No período, a companhia reportou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, o que representa uma alta de 45% em relação ao observado no mesmo intervalo de 2025. Segundo a empresa, o resultado foi positivamente impactado pelo reconhecimento do ganho de aproximadamente R$ 177 milhões, após impostos, referentes ao desinvestimento em subsidiárias. Excluindo esse efeito, o lucro líquido atingiu R$ 1,045 bilhão, superando, pela primeira vez, a marca de R$ 1 bilhão em um trimestre.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 4,1 bilhões no 1T26, crescimento anual de 23,7%. Já a receita líquida consolidada cresceu 21,2% na mesma base de comparação, atingindo R$ 12,3 bilhões.
Na avaliação da Ativa Investimentos, o resultado foi sólido e acimado do esperado. A corretora enxerga que a empresa está otimizando o portfólio da área de gestão de frotas (GTF) para voltar a ampliar a diferença positiva entre o retorno e o custo de capital. A casa tem recomendação de compra para a Localiza, com preço-alvo de R$ 58.
Para o Itaú BBA, o grande destaque do balanço foi a frente de seminovos, cuja receita líquida totalizou R$ 7,106 bilhões, nível recorde que representa um crescimento de 34,5% ano contra ano. O banco avalia que, após os resultados, a tese de investimentos para a empresa não muda, mas o consenso do mercado sobre resultados futuros deve se alterar. “Esperamos revisões moderadas para cima em volumes e margens, com lucro líquido potencial entre R$ 4,3 bilhões e R$ 4,4 bilhões em 2026, impulsionado pelo desempenho acima do esperado de seminovos”, afirma, reiterando recomendação outperform (equivalente à compra), com preço-alvo de R$ 54.
Quem também gostou dos números da Localiza foram os analistas André Ferreira, do Bradesco BBI, e José Ricardo Rosalen, da Ágora Investimentos. “Consideramos o resultado do 1T26 amplamente positivo e consistente com a tese de qualidade operacional da Localiza. O trimestre reforça a capacidade da companhia de combinar crescimento, rentabilidade e disciplina financeira em todas as suas verticais”, destacam.
Os analistas pontuam que, embora a depreciação por veículo continue apresentando leve alta no comparativo trimestral, o avanço simultâneo das margens brutas e a forte performance da área de seminovos são sinais encorajadores de que esse movimento tende a se estabilizar ao longo do tempo.
A depreciação média anualizada por carro na frente de aluguel de carros ficou em R$ 7.986, alta anual de 10,23%. Já em gestão de frotas, a depreciação média anualizada por carro ficou em R$ 9.081, crescimento de 9,67% na comparação ano a ano.
Diante desse cenário, Ágora e BBI seguem confiantes na trajetória de geração de valor da Localiza, mantendo recomendação de compra e preço-alvo de R$ 61 para a ação da empresa.