No fim de janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic pela quinta vez consecutiva em 0,50 ponto porcentual (pp), para 11,25% ao ano. O colegiado manteve a sinalização de que o ritmo de corte de 0,50 pp continua sendo o mais apropriado para as próximas reuniões – no plural. Na coletiva do último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, esclareceu que essa mensagem, repetida desde agosto, vale sempre para os dois encontros seguintes a cada reunião. No caso dos encontros de março, nos dias 19 e 20, e de maio, dias 7 e 8.
No encontro do mês passado, o Copom repetiu que a magnitude total do ciclo de flexibilização ao longo do tempo dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular daquelas de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.
No Relatório de Mercado Focus, a projeção para a Selic no fim de 2025 continuou em 8,50%, como já está há 14 semanas. Considerando apenas as 43 respostas dos últimos cinco dias úteis, a mediana para o fim de 2025 também seguiu em 8,50% ao ano. Para 2026, a projeção seguiu em 8,50% pela 32ª semana consecutiva. Para 2027, a estimativa também seguiu em 8,50%, onde se mantém por 31 semanas.