No balanço, a Yduqs obteve lucro líquido ajustado de R$ 150,4 milhões, uma redução de 2% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Sem ajustes, o lucro foi de R$ 65 milhões, queda de 49% na base anual de comparação. Apesar disso, a receita líquida do período somou R$ 1,509 bilhão, crescimento de 1% ante 2025.
De acordo com o Citi, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado veio em grande parte em linha com as estimativas do banco, atingindo R$ 504 milhões no primeiro trimestre, redução de 2% ante o mesmo intervalo de 2025.
No fluxo de caixa livre recorrente para o capital empregado (FCFE), o banco acredita que o resultado de R$ 210 milhões não supriu as expectativas de R$ 300 milhões.
Nas tendências de captação de alunos, a Yduqs encerrou o primeiro trimestre com um total de 1,389 milhão de alunos, queda de 0,9% ante 1T25. Deste montante, 997,6 mil eram da modalidade ensino digital, redução de 6,3% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
O ensino presencial registrou alta anual de 16,7%, encerrando o período com 368,1 mil alunos. Já no ensino premium, a Yduqs tem 23,7 mil estudantes, elevação de 9,3% em relação observado um ano antes.
Na leitura do Citi, essas captações de alunos vieram dentro das projeções, com desempenho forte no modelo híbrido, de 64%. Já em campus universitários, a queda foi de 42% para os cursos a distância.
De acordo com o banco, a melhora na inadimplência, com queda de 70 pontos-base em relação ao ano anterior, acabou sendo neutralizada pelo aumento de custos, especialmente pela elevação de 60 pontos-base nas comissões pagas aos hubs e por um acréscimo de 30 pontos-base nas despesas com marketing.
Ainda assim, o banco destaca que o lucro recorrente ficou 34% acima de sua projeção, desempenho atribuído, em parte, à menor carga tributária. O relatório também aponta que, como esperado, a companhia revisou para baixo sua estimativa de lucro por ação (EPS) para 2026, agora projetado entre 1,4 e 2,0.
Por outro lado, a Yduqs apresentou uma meta mais robusta para o fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) em 2026, estimado entre R$ 520 milhões e R$ 620 milhões, o que representa, no ponto médio, um rendimento de 21% e um valor 27% superior às estimativas do próprio Citi.
Em termos de impacto, o banco afirma que, embora resultados mais fracos normalmente levassem a uma reação mais contida do mercado no primeiro trimestre de 2026, a perspectiva positiva para o fluxo de caixa pode ajudar a sustentar o desempenho das ações.
A companhia também divulgou seu guidance para o ano, com projeções de lucro líquido ajustado por ação para 2026 entre R$ 1,40 e R$ 2,00, e expectativa de crescimento de R$ 2,00 a R$ 3,50 entre 2027 e 2030.
O Citi mantém recomendação de compra para Yduqs (YDUQ3), com preço-alvo de R$ 14, indicando um potencial de valorização de 37,8% em relação ao último fechamento.