O Itaú Unibanco (ITUB4) reportou lucro líquido gerencial de R$ 12,28 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 10,4% ante igual período de 2025. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, o lucro caiu 0,3%.
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O Itaú Unibanco (ITUB4) reportou lucro líquido gerencial de R$ 12,28 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 10,4% ante igual período de 2025. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, o lucro caiu 0,3%.
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O resultado veio em linha com as expectativas da analistas. O mercado esperava que o maior banco privado País informasse ganho de R$ 12,32 bilhões no período, de acordo com a média das projeções das seis casas (Safra, Citi, BTG Pactual, Bank of America, XP e Goldman Sachs) consultadas pelo Prévias Broadcast.
O Prévias Broadcast considera em linha com o esperado variações de até 5% para cima e para baixo.
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O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) total do banco foi de 24,8% no primeiro trimestre, de 24,4% no quarto trimestre de 2025 e 22,5% nos primeiros três meses de 2025. Considerando apenas as operações no Brasil, o ROE foi de 26,4%, comparado com 26% no trimestre anterior e 23,7% um ano antes.
A margem financeira gerencial somou R$ 32,3 bilhões, com alta de 4% em um ano e estável em relação ao trimestre anterior. A margem financeira com clientes aumentou 4,5% em um ano, para R$ R$ 31 bilhões, enquanto a margem com o mercado caiu 11,2%, para R$ 820 milhões.
A carteira de crédito total do Itaú Unibanco, incluindo operações no Brasil e na América Latina, encerrou o primeiro trimestre de 2026 em R$ 1,48 trilhão, um crescimento de 9% em 12 meses desconsiderado o efeito da variação cambial. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, houve alta de 1,2%, sem o efeito cambial.
Com efeito cambial na conta, a carteira consolidada encolheu 0,5% no trimestre, mas cresceu 7,2% no ano. A carteira destinada a pessoas físicas cresceu 6,8% em um ano, para R$ 470 bilhões, impulsionada por linhas como o consignado, com avanço de 6%, financiamento imobiliário, com expansão de 11% e cartões, com alta anual de 8%. Frente ao trimestre anterior, houve alta de 1,1% na carteira de pessoas físicas.
Segundo o Itaú, um dos destaques na carteira de pessoa física foi a expansão do consignado privado, que cresceu 19,1% ante o quarto trimestre.
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A carteira total de consignado do banco fechou março em R$ 78 bilhões. Ainda no consignado, houve crescimento de 1,9% na carteira do setor público, devido à criação de uma estrutura dedicada ao servidor, nos canais internos do banco. Já a linha de INSS teve redução de 0,1%, por conta do encerramento da operação no canal externo, com o banco buscando fortalecer canais próprios.
Já na comparação trimestral, a carteira de cartões encolheu 2%, de acordo com o banco, por conta de fatores sazonais do período. Essa carteira fechou março em R$ 150 bilhões. No segmento de pessoa jurídica, as operações para micro, pequenas e médias empresas, um dos focos do banco, chegaram a R$ 302 bilhões ao final do trimestre, alta de 10,9% em um ano e um ligeiro recuo de 0,1% no trimestre.
De acordo com o banco, a expansão anual foi por conta do aumento da carteira de cronogramas governamentais.
A carteira para grandes empresas teve alta de 6,8% em um ano e queda de 0,2% no trimestre, para R$ 454 bilhões. No comparativo anual, o movimento refletiu principalmente [fatores, ex: ganhos de produção em determinados segmentos], conforme o banco.
A carteira de crédito do Itaú na América Latina somou R$ R$ 245 bilhões, representando expansão de
4,2% em 12 meses. No Brasil, a carteira avançou 7,8% no período, a R$ 1,237 trilhão, todos esses números
sem considerar o efeito da variação cambial.
O índice de inadimplência da carteira de crédito do Itaú Unibanco acima de 90 dias ficou estável no primeiro trimestre de 2026 em comparação com os três meses anteriores e com igual período de 2025, em 1,9%.
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Entre pessoas físicas no Brasil, o indicador também ficou estável, em 3,6%. Entre micro, pequenas e médias empresas no País, a métrica subiu 0,1 ponto porcentual na passagem trimestral, para 1,9%, diante do fim das carências dos programas governamentais, de acordo com o banco.
Para grandes empresas no Brasil, a inadimplência acima de 90 dias atingiu 0,1% no primeiro trimestre, também em estabilidade. Pelo critério de atrasos entre 15 e 90 dias, a inadimplência total alcançou 1,7% no primeiro trimestre de 2026, de 1,6% no quarto trimestre de 2025 e de 1,8% em março do ano passado.
De acordo com o Itaú, o movimento foi puxado pelo avanço trimestral de 0,23 ponto porcentual no índice para carteira de pessoa física no Brasil, a 3,0%, por conta da sazonalidade típica do período, quando há a concentração de gastos
das famílias.
A NPL Creation, que mede a proporção do crédito que virou inadimplente no período, ficou estável no comparativo trimestral, em 0,7%. Com isso, a NPL Creation encerrou o trimestre em R$ 9,69 bilhões. A carteira renegociada de crédito caiu 1,0% no período, a R$ 34,8 bilhões
O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, afirmou que o banco começou o ano de 2026 em um cenário que exige “cautela e disciplina” no crédito. Nesse ambiente, a carteira de crédito consolidada do banco encolheu 0,5% no primeiro trimestre ante o quarto período de 2025.
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“Nos últimos ciclos, antecipamos ajustes para proteger clientes”, afirma em comentário junto com o balanço. Maluhy ressalta que a estratégia garante que a qualidade da carteira do banco permaneça dentro de padrões históricos.
O presidente do Itaú ressalta que foi mantida a estratégica do banco de crescer de forma responsável. “É essa visão preventiva que nos dá segurança hoje para seguir apoiando famílias e empresas, mantendo um crescimento sustentável.”
O Itaú Unibanco teve R$ 14 bilhões em receitas com prestação de serviços aos clientes e seguros no primeiro trimestre de 2026, alta de 5,3% em relação a igual período do ano passado e queda de 5,7% ante o quarto trimestre de 2025.
As receitas com cartões emitidos subiram 1,5% em um ano, para R$ 3,267 bilhões. O volume transacionado em cartões somou R$ 236,2 bilhões, alta de 8,3% em base anual.
Em administração de recursos, houve crescimento de 15,1% das receitas no período, para R$ 1,909 bilhão. As receitas com conta corrente de pessoa física caíram 21,5%, para R$ 541 milhões. Já as de operações de crédito e garantias prestadas avançaram 5,4%, a R$ 646 milhões.
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No banco de investimento, as receitas com assessoria financeira e corretagem somaram R$ 1,275 bilhão, alta de 18,9% ante igual período do ano passado.
Já o resultado de seguros, previdência e capitalização do Itaú somou R$ 3,034 bilhões, alta de 17,2% em 12 meses.
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