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Comportamento

Thiago de Aragão: Desconfiança do mercado não é antipatia ao governo

Diretor da Arko Advice avalia impacto no mercado de atritos do governo com o BC e da falta de definição fiscal

Por Luíza Lanza

29/03/2023 | 7:56 Atualização: 29/03/2023 | 7:56

O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio 
Lula da Silva (PT)(Foto: WILTON JUNIOR / Estadão)
O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)(Foto: WILTON JUNIOR / Estadão)

As preocupações com a agenda de Brasília tomaram de vez a Faria Lima. Perto de completar seus primeiros 100 dias, o novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não conseguiu avançar em pautas consideradas fundamentais pelo mercado financeiro, como a apresentação do novo arcabouço fiscal ou o desenho de uma reforma tributária.

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A expectativa era que a proposta de regra que substituirá o Teto de Gastos tivesse sido divulgada há algumas semanas. Agora, com o adiamento da viagem de Lula à China, suspensa temporariamente por causa de uma pneumonia, o tema voltou aos holofotes. Nesta terça-feira (28), o ministro da Fazenda Fernando Haddad prometeu que a nova âncora fiscal será apresentada ainda nesta semana. 

Enquanto investidores aguardam essas definições, assistem a troca de farpas públicas entre o presidente e membros do Partido dos Trabalhadores com Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em uma pressão política questionando o atual patamar da taxa de juros e a autonomia da instituição financeira.

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Um embate que voltou a escalar na última semana, com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada nos dias 21 e 22 de março. Ao optar por manter a Selic em 13,75%, a instituição deixou claro que não hesitará em retomar os ajustes na taxa caso julgue necessário – um movimento que assustou o mercado, que já precificava o início dos cortes nos juros em 2023.

Tudo isso acontece em um cenário ainda bastante incerto no exterior, onde a continuidade nas altas das taxas de juros nas economias desenvolvidas ganhou um novo agravante: a falência de bancos nos Estados Unidos e a crise no Credit Suisse, na Suíça.

Esse pacote de incertezas – políticas e macroeconômicas – fez o Ibovespa perder os 100 mil pontos pela primeira vez desde julho de 2022. E, como mostramos nesta reportagem, a expectativa de analistas é que o índice continue lateralizado neste patamar por um tempo. Um sinal de que investidores estão com maior aversão a risco.

Leia também: Para agentes do mercado financeiro, governo Lula vai na direção errada 

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Não trata-se, porém, de uma “antipatia” em relação ao governo, mas sim uma reação à falta de um norte. Esta é a análise de Thiago de Aragão, diretor de estratégia da Arko Advice e colunista do E-Investidor.

“Existe um ponto de interrogação muito grande e o mercado financeiro entende que o governo ou não está se comunicando bem ou ainda não está entregando”, diz. “No fundo, o que querem é evitar surpresas e isso é feito imprevisibilidade falando, expondo e deixando muito claro seus objetivos a curto, médio e longo prazo”, explica Aragão.

Ao E-Investidor, o diretor da Arko Advice explicou o impacto da política nos movimentos do mercado, destacou pontos que mais preocupam, e o que investidores podem aguardar dos próximos passos do governo. Confira:

E-Investidor – O Ibovespa perder os 100 mil pontos pela 1ª vez desde julho de 2022. Qual o peso da incerteza política neste desempenho negativo da Bolsa?

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Thiago de Aragão – Existem vários sinais que podemos observar. O investidor brasileiro está receoso do que pode surgir no infinito embate entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central por conta das taxas de juros. Essa falta de convergência e, pior, críticas públicas de integrantes do partido contra o Campos Neto acabam por transmitir uma mensagem muito ruim ao investidor: de que o governo brasileiro não entende os mecanismos de contenção de inflação.

Aliado a isso, os impostos de exportação jogam um balde de água fria numa área em que o Brasil atua muito bem e demonstra muita estabilidade produtiva há anos.

Só na última semana lidamos com a espera pelo arcabouço fiscal, o tom mais duro na última reunião do Copom, as falas de Lula contra Sérgio Moro, o adiamento da visita à China. O que está preocupando mais o mercado?

O mercado está preocupado também porque não há uma definição muito clara e propositiva desde que começou. Se passaram quase 100 dias e o governo está focado na reforma tributária, no marco fiscal e não consegue apresentar nada além disso.

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Grande parte da desconfiança do mercado não é necessariamente uma antipatia em relação ao governo, mas principalmente a falta de norte, que não foi dado até o momento. Existe um ponto de interrogação muito grande e o mercado financeiro entende que o governo ou não está se comunicando bem ou ainda não está entregando. Ao mesmo tempo, essa briga entre a Fazenda e o BC adiciona ruídos na situação, o que acaba deixando investidores com pé atrás.

Também não podemos deixar de observar que a situação no mundo ainda não se recuperou. A China agora que está começando a se recuperar das políticas de covid-zero, as importações ainda não pegaram no tranco para dar um volume forte. Ainda havia uma expectativa para vários acordos que ampliassem a exportação brasileira para o país com a visita do Lula ao Xi Jinping, mas isso acabou sendo cancelado.

Saindo algum acordo econômico do encontro de Lula e Xi Jinping, quando ele for realizado, isso ajuda a aliviar os ânimos?

A reunião e o encontro entre o Lula e o Xi Jinping foi adiado por conta da pneumonia do Lula, mas certamente vai acontecer mais adiante. E, quando acontecer, existe uma expectativa positiva do agrobusiness brasileiro, que quer de qualquer forma expandir a exportação para China porque estão vendo que a recuperação da economia chinesa será significativa esse ano.

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Dentro desse cenário, é uma possibilidade para o Lula tentar recuperar o terreno e gerar uma relação um pouco mais positiva com o agrobusiness, que foi extremamente leal nos últimos anos ao ex-presidente Bolsonaro. Conseguindo puxar um acordo interessante nesse sentido, ele vai conseguir iniciar uma relação mais positiva com o setor e isso também vai acabar animando o mercado financeiro.

Existe algum tema que, se caminhasse, poderia destravar uma melhora no humor do mercado brasileiro?

Uma bandeira branca ao Banco Central certamente emitiria um sinal muito positivo para o mercado financeiro brasileiro. Falas mais claras em relação à expectativa de crescimento e de equilíbrio fiscal por parte do Ministério da Fazenda obviamente também deixariam os ânimos mais calmos.

Essa briga com o BC não ajuda ninguém, prejudica muito a percepção não só interna do investidor brasileiro, mas também externa. É uma perda de tempo muito grande e acaba contaminando ainda mais o ambiente.

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No fundo, o que o mercado financeiro quer é evitar surpresas, ele que não quer a imprevisibilidade. E a imprevisibilidade se combate falando, expondo e deixando muito claro seus objetivos a curto, médio e longo prazo.

Você acompanha alguns clientes de Wall Street. Como eles têm olhado para o mercado brasileiro? Há algum receio sobre investir no País no momento?

Eu converso com o pessoal de Wall Street todo dia. Existem aqueles que têm confiança, que sabem investir no Brasil porque enxergam o País não como unidade, mas como um lugar onde se encontram oportunidades de alto nível setoriais em alguns estados. Eles estão de olho novamente nas privatizações e nas concessões, na capacidade de ampliação dos portos e toda cadeia ligada à produção agrícola. Tudo isso chama muita atenção.

Agora, o investidor mais especulativo tende a ter uma visão um pouco mais negativa do Brasil. E não só pela chegada do Lula, mas desde a chegada do Bolsonaro também. Ele entende que existe um exagero de ruído político no País, o que acaba confundindo muito quem não está acostumado. Para aqueles que já estão, isso não importa porque eles estão olhando os fundamentos.

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