• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

Thiago de Aragão: Desconfiança do mercado não é antipatia ao governo

Diretor da Arko Advice avalia impacto no mercado de atritos do governo com o BC e da falta de definição fiscal

Por Luíza Lanza

29/03/2023 | 7:56 Atualização: 29/03/2023 | 7:56

O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio 
Lula da Silva (PT)(Foto: WILTON JUNIOR / Estadão)
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)(Foto: WILTON JUNIOR / Estadão)

As preocupações com a agenda de Brasília tomaram de vez a Faria Lima. Perto de completar seus primeiros 100 dias, o novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não conseguiu avançar em pautas consideradas fundamentais pelo mercado financeiro, como a apresentação do novo arcabouço fiscal ou o desenho de uma reforma tributária.

Leia mais:
  • Os fatores que estão segurando o Ibovespa abaixo dos 100 mil pontos
  • 10 ações para lucrar na Bolsa com a Selic a 13,75%
  • Selic em 13,75% até quando? Veja a projeção de 9 corretoras
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A expectativa era que a proposta de regra que substituirá o Teto de Gastos tivesse sido divulgada há algumas semanas. Agora, com o adiamento da viagem de Lula à China, suspensa temporariamente por causa de uma pneumonia, o tema voltou aos holofotes. Nesta terça-feira (28), o ministro da Fazenda Fernando Haddad prometeu que a nova âncora fiscal será apresentada ainda nesta semana. 

Enquanto investidores aguardam essas definições, assistem a troca de farpas públicas entre o presidente e membros do Partido dos Trabalhadores com Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em uma pressão política questionando o atual patamar da taxa de juros e a autonomia da instituição financeira.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Um embate que voltou a escalar na última semana, com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada nos dias 21 e 22 de março. Ao optar por manter a Selic em 13,75%, a instituição deixou claro que não hesitará em retomar os ajustes na taxa caso julgue necessário – um movimento que assustou o mercado, que já precificava o início dos cortes nos juros em 2023.

Tudo isso acontece em um cenário ainda bastante incerto no exterior, onde a continuidade nas altas das taxas de juros nas economias desenvolvidas ganhou um novo agravante: a falência de bancos nos Estados Unidos e a crise no Credit Suisse, na Suíça.

Esse pacote de incertezas – políticas e macroeconômicas – fez o Ibovespa perder os 100 mil pontos pela primeira vez desde julho de 2022. E, como mostramos nesta reportagem, a expectativa de analistas é que o índice continue lateralizado neste patamar por um tempo. Um sinal de que investidores estão com maior aversão a risco.

Leia também: Para agentes do mercado financeiro, governo Lula vai na direção errada 

Publicidade

Não trata-se, porém, de uma “antipatia” em relação ao governo, mas sim uma reação à falta de um norte. Esta é a análise de Thiago de Aragão, diretor de estratégia da Arko Advice e colunista do E-Investidor.

“Existe um ponto de interrogação muito grande e o mercado financeiro entende que o governo ou não está se comunicando bem ou ainda não está entregando”, diz. “No fundo, o que querem é evitar surpresas e isso é feito imprevisibilidade falando, expondo e deixando muito claro seus objetivos a curto, médio e longo prazo”, explica Aragão.

Ao E-Investidor, o diretor da Arko Advice explicou o impacto da política nos movimentos do mercado, destacou pontos que mais preocupam, e o que investidores podem aguardar dos próximos passos do governo. Confira:

E-Investidor – O Ibovespa perder os 100 mil pontos pela 1ª vez desde julho de 2022. Qual o peso da incerteza política neste desempenho negativo da Bolsa?

Publicidade

Thiago de Aragão – Existem vários sinais que podemos observar. O investidor brasileiro está receoso do que pode surgir no infinito embate entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central por conta das taxas de juros. Essa falta de convergência e, pior, críticas públicas de integrantes do partido contra o Campos Neto acabam por transmitir uma mensagem muito ruim ao investidor: de que o governo brasileiro não entende os mecanismos de contenção de inflação.

Aliado a isso, os impostos de exportação jogam um balde de água fria numa área em que o Brasil atua muito bem e demonstra muita estabilidade produtiva há anos.

Só na última semana lidamos com a espera pelo arcabouço fiscal, o tom mais duro na última reunião do Copom, as falas de Lula contra Sérgio Moro, o adiamento da visita à China. O que está preocupando mais o mercado?

O mercado está preocupado também porque não há uma definição muito clara e propositiva desde que começou. Se passaram quase 100 dias e o governo está focado na reforma tributária, no marco fiscal e não consegue apresentar nada além disso.

Publicidade

Grande parte da desconfiança do mercado não é necessariamente uma antipatia em relação ao governo, mas principalmente a falta de norte, que não foi dado até o momento. Existe um ponto de interrogação muito grande e o mercado financeiro entende que o governo ou não está se comunicando bem ou ainda não está entregando. Ao mesmo tempo, essa briga entre a Fazenda e o BC adiciona ruídos na situação, o que acaba deixando investidores com pé atrás.

Também não podemos deixar de observar que a situação no mundo ainda não se recuperou. A China agora que está começando a se recuperar das políticas de covid-zero, as importações ainda não pegaram no tranco para dar um volume forte. Ainda havia uma expectativa para vários acordos que ampliassem a exportação brasileira para o país com a visita do Lula ao Xi Jinping, mas isso acabou sendo cancelado.

Saindo algum acordo econômico do encontro de Lula e Xi Jinping, quando ele for realizado, isso ajuda a aliviar os ânimos?

A reunião e o encontro entre o Lula e o Xi Jinping foi adiado por conta da pneumonia do Lula, mas certamente vai acontecer mais adiante. E, quando acontecer, existe uma expectativa positiva do agrobusiness brasileiro, que quer de qualquer forma expandir a exportação para China porque estão vendo que a recuperação da economia chinesa será significativa esse ano.

Publicidade

Dentro desse cenário, é uma possibilidade para o Lula tentar recuperar o terreno e gerar uma relação um pouco mais positiva com o agrobusiness, que foi extremamente leal nos últimos anos ao ex-presidente Bolsonaro. Conseguindo puxar um acordo interessante nesse sentido, ele vai conseguir iniciar uma relação mais positiva com o setor e isso também vai acabar animando o mercado financeiro.

Existe algum tema que, se caminhasse, poderia destravar uma melhora no humor do mercado brasileiro?

Uma bandeira branca ao Banco Central certamente emitiria um sinal muito positivo para o mercado financeiro brasileiro. Falas mais claras em relação à expectativa de crescimento e de equilíbrio fiscal por parte do Ministério da Fazenda obviamente também deixariam os ânimos mais calmos.

Essa briga com o BC não ajuda ninguém, prejudica muito a percepção não só interna do investidor brasileiro, mas também externa. É uma perda de tempo muito grande e acaba contaminando ainda mais o ambiente.

Publicidade

No fundo, o que o mercado financeiro quer é evitar surpresas, ele que não quer a imprevisibilidade. E a imprevisibilidade se combate falando, expondo e deixando muito claro seus objetivos a curto, médio e longo prazo.

Você acompanha alguns clientes de Wall Street. Como eles têm olhado para o mercado brasileiro? Há algum receio sobre investir no País no momento?

Eu converso com o pessoal de Wall Street todo dia. Existem aqueles que têm confiança, que sabem investir no Brasil porque enxergam o País não como unidade, mas como um lugar onde se encontram oportunidades de alto nível setoriais em alguns estados. Eles estão de olho novamente nas privatizações e nas concessões, na capacidade de ampliação dos portos e toda cadeia ligada à produção agrícola. Tudo isso chama muita atenção.

Agora, o investidor mais especulativo tende a ter uma visão um pouco mais negativa do Brasil. E não só pela chegada do Lula, mas desde a chegada do Bolsonaro também. Ele entende que existe um exagero de ruído político no País, o que acaba confundindo muito quem não está acostumado. Para aqueles que já estão, isso não importa porque eles estão olhando os fundamentos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Conteúdo E-Investidor
  • Ibovespa
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • Mercado financeiro
Cotações
18/01/2026 5h10 (delay 15min)
Câmbio
18/01/2026 5h10 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Até voos de helicóptero: o que os bancos ofertam em cartão para altíssima renda

  • 2

    Ações para dividendos em 2026: as mais citadas nas carteiras e o porquê

  • 3

    8 ações de setores perenes para enfrentar um 2026 de juros, eleições e mudanças tributárias – e ganhar bons dividendos

  • 4

    Endividamento das famílias cresce em ano eleitoral; veja como organizar o orçamento

  • 5

    FGC inicia pagamento de R$ 40,6 bilhões a investidores com CDBs do Banco Master; veja como receber

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGC paga credores do Master e alerta para o prazo de ressarcimento; cuidado com os golpes
Logo E-Investidor
FGC paga credores do Master e alerta para o prazo de ressarcimento; cuidado com os golpes
Imagem principal sobre o Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Logo E-Investidor
Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Imagem principal sobre o Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Logo E-Investidor
Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Imagem principal sobre o FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Logo E-Investidor
FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Imagem principal sobre o Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Logo E-Investidor
Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Imagem principal sobre o Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o VIP, helicópteros e seguro de R$ 1 milhão: o que você ganha dos bancos sendo rico?
Logo E-Investidor
VIP, helicópteros e seguro de R$ 1 milhão: o que você ganha dos bancos sendo rico?
Imagem principal sobre o Após realizar o saque do saldo retido do FGTS, o trabalhador retorna ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
Após realizar o saque do saldo retido do FGTS, o trabalhador retorna ao saque-rescisão?
Últimas: Comportamento
O conselho de carreira de Warren Buffett para jovens profissionais seguido por Steve Jobs e Richard Branson
Comportamento
O conselho de carreira de Warren Buffett para jovens profissionais seguido por Steve Jobs e Richard Branson

Agora aposentado do comando da Berkshire Hathaway, megainvestidor relembra a resposta dada a um jovem reforça a importância das escolhas pessoais e profissionais

17/01/2026 | 06h30 | Por Sydney Lake, da Fortune
Até voos de helicóptero: o que os bancos ofertam em cartão para altíssima renda
Comportamento
Até voos de helicóptero: o que os bancos ofertam em cartão para altíssima renda

Itaú, Porto Bank, Unicred e XP já anunciaram suas condições para o cartão Visa Infinite Privilege

16/01/2026 | 09h34 | Por Beatriz Rocha
Investidores 60+ já concentram 46% do capital aplicado em renda variável na B3
Comportamento
Investidores 60+ já concentram 46% do capital aplicado em renda variável na B3

'Geração prateada' quase dobrou em cinco anos e soma mais de 535 mil pessoas na Bolsa brasileira

14/01/2026 | 15h28 | Por Igor Markevich
Quem é Greg Abel, sucessor de Buffett que começou vendendo garrafas por 5 centavos
Comportamento
Quem é Greg Abel, sucessor de Buffett que começou vendendo garrafas por 5 centavos

Escolhido por Buffett para comandar a Berkshire, Abel construiu sua fortuna a partir de origens modestas e hoje lidera um conglomerado avaliado em US$ 1 trilhão

13/01/2026 | 17h18 | Por Emma Burleigh, da Fortune

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador