como “heterodoxo”, mais favorável a aumento de gastos, o economista está cotado para assumir o lugar de Campos Neto, cujo mandato acaba no final de 2024.

“Nunca vimos os heterodoxos tomando conta do BC, não sabemos muito bem quais vão ser os comportamentos deles”, afirma Volpon. “Não é uma preocupação, mas uma racional incerteza sobre se essa mudança de regime vai gerar também uma mudança substancial no manejo da política monetária.”

Leia a entrevista na íntegra:

E-Investidor – O que está em jogo nesta reunião do Copom?

Publicidade

Tony Volpon – Sabemos que tem há uma ala mais conservadora para advogar um corte com mais “parcimônia”, de 0,25 pontos-base. Só que nessa reunião teremos dois novos membros na diretoria (Gabriel Galípolo e Ailton Aquino), que provavelmente vão argumentar para um corte de 0,50 pontos-base. No final, o fiel da balança será o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Ele sempre fala que o voto dele é apenas “1 em 9″, mas é uma função tradicional do presidente tentar formar consenso nas reuniões do Copom. E ele normalmente carrega vários votos das diretorias mais técnicas.

Qual deveria ser a magnitude do corte?

Acredito que deveria ser 0,50 pontos-base em função dos dados positivos na economia brasileira e também dos bons indicadores de inflação no Estados Unidos. O Federal Reserve (Fed, banco central americano), por exemplo, indicou na semana passada que essa elevação de julho pode ter sido a última na taxa de juros americana. O Fed mais ameno abre portas para o BC fazer um corte de 0,50 pontos-base sem sofrer nenhuma possível consequência negativa, como um impacto ruim na moeda.

E qual será a Selic no final deste ciclo de baixa?

Publicidade

Se não houver um choque externo ou doméstico, provavelmente haverá espaço para a taxa de juros ficar abaixo da neutra, em 7% ou 6% no final do ciclo. Isto porque a economia brasileira hoje é quase “dual”. Temos um setor externo de commodities que está bombando e uma balança comercial atingindo novos recordes. Isso está tendo um impacto muito positivo sobre as contas externas e levando a uma tendência de valorização do câmbio.

Do outro lado, temos uma economia industrial de serviços “patinando” em função da alta de juros, já que ainda estamos com uma política monetária bastante restritiva. E também tem a queda do impulso do crédito – desde o evento Americanas, o crédito não colapsou, mas não tem sido algo muito robusto em termos de impulsionar a demanda.

Essa perspectiva é diferente do consenso do Focus, de mais de 8%. Por quê?

Para responder a essa pergunta é preciso entender qual é a taxa neutra (que não estimula nem desestimula a economia) e se ficaremos acima ou potencialmente abaixo dela. O Banco Central recentemente tem argumentado que a taxa real neutra está ao redor de 4,5%. Depois, temos que adicionar o que seria a inflação média do período. Quando se faz esse tipo de raciocínio, você coloca o valor da meta de inflação. Então seria 4,5% (taxa de juro neutra) mais 3% (meta de inflação), ou seja, 7,5% (Selic terminal).

Publicidade

Só que eu acho que, com a vinda do Galípolo e sua provável ascendência à presidência do BC no final do ano que vem, o mercado vá colocar um certo prêmio nessa expectativa da taxa de inflação de longo prazo, exatamente porque ele vem de uma escola mais heterodoxa. E nunca vimos alguém de uma escola heterodoxa ser presidente do Banco Central.

Por isso, o mercado vai seguir a ideia de que Galípolo deva aceitar trabalhar com a inflação na banda superior da meta. Essa é a minha explicação do porquê as expectativas de longo prazo no Boletim Focus estão estacionadas em 3,5%, mesmo com a meta em 3%. Então, 4,5% (juro neutro) mais 3,5% (banda superior da inflação) e mais algum prêmio resulta em uma Selic de 8% a 9%.

O mercado tem razão em se preocupar com Galípolo no comando do BC?

Nunca vimos os heterodoxos tomando conta do BC, não sabemos muito bem quais vão ser os comportamentos deles. Não é uma preocupação, mas uma racional incerteza sobre se essa mudança de regime vai gerar também uma mudança substancial no manejo da política monetária.

Publicidade

Essa reunião do Copom vai fazer parte do nosso aprendizado sobre Galípolo. Veremos na reunião o que ele vai advogar, começaremos a ter noção do raciocínio dele. De que ele vai defender um corte de 0,50 pontos-base ninguém tem dúvida, mas o importante é como ele vai explicar essa decisão.

Vale lembrar que Galípolo virá junto com outras pessoas também. Outros diretores serão nomeados até a ascendência dele à presidência, provavelmente alinhados com o pensamento dele. Teremos uma mudança de regime no BC, vai sair um “montão” de ortodoxos e vai entrar um “montão” de heterodoxos.

Tendo em vista esse contexto, qual sua perspectiva para a Bolsa?

No Brasil, é muito difícil para a Bolsa concorrer com juros reais muito grandes, que também danificam as finanças das empresas. Então a queda de juros tem efeito muito positivo. Se eu estiver certo e a gente rumar para um juros de 6% ou 7%, isso vai ajudar o financiamento das empresas, melhorar os resultados, aumentar o lucro e retirar essa concorrência ferrenha com a renda fixa.

Publicidade

Meu cenário é de que a alta da Bolsa deva continuar ao longo desse período de queda da Selic, assim como a alta do real e a consequente queda do dólar. Primeiro, porque o ciclo de alta de juros dos Estados Unidos está se encerrando. Segundo, porque nessa perspectiva, a nossa Bolsa deve atrair capital estrangeiro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Conteúdo E-Investidor
  • Copom
  • Renda fixa
  • Taxa Selic
Cotações
05/05/2026 11h05 (delay 15min)
Câmbio
05/05/2026 11h05 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Santander exclui Copasa (CSMG3) e Localiza (RENT3) na carteira para maio; veja as 5 ações recomendadas

  • 2

    Viu RMC no extrato do INSS? Entenda o risco do consignado que pode prender aposentados a uma dívida infinita

  • 3

    “Mercado virou cassino”, diz Buffett; Berkshire mantém US$ 380 bi em caixa à espera de oportunidades

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em queda com aumento da tensão em Ormuz e disparada do petróleo a US$ 114; dólar sobe

  • 5

    Agenda de dividendos da semana: 17 papéis pagam até R$ 1,79 por ação aos investidores

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Desconto na conta de água: veja quem tem direito ao benefício e como solicitar
Logo E-Investidor
Desconto na conta de água: veja quem tem direito ao benefício e como solicitar
Imagem principal sobre o Dinheiro esquecido do PIS/Pasep: entenda quem tem direito ao resgate do valor
Logo E-Investidor
Dinheiro esquecido do PIS/Pasep: entenda quem tem direito ao resgate do valor
Imagem principal sobre o 3 benefícios de idosos que não precisam ser solicitados presencialmente
Logo E-Investidor
3 benefícios de idosos que não precisam ser solicitados presencialmente
Imagem principal sobre o Starlink residencial: saiba qual plano de internet oferece dados ilimitados aos moradores
Logo E-Investidor
Starlink residencial: saiba qual plano de internet oferece dados ilimitados aos moradores
Imagem principal sobre o Idosos com 60 anos ou mais conseguem desconto na conta de luz? Veja se você tem direito
Logo E-Investidor
Idosos com 60 anos ou mais conseguem desconto na conta de luz? Veja se você tem direito
Imagem principal sobre o Idosos precisam solicitar desconto na conta de luz presencialmente? Entenda
Logo E-Investidor
Idosos precisam solicitar desconto na conta de luz presencialmente? Entenda
Imagem principal sobre o Idosos conseguem descontos em casas de repouso; veja quanto e como afeta as finanças
Logo E-Investidor
Idosos conseguem descontos em casas de repouso; veja quanto e como afeta as finanças
Imagem principal sobre o 13º salário antecipado do INSS: beneficiários da Renda Mensal Vitalícia recebem o dinheiro?
Logo E-Investidor
13º salário antecipado do INSS: beneficiários da Renda Mensal Vitalícia recebem o dinheiro?
Últimas: Mercado
Resultado da Ambev (ABEV3) no 1T26 divide mercado entre margens fortes e receita fraca
Mercado
Resultado da Ambev (ABEV3) no 1T26 divide mercado entre margens fortes e receita fraca

Relatórios de Citi, XP e Ativa destacam avanço operacional, mas apontam limites no crescimento de receita

05/05/2026 | 10h46 | Por Igor Markevich
Ações recomendadas para maio reposicionam apostas na Bolsa; veja as escolhas de bancos e corretoras
Mercado
Ações recomendadas para maio reposicionam apostas na Bolsa; veja as escolhas de bancos e corretoras

Menos euforia, mais critério: energia, caixa e resiliência ganham espaço nos portfólios

05/05/2026 | 10h39 | Por Igor Markevich
BB Seguridade no 1T26: o que o lucro de R$ 2,2 bi esconde? Veja por que bancos evitam BBSE3
Mercado
BB Seguridade no 1T26: o que o lucro de R$ 2,2 bi esconde? Veja por que bancos evitam BBSE3

Resultado sólido foi impulsionado por efeitos financeiros e menor sinistralidade, mas fraqueza no segmento de seguros limita visão positiva para a ação no curto prazo

05/05/2026 | 10h34 | Por Isabela Ortiz
Lucro da Movida dispara 58,7% no 1T26: 'Recorde em quase todos os indicadores', diz CEO
Mercado
Lucro da Movida dispara 58,7% no 1T26: 'Recorde em quase todos os indicadores', diz CEO

CEO Gustavo Moscatelli comemora ganhos de eficiência, aumento de preços e crescimento de volume no trimestre; veja os destaques do balanço

05/05/2026 | 10h10 | Por Elisa Calmon

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador