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Alívio externo e Copom cauteloso impulsionam Bolsa; Ambev (ABEV3) lidera ganhos

Queda do petróleo reduz pressão inflacionária global, enquanto ata do Copom sustenta apetite por risco no Brasil

Os mercados globais atravessam a sessão desta terça-feira (5) com viés mais construtivo, apoiados pela redução das preocupações em torno das tensões geopolíticas e seus possíveis impactos sobre a oferta de energia.

A acomodação dos preços do petróleo (-3,6%), ainda que o Brent siga em patamar elevado, contribui para aliviar parte das pressões inflacionárias globais, favorecendo a queda dos rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro estadunidense.

Nesse ambiente, as bolsas em Nova York avançam, enquanto o dólar apresenta comportamento mais contido frente às principais moedas, refletindo maior apetite ao risco e uma postura mais cautelosa dos investidores diante dos próximos passos dos bancos centrais.

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No Brasil, o cenário externo mais benigno se combina à leitura da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que reforçou uma postura cautelosa e gradual na condução da política monetária, sem mudanças relevantes no cenário-base para a Selic.

O fechamento da curva de juros futuros ajuda a sustentar o mercado acionário, especialmente ações mais sensíveis à economia doméstica, enquanto o câmbio se beneficia tanto do diferencial de juros quanto da entrada de fluxo estrangeiro. Por volta das 15h (de Brasília), o Ibovespa subia 0,52%, aos 186.562 pontos, enquanto o dólar recuava 1,15%, cotado a R$ 4,90.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, o principal destaque positivo da sessão é a Ambev (ABEV3), que dispara após a divulgação de um balanço resiliente no primeiro trimestre, marcado por crescimento de volumes no Brasil e melhora consistente do desempenho operacional.

Em sentido oposto, as ações do setor de petróleo figuram entre as maiores pressões, refletindo a correção dos preços internacionais da commodity e leituras mais fracas de produção em empresas específicas.

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O setor financeiro apresenta recuperação moderada, apoiado por movimentos técnicos e pela acomodação dos juros futuros, enquanto papéis ligados à mineração e siderurgia exibem alta seletiva, em ajuste após quedas recentes e na ausência de referências mais firmes para os preços das commodities metálicas

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