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Investimentos

Ibovespa nas máximas: investir agora ou esperar queda? Veja a estratégia usada pelos especialistas

Entenda como rebalancear a carteira com ativos de Bolsa e renda fixa para este momento de alta volatilidade sem cair na armadilha do "FOMO"

Por Leo Guimarães

23/04/2026 | 5:30 Atualização: 22/04/2026 | 19:35

Com bolsas nas máximas, cresce a exposição na mídia e o FOMO: o medo de perder a alta do mercado.
 Foto: AdobeStock
Com bolsas nas máximas, cresce a exposição na mídia e o FOMO: o medo de perder a alta do mercado. Foto: AdobeStock

Com a Bolsa de Valores nas máximas, cresce também o receio no investidor de estar comprando ativos no topo da cotação e enfrentar uma queda de preços logo depois. O exemplo mais recente vem dos impactos da guerra entre EUA e Irã, que fez o mercado financeiro reagir com forte correção. Mesmo com a volatilidade de curto prazo, o Ibovespa ainda opera em patamares recordes.

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Por outro lado, sair completamente de ações para realizar lucro e esperar oportunidades na renda fixa também pode começar a ficar menos atrativo se houver a confirmação do ciclo de cortes da Selic, hoje em 14,75% ao ano – o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anuncia nova decisão no próximo dia 29.

O conflito no Oriente Médio, no entanto, fez o mercado reduzir a expectativa de reduções da Selic. O Boletim Focus do Banco Central do dia 22 de abril mostra as instituições financeiras revendo a taxa para o fim de 2026 a 13%, contra 12,50% das semanas anteriores ao ataque dos EUA contra o Irã, e de 11% contra 10,5% para o fim de 2027.

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Para os operadores, num contexto como esse, em que a dúvida prevalece, o investidor deve focar na estratégia de alocação em vez de tentar acertar o momento perfeito de negociação dos ativos.

A alta recente da Bolsa brasileira está ligada principalmente ao fluxo estrangeiro e à rotação global de portfólio, com investidores institucionais tirando recursos dos Estados Unidos e aumentando exposição em economias emergentes. Esse movimento ocorre mesmo com riscos fiscais domésticos, porque a decisão do investidor global é macro. Por essa razão, muitos analistas sugerem que as eleições 2026 ainda não estão ditando o movimento do mercado acionário brasileiro.

“O gringo está saindo do caos político dos EUA, da bolha de tecnologia. O que eles olham aqui é a balança comercial, as commodities e se o País está fazendo dinheiro ou não. Eu mesmo invisto na Europa e não conheço o presidente de Portugal. Acredito que isso acontece da mesma forma com o investidor de fora no Brasil”, diz Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil.

Como funciona o rebalanceamento de carteira

Do ponto de vista do investidor brasileiro o importante é evitar arriscar tudo de uma vez. “Entre de forma gradual, participando da alta e mantendo caixa caso o mercado corrija”, diz Guilherme Pedrosa, head da mesa de Renda Variável da Pequod Investimentos, escritório de assessoria vinculado à XP Investimentos.

Uma forma disciplinada de investir consiste em manter a proporção previamente definida entre renda fixa e renda variável no portfólio. Se o investidor estabelece, por exemplo, metade do patrimônio em ações e metade em títulos do Tesouro, as oscilações do mercado vão exigir recomposições periódicas. Neste momento de alta da Bolsa, a fatia de compra de ações naturalmente diminui, abrindo espaço para novas negociações de ativos com recursos da renda fixa.

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Já quando os papéis do mercado variável sobem e passam a representar uma parcela maior da carteira, o movimento adequado determina realizar parte do ganho e reforçar a renda fixa. Esse rebalanceamento faz com que o investidor compre ativos quando estão mais baratos e realize lucros após períodos de valorização.

“É a forma mais saudável de fazer investimentos, porque o investidor sempre vai ter caixa para comprar Bolsa na baixa e realizar lucro na alta”, comenta o especialista.

Pedrosa comenta que o peso de ações e renda fixa na carteira deve ser revisado de forma personalizada, considerando objetivos, perfil de risco e planejamento financeiro de cada cliente. Quem é mais jovem e tem longo prazo pela frente tende a ter mais resiliência à volatilidade da Bolsa, já que não precisará usar os recursos no curto ou médio prazo. Por outro lado, investidores mais próximos da aposentadoria costumam priorizar renda fixa, buscando preservar patrimônio e garantir estabilidade de renda.

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FOMO: o medo de perder a oportunidade no mercado

Felipe Sant’Anna, analista da Axia Investing lembra que nos momentos em que as bolsas estão operando nas máximas a imprensa dá mais visibilidade ao tema, gerando no investidor o chamado medo de perder a oportunidade (FOMO, na sigla em inglês, para Fear of Missing Out), um dos principais vieses estudados no campo de Finanças Comportamentais.

“Normalmente, em momento de topo histórico, o novato paga o ingresso da festa de quem está de saída, é um padrão bastante conhecido”, resume.

O analista lembra que o xadrez global, tarifas, guerras e juros são componentes que movimentam os ativos. “Conhecer um pouco de macro economia pode salvar o novo investidor de perder dinheiro.”

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No atual contexto de crise mais aguda no Oriente Médio, o preço do petróleo tem um impacto muito forte nas economias, com produtos e serviços atrelados ao preço da commodity. Como resultado, o movimento pressiona a inflação, o que repercute na expectativa de corte de juros. “Para a reunião de abril (do Copom), na próxima semana, o mercado ainda trabalha com mais uma redução de 0,25 ponto percentual. Esse cenário, no entanto, segue condicionado à trajetória da inflação.”, comenta Pedrosa da Pequod.  Nos EUA, o mercado adiou a expectativa de corte e projeta  manutenção da taxa na próxima reunião. “Atualmente, a previsão é de apenas um corte de 0,25 ponto percentual ao longo de 2026”, diz.

Títulos longos podem ganhar com queda da Selic, mas é riscos

Mesmo antes dos ataques contra o Irã, Sant’Anna já se mantinha cético em relação o ciclo de corte de juros no País. “Se a Selic cair, penso que será um ajuste fino, mas na casta alta do mercado (bancos, fundos e corretoras)”, diz.

Na visão dele, caso os cortes sigam e cheguem no patamar perto de 10% ao ano, como preveem alguns agentes de mercado ao fim desse ciclo, o movimento do investidor doméstico da renda fixa para a Bolsa seria estimulado. “Mas o cenário é de cautela com o cenário global e o BC sabe disso. É muito melhor manter a Selic em 15% do que baixar agora e ter que voltar a subir”, opina.

Sob a perspectiva do investidor, o analista da Axia diz de que títulos pós-fixados com data de vencimento longa surgem como boas opções, mas, pelo cenário, muito arriscado também. “Renda fixa longa indexada próxima de 15% hoje pode ser um belo diamante em caso de queda da Selic, mas e se não cair? O discurso esvazia”, diz, lembrando que o cenário vem se deteriorando e o Focus vem trazendo piora nas expectativas para 2027.

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Nos prefixados, as melhores oportunidades de precificação já ficaram para trás, porém ainda podem oferecer oportunidade para quem quer colocar risco na carteira. As taxas máximas já caíram, mas para quem se arrisca em títulos mais longos também pode usufruir de uma valorização no caso de os juros realmente caírem. “É possível  vender, fazer um trade com esse título ganhando dinheiro, saindo antes com durations um pouco mais longas de 5 anos”, diz Praça – duration mede quanto o preço de um título reage aos juros, quanto maior, maior a sensibilidade às taxas.

Quando a curva de juros fecha, os títulos longos se valorizam muito mais, via marcação a mercado, em relação aos papeis de vencimento curto, essa é a lógica por trás da opinião do especialista. Em se confirmando um cenário de redução de juros, quem comprou esses papéis agora teria um ganho relevante sem precisar levá-los até o vencimento. Mas a aposta vira uma armadilha se os juros subirem, porque, nesse caso, esses títulos longos perdem valor na mesma proporção.

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Sant’Anna reforça que, neste momento de juros altos, a melhor opção na renda fixa estão nos títulos públicos, já que as debêntures escondem mais incertezas. “O setor privado está sentado em um barril de pólvora e estamos fazendo de conta que está tudo bem, por isso, eu ficaria com o belo Tesouro Direto.”

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Ele também avalia que o dólar, pode compor uma reserva técnica, já que na opinião dele “o real não deverá seguir ganhando força por muito tempo”. A crise no Irã relembra que o câmbio também é muito sensível. Nos primeiros dois dias de mercado após os ataques que decaptaram os líderes do regime iraniano, a moeda norte-americana valorizou mais de 3%.

Eleições dos EUA versus a brasileira. Quem faz mais preço?

Para Marcos Praça da Zero Markets, a nova guerra no Oriente Médio tem o poder de enfraquecer ainda mais o governo de Donald Trump, com resultados ainda imprevisíveis. “Se acontecer algo maior, sem dúvida isso enfraquece os Estados Unidos. Petróleo, tensões e tudo mais acabam impactando o cenário, mas, no fim, isso também pode significar um enfraquecimento relativo dos Estados Unidos e uma migração de capital para outros mercados, incluindo as bolsas de países emergentes”, diz o analista.

Ele lembra que, internamente Trump enfrenta muita resistência e está lidando com reveses na Justiça, como a decisão contra as suas tarifas na Suprema Corte. “Independentemente de Trump ter derrubado a tarifa ou não, continua havendo uma guerra interna e isso enfraquece muito o país. Os Estados Unidos acabam ficando em uma situação financeira mais delicada, porque vão ter que devolver essa grana que estão gastando e a dívida interna está aumentando. Então isso deixa o país em um cenário bem ruim.”

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Para Guilherme Pedrosa, a questão interna dos EUA pode ter um impacto até maior no mercado financeiro brasileiro do que a nossa própria eleição, principalmente quando se coloca na balança o pleito dos EUA de meio de mandato, que vão acontecer em novembro, depois da definição política no Brasil em outubro.

Caso Trump perca a confortável maioria que ele mantém no Congresso hoje, muitos acreditam que ele passará da posição de ataque para a de defesa. E para os países emergentes que hoje surfam a onda das tarifas com o enfraquecimento do dólar, isso seria uma péssima notícia.

“Se os democratas ficam com o Congresso ele vai ter o resto do mandato se defendendo para não acabar sofrendo impeachment, não vai conseguir articular tudo que ele tem articulado nos últimos anos, toda essa questão de tarifas”, avalia Guilherme Pedrosa. “Isso pode fortalecer o dólar, já que ele não vai poder ter todas essas medidas protetivas de controle.”

Uma mudança de política para dólar mais forte terá efeitos sobre o investimento estrangeiro que passará a fazer o caminho de volta, levando a uma queda da Bolsa brasileira.

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