Os mercados começam a semana com uma certa indefinição no exterior, com o apetite por risco oscilando conforme surgem sinais desencontrados sobre negociações envolvendo sanções e oferta de petróleo no Oriente Médio. A consequência direta tem sido maior volatilidade nas cotações da commodity, que alterna quedas e retomada de alta, contaminando a precificação de inflação e empurrando os rendimentos dos Treasuries para cima em alguns momentos.
Nesse ambiente, as bolsas na Ásia fecharam pressionadas, enquanto na Europa a sessão encerrou em alta. Já em Nova York as bolsas operam mistas, à espera de eventos-chave da semana, como a ata do Federal Reserve, banco central dos EUA, e resultados de grandes empresas de tecnologia. O dólar, por sua vez, cede frente a várias moedas na medida em que o mercado reequilibra posições defensivas montadas na última semana.
No Brasil, o Ibovespa recua e reflete uma rotação setorial: ações ligadas a commodities são doadoras de recursos para papéis mais sensíveis ao ciclo doméstico, que encontram suporte na melhora da curva de juros. Os Depósitos Interfinanceiros (DIs) seguem em queda, embora tenham devolvido parte do movimento, mantendo a sessão marcada por ajustes rápidos de preço.
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No câmbio, o real se aprecia e o dólar volta a orbitar a região de R$ 5,00, com uma queda de 1,3%, devolvendo parte da alta recente, com o mercado também reagindo ao ambiente externo e à reprecificação de prêmios. Com isso, perto das 14h50, o Ibovespa recuava 0,43% aos 176.518 pontos.
Entre as ações que compõem o índice, Petrobras (PETR3; PETR4) melhora ao acompanhar a virada do Brent para o campo positivo, em meio à volatilidade puxada por manchetes sobre negociações e oferta global da commodity. As siderúrgicas e mineradoras ficam mais pressionadas com o recuo do minério de ferro no exterior, enquanto bancos operam mais fracos. Na outra ponta, cíclicas domésticas ganham fôlego com a queda dos juros futuros, e Copasa (CSMG3) salta após avanço relevante no processo ligado à privatização.
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