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Tempo Real

Ibovespa fecha em alta com possibilidade de votação de medidas fiscais na Câmara

Investidores reagiram a notícias sobre a votação do pacote fiscal e da reforma tributária

Por Luciana Xavier, Silvana Rocha, Maria Regina Silva, Camilly Rosaboni, Bruno Andrade e Beatriz Rocha

17/12/2024 | 10:15 Atualização: 17/12/2024 | 18:31

BC realiza leilões de dólar. (Foto: Adobe Stock)
BC realiza leilões de dólar. (Foto: Adobe Stock)

O Ibovespa hoje fechou em alta de 0,92% a 124.698,04 pontos, depois de sofrer três quedas seguidas. A valorização do índice era contida no início da manhã devido aos receios de uma não votação do pacote fiscal e ao tom duro do Banco Central na ata do Comitê de Política Monetária (Copom), mas a alta foi ganhando terreno ao longo da tarde.

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O dia começou conturbado com a disparada do dólar, que chegou ao patamar dos R$ 6,20. A moeda americana encerrou o dia em leve alta de 0,04% a R$ 6,0961, renovando o seu recorde histórico de fechamento.

Já o Ibovespa ganhou tração ao longo da tarde, chegando a atingir máxima a 125.301,37 pontos. Na véspera, o índice fechou no menor nível desde junho, pressionado pelas preocupações fiscais dos investidores.

O que movimentou o Ibovespa hoje?

O mercado abriu tenso com a ata do Copom, mas se acalmou no início da tarde após o plenário da Câmara divulgar na ata de votação os projetos principais do pacote fiscal do governo Lula. Segundo informações do Broadcast, o presidente da Câmara, Artur Lira (PP), disse que um dos projetos do pacote fiscal será votado hoje e os outros dois serão votados amanhã.

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A proposta inclui medidas como o limite de 2,5% ao ano para o crescimento real do salário mínimo e alterações no Benefício de Prestação Continuada – leia mais aqui. Esses e outros assuntos impactaram o Ibovespa hoje. O governo prevê economizar cerca de R$ 70 bilhões com as modificações.

Além disso, a Câmara deve votar ainda hoje a projeto de lei que regulamenta a reforma tributária. A medida deve passar por novas modificações na Câmara: deputados querem limitar a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Ontem, em entrevista à Globonews, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), relator do projeto de regulamentação da reforma tributária na Câmara dos Deputados, anunciou que trabalha para reduzir em 0,7 ponto percentual a alíquota padrão do novo sistema tributário, ajustando mudanças introduzidas pelo Senado. Segundo ele, a medida é essencial para garantir que a carga tributária não ultrapasse o limite estipulado de 26,5%.

“Estamos trabalhando na perspectiva de apresentar ao colégio de líderes uma redução de 0,7 nas mudanças [na alíquota] que os senadores fizeram. Vamos reafirmar a trava, ou seja, garantir para a sociedade brasileira que a alíquota não será superior a 26,5%”, disse o parlamentar, em entrevista à GloboNews.

Ata do Copom

Mais cedo, o mercado operava tenso com o foco dos investidores na ata do Copom desta terça-feira, após a elevação da taxa Selic para 12,25% ao ano na última quarta-feira (11) em decisão unânime.

O Copom repetiu, na ata da sua última reunião, que o tamanho total do ciclo de aumento da taxa Selic será ditado pelo seu “firme compromisso de convergência da inflação à meta”, como já constava no comunicado da quarta-feira (11).

  • Veja mais: Como ficam os investimentos com a taxa Selic em 12,25% ao ano

O colegiado espera que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atinja 4,0% no acumulado de quatro trimestres até o segundo trimestre de 2026, o horizonte relevante da política monetária. A estimativa está acima do centro da meta, de 3%, e é maior do que a projeção do último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), de 3,6%.

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Além disso, o Comitê disse que houve uma deterioração adicional no cenário de inflação, como refletido nas expectativas e projeções de inflação. “Concluiu-se que os determinantes de prazo mais curto, como a taxa de câmbio e a inflação corrente, e os determinantes de médio prazo, como o hiato do produto e as expectativas de inflação, se deterioraram de forma relevante”, avaliaram os membros da cúpula do BC.

  • Juros de 14,25% em março de 2025? Veja as ações que podem pagar dividendos acima da Selic

De acordo com eles, essa piora demanda uma política monetária ainda mais contracionista, sinalizando mais dois ajustes de grande magnitude. Sobre a ata do Copom, Saadia avalia que o documento não trouxe novidades em relação ao comunicado hawkish (duro) da semana passada. “Mas é um alerta de que as condições do ambiente econômico se deterioraram ainda mais, exigindo ação imediata”, analisa.

Disparada do dólar e leilão do BC

O dólar fechou em alta e renovou o seu recorde histórico de encerramento nesta terça-feira, mesmo após intervenções do Banco Central com leilões de dólares. A moeda americana encerrou em valorização de 0,04% a R$ 6,0961. Ao longo da sessão, oscilou entre máxima a R$ 6,2073 e mínima a R$ 6,0581. Até então, o maior patamar registrado pela divisa no fechamento havia sido R$ 6,0934, marca alcançada na segunda-feira (16).

Commodities

Enquanto o minério de ferro fechou em leve alta de 0,06%, o petróleo WTI para janeiro encerrou em baixa de 0,89%, a US$ 70,08 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 0,97%, a US$ 73,19 o barril. As ações da Vale (VALE3), de maior peso para o Ibovespa, subiram 0,50% hoje. Já os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 0,95%.

*Com informações do Broadcast

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