Por volta das 12h30 (de Brasília), o Brent para julho avançava 0,12%, a US$ 109,39 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês subia 0,39%, a US$ 101,41. Pouco depois, os contratos ganharam ainda mais força: o Brent passou a subir 1,70%, a US$ 110,96, e o WTI avançava 1,82%, a US$ 102,86.
Mais cedo, os contratos haviam virado para queda após a agência iraniana Tasnim informar que Washington aceitou incluir, em uma nova proposta enviada a Teerã, a suspensão temporária das sanções petrolíferas durante o período de negociações bilaterais.
Na B3, a recuperação do petróleo ajudou a aliviar parte da pressão sobre ações ligadas ao “ouro negro” ao longo da manhã.
Por volta das 12h30, Petrobras (PETR3) subia 0,30%, enquanto Petrobras (PETR4) avançava 0,29%. Entre as petroleiras independentes, PetroReconcavo (RECV3) liderava os ganhos, com alta de 2,30%, enquanto Brava Energia (BRAV3) subia 1,50%. Já Prio (PRIO3) operava perto da estabilidade, com leve queda de 0,16%.
O movimento também ajudou o Ibovespa a reduzir perdas. Segundo operadores, a recuperação das ações de petróleo compensou parcialmente a cautela global e a aversão ao risco vista nas Bolsas internacionais.
Mercado reage a possível alívio nas restrições ao Irã
Segundo uma fonte ligada às negociações ouvida pela Tasnim, os EUA teriam aceitado conceder uma espécie de “waiver” — suspensão temporária das sanções — às restrições sobre o petróleo iraniano enquanto as conversas diplomáticas avançam.
Em termos práticos, isso abriria espaço para um aumento gradual da oferta iraniana ao mercado internacional justamente num momento em que investidores se preocupam com gargalos logísticos e escassez de estoques.
No entanto, Relatos da imprensa internacional indicam que as negociações continuam travadas e que cresce a impaciência do presidente dos EUA, Donald Trump, diante da ausência de um acordo definitivo. O mercado passou então a recalibrar as apostas, voltando a priorizar o risco de interrupções logísticas e novas tensões militares na região.
A volatilidade recente mostra como qualquer manchete envolvendo Washington, Teerã ou o Estreito de Ormuz tem sido suficiente para mexer simultaneamente com petróleo, dólar, juros e Bolsas globais.
Estoques apertados mantêm petróleo perto das máximas
Apesar da virada para o campo negativo, o petróleo segue em patamares historicamente elevados e continua pressionado por restrições relevantes na oferta global.
Nesta segunda-feira, o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou que os estoques comerciais de petróleo estão se esgotando rapidamente por causa da guerra entre EUA e Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz.
Segundo ele, a liberação de reservas estratégicas adicionou cerca de 2,5 milhões de barris por dia ao mercado, mas essas reservas “não são infinitas”.
O alerta reforçou uma preocupação que domina o mercado desde o início da escalada militar no Oriente Médio: mesmo quando há sinais de avanço diplomático, a normalização da oferta global não acontece de forma imediata.
Com o fluxo de navios ainda limitado em Ormuz, traders seguem atentos a qualquer nova interrupção logística capaz de provocar novos saltos nos preços.
Com informações da Broadcast.