O preço-alvo em 12 meses foi mantido em R$ 21,50, o que implica potencial de queda de 1,8% em relação ao fechamento de sexta-feira. A corretora frisa que “não houve deterioração da tese de investimento, mas sim sua materialização já refletida no preço”.
A Genial avalia ainda a prévia para o balanço do quarto trimestre de 2025, que será divulgado em 23 de fevereiro, para o qual projeta um cenário de desaceleração operacional, puxado principalmente pela operação Brasil.
A margem Ebitda (sigla em inglês para Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) da divisão deve recuar para 6,1%, “o pior nível da série histórica ao menos desde 2017”, diante da fraqueza sazonal da demanda doméstica, piores mix de vendas e custos pressionados por paradas de manutenção e alta do carvão metalúrgico.
A unidade América do Norte continua sendo o principal motor dos resultados. Mesmo com recuo sazonal de 8% nos embarques trimestrais, a Genial projeta Ebitda de R$ 1,8 bilhão para a região, uma queda de 1,2% na comparação trimestral e alta de 121,4% na ano contra ano, respondendo por 76% do resultado consolidado. O preço realizado deve ficar praticamente estável em R$ 7.138 por tonelada e o custo por tonelada deve cair para R$ 5.837, favorecido por menor custo de sucata e leve apreciação do real.
Para a operação América do Sul, a expectativa é de estabilidade nos volumes, em 290 mil toneladas e pressão de custos, especialmente na Argentina, o que deve limitar as margens.
No consolidado, a Genial prevê Receita Líquida de R$ 16,4 bilhões, uma queda de 8,9% entre trimestres e aumento de 2,6% na base anual, Ebitda ajustado de R$ 2,4 bilhões, recuo de 14% ante o terceiro trimestre e de 1,6% frente ao quarto trimestre de 2024, e lucro líquido de R$ 543 milhões, 50,1% menor na base trimestral e 68,2% maior na comparação anual.
A corretora avalia que o fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira e as expectativas sobre possíveis medidas antidumping no aço impulsionaram as ações da Gerdau, mas o escopo “seletivo” das tarifas anunciadas até agora limita ganhos adicionais. No Brasil, a penetração de importados de aço chegou a 20,8% em 2025, o que, somado a estoques elevados, reduz o poder de repasse de preços. Tentativas de reajuste nos vergalhões, por exemplo, ficaram em 3% a 4% abaixo dos 8 inicialmente propostos.
Já nos Estados Unidos, a demanda segue sustentada por backlogs em torno de 80 dias e importações menores após as tarifas da Section 232, cenário que a Genial considera favorável para a continuidade de spreads (diferença entre o preço de compra e venda de um ativo) saudáveis em 2026.
Com o rali recente “absorvendo grande parte do upside”, a corretora vê o perfil risco-retorno das ações mais equilibrado.
Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.