A percepção é de que o humor sobre o Brasil segue “construtivo”. Em relatório enviado a clientes na sexta-feira, o Bank of America diz que o “novo ouro”, como o banco se refere ao Brasil, “continua brilhando”. Segundo o banco, os investidores entendem que o espaço a mais gastos fiscais ficou mais contido depois das recentes derrotas do governo no Congresso.
O BofA diz também que não notou preocupações com a recente performance abaixo da média dos ativos brasileiros, sendo que alguns investidores apontaram espaço para adicionar risco dependendo da evolução do cenário externo.
Em entrevista publicada pela Broadcast no dia 23 de abril, o chefe de economia do BofA no Brasil, David Beker, já havia ressaltado a propensão dos investidores estrangeiros em aumentar posições no Brasil se um acordo encerrar o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Ao elencar os principais motivos do interesse dos estrangeiros nos ativos brasileiros, o BofA cita a posição do Brasil entre os maiores fornecedores de commodities do mundo, as reservas de terras raras do País e a matriz energética renovável, que atrai investimentos em data centers. Além disso, acrescenta o banco, o Brasil está geograficamente distante do conflito no Oriente Médio.