O resultado foi influenciado pelo ganho com variação cambial, refletindo a valorização do real frente ao dólar, e a reversão do impairment, ajuste no valor contábil de um ativo que passou por depreciação.
O lucro líquido sem eventos exclusivos é de R$ 23,811 bilhões no período, alta anual de 0,9%, mas queda de 7,2% ante o trimestre imediatamente anterior. O resultado veio 21,5% abaixo dos US$ 5,78 bilhões previstos pela média das cinco casas consultadas pelo Prévias Broadcast (Itaú BBA, XP, UBS BB, Safra e Citi)
Já o Ebitda ajustado sem eventos exclusivos foi de US$ 11,737 bilhões, com alta anual de 10,2% e trimestral de 7,3%. O indicador veio 9,4% abaixo da média de US$ 12,95 bilhões do Prévias Broadcast.
A receita de vendas no período subiu 11,7%, para US$ 23,5 bilhões, frente ao primeiro trimestre de 2025, e queda de 0,3% em relação ao último trimestre do ano passado. O número é 7,8% abaixo da previsão de US$ 25,52 bilhões. O Prévias Broadcast considera o resultado em linha quando a variação é de até 5% para cima ou para
baixo.
A receita de vendas no período subiu 0,4%, para R$ 123,6 bilhões, frente ao primeiro trimestre de 2025, e recuou 2,9% em relação ao último trimestre do ano passado.
Segundo a empresa, o aumento recente dos preços do petróleo e o recorde da produção praticamente não se refletiram nas receitas do primeiro trimestre. Em relação ao volume, há uma defasagem natural entre o embarque e o reconhecimento da venda que ocorre no momento da transferência de titularidade da carga, quando os navios chegam aos portos de destino.
O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado teve queda de 2,4% contra o primeiro trimestre do ano passado e recuo de 0,5% em relação ao último trimestre de 2025, para R$ R$ 59,643 bilhões. O Ebitda ajustado sem eventos exclusivo somou R$ 61,670 bilhões, queda anual de 1,0% e aumento trimestral de 4,5%.
A companhia informou que apesar da maior produção, as menores exportações de petróleo realizadas no período atenuaram parcialmente os resultados.
A dívida líquida da empresa foi de para US$ 62,093 bilhões, valor 10,8% superior ao primeiro trimestre de 2025. Já os investimentos ficaram em US$ 5,107 bilhões, uma alta de 25,6% com relação a igual período do ano passado.
Petrobras: fluxo de caixa livre atinge R$ 20 bi no 1T26, 22,9% menor do que há um ano
A Petrobras registrou fluxo de caixa livre de R$ 20,077 bilhões, queda de 22,9% ante o mesmo período no ano passado. Por sua vez, o fluxo de caixa operacional (FCO) foi de R$ 43,975 bilhões, recuo anual de 10,9%.
Segundo a companhia, esse desempenho, somado às captações feitas no período, sustentou principalmente os investimentos, que somaram R$ 23,9 bilhões, além do pagamento de passivos de arrendamento (R$ 12,8 bilhões) e da remuneração aos acionistas (R$ 11,6 bilhões). A empresa também destinou R$ 6,7 bilhões à amortização de principal e juros de financiamentos que venciam no trimestre.
No mesmo período, a Petrobras diz que quitou empréstimos e financiamentos no total de R$ 6,7 bilhões e levantou R$ 6,9 bilhões em novas captações, com destaque para R$ 5 bilhões obtidos no mercado bancário nacional.
A estatal ressaltou, porém, que o FCO foi pressionado por um impacto negativo de R$ 6,9 bilhões do capital de giro, puxado sobretudo por estoques – em meio a exportações em andamento – e por fornecedores, que passaram de efeito positivo de R$ 6,6 bilhões no quarto trimestre de 2025 para efeito negativo de R$ 1,5 bilhão no início de 2026. As contas a receber também contribuíram para a piora, com efeito negativo de R$ 1,3 bilhão, incluindo R$ 741 milhões a receber do governo federal referentes à subvenção do óleo diesel.