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Ibovespa oscila perto dos 179 mil pontos com petróleo forte e cautela global

Petróleo em alta sustenta Petrobras, enquanto payroll fraco nos EUA aumenta volatilidade em juros e câmbio.

Ibovespa oscila perto dos 179 mil pontos em sessão marcada por cautela global. Petróleo em alta sustenta Petrobras, enquanto payroll fraco nos EUA aumenta volatilidade em juros e câmbio. (Imagem: Adobe Stock)
Ibovespa oscila perto dos 179 mil pontos em sessão marcada por cautela global. Petróleo em alta sustenta Petrobras, enquanto payroll fraco nos EUA aumenta volatilidade em juros e câmbio. (Imagem: Adobe Stock)

A sessão lá fora segue marcada por menor apetite a risco: as tensões geopolíticas mantêm o petróleo ao redor de US$ 90, reacendendo receios de inflação e impactando a precificação de juros globais. O payroll, indicador de empregos dos EUA, apontou destruição líquida de 92 mil vagas em fevereiro e desemprego mais alto, o que deslocou as apostas para início de cortes do Federal Reserve, o banco central dos EUA, em julho — mas sem tirar a volatilidade de Treasuries, títulos do tesouro estadunidense, e do dólar. Com isso, as bolsas no exterior operam no vermelho.

O ouro avança refletindo a busca por proteção, embora a discussão sobre o ritmo dos cortes limite ganhos na semana. Em resumo, o prêmio de risco em energia continua elevado e segue comprimindo o apetite por ativos de risco.

Aqui, o Ibovespa oscila em torno dos 179 mil pontos, com perdas mitigadas pelo fôlego de petroleiras. Petrobras (PETR3; PETR4) se destaca após números sólidos e suporte do Brent, enquanto bancos e Vale (VALE3) pesam na direção oposta. No câmbio, o dólar opera perto da estabilidade. A produção industrial acima do esperado no Brasil, ajuda a ancorar o real.

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Na curva de juros, os Depósitos Interfinanceiros (DIs) sobem com o choque de petróleo e a incerteza externa; o mercado passa a atribuir probabilidade maior a corte de 0,25 pp da Selic em março. Em síntese, o ímpeto das commodities energéticas amortece a bolsa, mas o pano de fundo global ainda dita o compasso de juros e câmbio.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, Petrobras puxa as altas com reação positiva ao balanço (robusta geração de caixa) e com o Brent mais caro, ajudando a segurar o índice. Do lado negativo, Embraer (EMBJ3) recua após Ebit (Lucro Antes de Juros e Impostos) abaixo do esperado e um guidance visto como conservador, apesar do novo programa de recompra.

Bancos estendem perdas em meio à cautela global e curva de juros mais pressionada; Vale devolve parte dos ganhos do ano, em realização, mesmo com minério positivo no exterior. Entre os destaques setoriais, pares de óleo e gás avançam (com Brava (BRAV3) beneficiada por maior produção), enquanto utilities e varejo mostram movimentos mistos após números de CPFL (CPFE3) e Renner. Já Eneva (ENEV3) e Alpargatas (ALPA4) caem com leituras menos benignas de resultados, ao passo que Tenda (TEND3) sobe com lucro mais forte, evidenciando um pregão guiado por balanços.

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