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Investimentos

Por que os Gestores da Tarpon Capital acreditam que 2021 será um ano instável

Caio Lewkowicz e Rafael Maisonnave, sócios da Tarpon Capital, comentam o cenário para investimentos

Por Jenne Andrade

08/02/2021 | 9:30 Atualização: 08/02/2021 | 10:21

Rafael Maisonnave, gestor da Tarpon Capital
Rafael Maisonnave, gestor da Tarpon Capital

O ano de 2020 pegou até os profissionais mais experientes de surpresa. Foi o caso dos gestores da Tarpon Capital, Caio Lewkowicz e Rafael Maisonnave, que para driblar a pandemia passaram a investir em empresas muito descontadas ou em setores considerados mais resilientes. “Montamos posições com essas duas premissas e conseguimos colher os frutos ao longo do tempo , afirma Maissonave.

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O fundo Tarpon GT, ativo desde 2010 e focado em pequenas e médias empresas, fechou o ano passado com retorno acumulado de 14,57% – no fechamento de janeiro de 2021, porém, registrou queda de 3,38%. O novo produto da Tarpon, o Tarpon Wahoo, focado em médias e grandes empresas, conseguiu se recuperar parcialmente de baixa de 31,75% em março, no início da pandemia, mas chegou em dezembro ainda no vermelho, com retorno anual de -8,67%. Já no primeiro mês deste ano, a performance foi positiva, com alta de 3,07%.

De acordo com os gestores, 2021 ainda será um ano de instabilidade e com um cenário macroeconômico desafiador – mas isso não significa que não existam ótimas oportunidades de investimentos. “Talvez o que nos diferencie é a visão mais independente. O grande valor é buscar ativos onde as pessoas, por alguma razão, não estão olhando”, afirma Lewkowicz.

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Atualmente, a Tarpon Capital possui R$ 1 bilhão sob gestão. Para o E-Investidor, Lewkowicz e Maisonnave comentam as perspectivas para os próximos meses e setores que podem ser destaques na Bolsa.

E-Investidor – Quais são os diferenciais da Tarpon Capital quando o assunto é estratégia de gestão?

Caio Lewkowicz – Talvez o que nos diferencie é a visão mais independente. Nós achamos que o grande valor é buscar ativos onde as pessoas, por alguma razão, não estão olhando. Buscar aplicações fora do radar, ter um pensamento mais independente. O ideal é comprar uma empresa quando ninguém está olhando e vender quando ela vira consenso, e não o contrário. Tentamos olhar investimentos com o horizonte de longo prazo, três a cinco anos, eventualmente até mais.

E-Investidor – A Tarpon Capital possui dois fundos. O Tarpon GT, gerido por Maissonave, e o Tarpon Wahoo, gerido por Lewkowicz. Qual é a estratégia desses fundos e as metas para 2021?

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Rafael Maisonnave – Os dois fundos têm a mesma estratégia, a única diferença é que um é focado em small e mid caps, que é o Tarpon GT, e outro em mid e large cap, que é o Tarpon Wahoo. O GT é um fundo que está na metade do caminho, de small e mid caps, com um capacity (patrimônio líquido máximo de um fundo) que entendemos ser de R$ 1 bilhão, mas hoje ele tem R$ 530 milhões. O retorno ao longo dos anos tem sido bastante positivo, é o nono ano em que eu tenho feito a gestão e durante esse tempo o GT entregou Ibovespa+12%. É um desafio a manutenção desse retorno, mas entendemos que se as coisas tiverem encaminhadas neste ano, o GT deve atingir o capacity máximo. Fecharemos o fundo assim que obtivermos esse valor, seja por valorização da carteira ou por captação.

Recentemente começamos a montar uma posição nova que pode ser interessante, no setor de logística. Continuamos ativos, vendo oportunidades e com o caixa bastante baixo. Em geral, entendemos que a visão do gestor é muitas vezes refletida no caixa. Quando o gestor consegue olhar boas oportunidades, o caixa está mais baixo e o contrário também é verdadeiro. Do ponto de vista do GT, esses são os principais desafios.

Lewkowicz – Os dois fundos são super complementares. Sobre o Wahoo, ele é um fundo mais novo, com pouco menos de 1 ano e meio de histórico. Como ele é um fundo de empresas médias e grandes, o capacity dele é maior, achamos que por volta de uns R$ 4 bilhões, e hoje ele está com R$ 200 milhões. Há bastante espaço para crescer e aí começamos em 2021 a fazer um trabalho maior para trazer clientes.

E-Investidor – E como a gestora navegou pela crise de 2020? Assumiram realmente uma postura mais defensiva, como foi ventilado na época?

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Maisonnave – Olhando 2020, entramos na crise mais ofensivos do que gostaríamos porque foi tudo bem repentino. Ao longo da pandemia, o que tentamos fazer foi identificar os setores mais ou menos afetados. Hoje entendemos que na Bolsa existe uma certa possibilidade de investir em setores que terão desempenhos bem distintos. Quando temos uma crise igual a essa, a correlação entre os ativos fica absoluta, todos os ativos são precificados da mesma forma independentemente do setor, de liderança, de capacidade e etc.

Olhamos essa realização agregada e oportunisticamente realizamos ajustes nas carteiras, buscando empresas que tinham realizado demais ou empresas em setores que seriam menos afetados. Montamos posições com essas duas grandes premissas e ao longo do tempo fomos colhendo os frutos. Recuperamos relativamente bem ao longo do ano e nossa visão inicial de que a recuperação entre os setores seria muito heterogênea acabou se confirmando. Na prática, montamos uma composição com oportunidades em setores que são defensivos, sim, como Alupar, que não tem risco de demanda, e setor de saneamento, mas sempre compondo também com empresas que tenham mais exposição à atividade econômica, como construtoras, varejo alimentar, uma série de outras coisas.

Lewkowicz – O que tentamos fazer é ter ativos ‘meios de campo’, com posições em agro e empresas de saúde; os defensivos, que são as utilities; e os atacantes, que são empresas com mais exposição à atividade econômica. Um bom portfólio equilibra todos esses tipos de empresas, que conseguem atravessar qualquer cenário.

E-Investidor – Quais setores despontaram em 2020 e também podem ser destaques em 2021?

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Maisonnave – Um exemplo que podemos pegar é o agronegócio, um investimento relevante tanto no Tarpon GT quanto no Wahoo, e que teve uma safra excepcional em 2020. Vamos ter um recorde de produção com preços muito vantajosos para o produtor. As commodities, principalmente soja e milho, têm tido uma recuperação muito significativa após a pandemia, e em dólares.

Teremos um ano com rentabilidades muito acima da média, tanto para a soja quanto para o milho, com o setor se beneficiando um pouco da desvalorização cambial, já que tem bastante custo em reais e receita dolorizada. É um setor que está indo muito bem e que tem pouca repercussão na Bolsa, porque são poucas as empresas com exposição direta.

Lewkowicz – Outro destaque é o setor de saúde, principalmente falando das operadoras de saúde verticalizadas. Já fazemos investimentos nelas faz algum tempo, tanto na Hapvida quanto Intermédica. Estávamos bem posicionados quando foi anunciada a proposta de fusão das duas empresas, que tem focos de atuação complementares e resolvem o grande problema do Brasil que é a inflação médica, já que essas companhias conseguem fazer um controle de custo mais eficiente que as operadoras não verticalizadas.

O setor de saúde tem uma boa combinação na nossa visão: por um lado a resiliência e por outro lado a perspectiva de crescimento. Nós estamos vendo com bons olhos e achamos que terão bons resultados também em 2021.

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E-Investidor – Falando em empresas fora do radar, quais são as oportunidades que vocês enxergam, mas que ainda não são vistas?

Maisonnave – A nossa maior posição no setor do agro é em uma empresa que está totalmente fora do radar, a Kepler Weber. A companhia produz silo para armazenagem de grãos e somos acionistas desde 2013. É uma empresa que é do setor que a gente gosta, completamente fora do radar, pouquíssimos investidores na base dos acionistas ainda, além de estar com um resultado surpreendentemente positivo, mesmo diante da pandemia.

E-Investidor – E quais são as perspectivas para 2021?

Maisonnave – Temos pouca visibilidade sobre a recuperação plena através de uma eventual aceleração na vacina. Vamos ver se ao longo do tempo as expectativas serão confirmadas. Do ponto de vista de reformas, por exemplo, há pouca clareza até agora. Vemos o mercado com um certo ceticismo em relação ao compromisso com as reformas, principalmente a tributária e administrativa para redução de custos. O real continua sendo a moeda que mais desvaloriza esse ano e isso em parte é uma leitura de risco em relação ao cenário político. Portanto, continuamos sem visibilidade de um caminho claro para uma retomada econômica mais pujante.

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A nossa visão é que esse ainda será um ano instável e teremos que lidar com essa volatilidade de expectativas. Estamos em um momento de ver uma perspectiva de um plano de imunização, de retomada, e atentos ao desdobramento das reformas e sustentação política do Governo, que é um componente importante para a redução de risco percebido. Vemos a moeda desvalorizando, como sinal de uma percepção de risco maior

Lewkowicz – Entramos em 2021 com o cenário macro desafiador, mas quando olhamos para o cenário de investimentos, estamos em um momento de juros reais negativos no mundo e no Brasil, e nunca havíamos vivido isso. Por um lado, o investidor ‘poupador’ brasileiro, que sempre teve um retorno muito atraente investindo na renda fixa e sem tomar risco, não existe mais. Esse cenário de juros reais negativos deve impulsionar a migração para ativos reais, como Bolsa e imóveis. Dito isso, enxergamos em determinados setores e empresas específicas, grandes oportunidades de investimento.

E-Investidor – A CVM já tem uma lista de 40 empresas em análise de abertura de capital. Quais IPOs são interessantes para a  Tarpon?

Lewkowicz – Vemos com muito bons olhos essa quantidade de IPOs porque o mercado de capitais brasileiro ainda é muito pequeno, com poucas empresas listadas. Quanto mais IPOs, mais insumos temos para o nosso trabalho. Estamos sempre atentos a essas oportunidades. Não vou falar um nome ou outro, mas ficamos de olho e se for bom, não temos problema nenhum em investir.

Maisonnave – Acreditamos também em um conceito chamado ‘ciclo de competência’. São setores que acompanhamos e investimos há mais tempo. Os IPOs que estamos mais próximos são dos setores que investimos, como os de agronegócio, saúde e varejo.

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