As medianas do Focus indicam que o IPCA deve acumular alta de 1,17% no trimestre de janeiro a março de 2026. A projeção para janeiro caiu de 0,34% para 0,33%, e para fevereiro de 0,53% para 0,50%. Para março, seguiu em 0,34%. Um mês antes, eram de 0,35%, 0,53% e 0,35%, nesta ordem. A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,50 pela 17ª semana consecutiva. A projeção para a moeda no fim de 2027 continuou em R$ 5,50, mesmo nível em que estava há quatro semanas.
Nos Estados Unidos, são esperados o relatório de emprego, o payroll, na quarta-feira (11) e o índice de preços ao consumidor (CPI) do país, na sexta-feira (13). Por aqui, o mercado aguarda pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medição oficial da inflação no Brasil, na terça-feira (10).
Na safra de balanços corporativos nacionais destaque para os do Banco do Brasil (BBAS3), na quarta-feira (11), e da Vale (VALE3), na quinta-feira (12), além do relatório de produção e vendas da Petrobras (PETR4) na terça-feira (10).
Hoje o mercado acompanhou discurso do diretor do (Fed, o banco central americano) Christopher Waller. Ele disse que um pouco da euforia com criptomoedas que surgiu com a volta de Donald Trump à Casa Branca está “desaparecendo”, apesar de ressaltar que a volatilidade é normal dentro do mercado de ativos digitais.
Em evento no Global Interdependence Center, Waller acrescentou que posições de risco levaram empresas tradicionais a vender criptomoedas.
No mercado de câmbio doméstico, o dólar fechou em queda de 0,62% a R$ 5,1882 nesta segunda-feira, depois de oscilar entre mínima a R$ 5,1752 e máxima a R$ 5,2127. Este foi o menor valor de encerramento desde o dia 28 de maio de 2024, então a R$ 5,1540.
Ibovespa hoje: os principais destaques do mercado de ações nesta segunda-feira (9)
Bolsas de Nova York fecham em alta
Na Europa, o sinal foi positivo. A bolsa de Lisboa teve alta de 1,13% após o candidato do Partido Socialista, António José Seguro, vencer a extrema-direita no segundo turno das eleições presidenciais de Portugal, realizadas no domingo.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,16%, a 10.386,23 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,15%, a 25.004,74 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,6%, a 8.323,28 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 2,06%, a 46.822,81 pontos. Em Madri, o Ibex 35 valorizou 1,4%, a 18.195,10 pontos.
Nos Estados Unidos, os índices acionários subiram. O Dow Jones fechou em leve valorização de 0,04%, o S&P 500 teve alta de 0,47% e o Nasdaq subiu 0,9%.
Mercado de Tóquio dispara após eleições
Na Ásia, as bolsas subiram e a Tóquio disparou 3,9% e bateu novo recorde de pontos após a vitória esmagadora do partido da primeira-ministra Sanae Takaichi nas eleições da véspera no Japão, que coloca o dólar em baixa ante o iene.
O Partido Liberal Democrata (PLD) assegurou dois terços da Câmara Baixa do Parlamento, o que abre espaço para a premiê ultraconservadora aprovar uma agenda voltada à retomada do crescimento da economia.
O índice japonês Nikkei encerrou a sessão desta segunda-feira (9) em alta, aos 56.363,94 pontos, novo recorde de pontos em fechamento. No melhor momento do dia, a bolsa de Tóquio chegou operar acima da marca até então inédita de 57 mil pontos, com ganho de mais de 5%.
Outros mercados na Ásia também tiveram um bom desempenho nesta segunda, com destaque para a bolsa da Coreia do Sul, que registrou alta de 4%. O forte ganho das bolsas americanas na sexta-feira (6) também influenciou positivamente os mercados na Ásia nesta segunda.
Petróleo e metais sobem
Os contratos futuros de petróleo avançaram nesta segunda-feira, após conversas entre EUA e Irã em Omã. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que haverá outra reunião no início desta semana. O líder americano também deve se encontrar com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em 11 de fevereiro.
O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 1,27%, a US$ 64,36 o barril. Já o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), teve alta de 1,46%, a US$ 69,04.
Entre os metais, o dia também foi de alta. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 2%, a US$ 5079,40 por onça-troy. Já a prata para março avançou quase 7%, a US$ 82,234 por onça-troy.
Boletim Focus reduz projeção de inflação
O boletim Focus do Banco Central (BC) atualizou as previsões para os principais indicadores econômicos, incluindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medição oficial da inflação no Brasil, e a Selic, a taxa básica de juros definida pelo BC.
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 caiu de 3,99% para 3,97%, indicando que índice acumulará alta de 1,17% no trimestre de janeiro a março de 2026.
Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a mediana para o crescimento em 2026 seguiu em 1,80%, pela 9ª semana seguida. A estimativa da Selic para o fim de 2026 continuou em 12,25% pela 7ª semana seguida.
Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas indicou que pode começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.
“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse a ata da decisão.
BTG (BPAC11) divulga balanço do 4T25
O mercado repercutiu ainda o balanço do BTG Pactual (BPAC11), que encerrou o quarto trimestre de 2025 novamente com lucro e receita recordes, alcançando o melhor resultado anual de sua história.
A ação do banco negocia a cerca de 22 vezes o lucro. Enquanto os números operacionais reforçam a consistência do modelo e a capacidade de atravessar um ciclo de juros elevados, analistas discutem nesta matéria até que ponto o ritmo de crescimento justifica um múltiplo tão esticado.
Esses e outros dados do dia ficaram no radar de investidores e impactaram as negociações na Bolsa de Valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje
*Com informações de Luciana Xavier, Silvana Rocha e Vinicius Novais, da Broadcast