Segundo o banco, a reavaliação da empresa ocorreu pois, o risco e retorno nos níveis atuais está inclinado para o lado negativo depois de uma alta de 32% nos últimos seis meses.
De acordo com o UBS BB, há uma crescente desconexão entre o perfil de crescimento dos lucros da empresa, o custo de capital do Brasil e a avaliação do papel. No cenário-base do UBS BB, a Ambev teria crescimento estável do lucro por ação em 2026 e um crescimento anual composto de cerca de 5% nos próximos cinco anos.
Segundo os analistas Rodrigo Alcantara, Kevin Zavala e Sanjeet Aujla, há dois riscos principais de frustração em 2026 e 2027. O primeiro é que o ambiente macroeconômico brasileiro e as commodities globais possam pressionar o avanço do Ebitda (sigla em inglês para Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) – a estimativa do UBS BB é de alta de 4,6% em 2026 e de 5,5% em 2027.
O segundo risco, de acordo com o banco, é que os retornos de capital voltem a ficar abaixo do que os investidores esperam, em meio à relutância da empresa em alavancar seu balanço. A partir desses pontos, o UBS BB afirma ver risco de desvalorização dos múltiplos de avaliação nos próximos trimestres, com base nos lucros.
Na parte de valuation (valor do ativo), o UBS BB afirma que a Ambev negocia a 16 vezes o preço sobre lucro projetado para 2026, o que representaria um prêmio de 19% em relação à média de cinco anos. O banco acrescenta que essa precificação sugere cerca de 18% de crescimento NTM, ante sua expectativa de níveis estáveis.
Em relação ao mercado de cerveja no Brasil, o UBS BB considera improvável que a Ambev venda em 2026 o mesmo volume de cerveja vendido em 2024. Embora cite ventos favoráveis como clima, eventos da copa do mundo e mais feriados apoiando a categoria em 2026, o banco afirma não acreditar que o cenário macroeconômico esteja preparado para uma forte recuperação nos volumes.
O banco ressalta que um crescimento que vai além de fatores cíclicos é quase improvável, porque pesquisas do UBS Evidence Lab continuam a apontar para uma menor predisposição ao álcool entre os consumidores brasileiros mais jovens. Depois de queda de 4,5% nos volumes em 2025, o UBS BB projeta para 2026 alta de 3,5% no volume de cerveja no Brasil, com crescimento de receita de 8%.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast