O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, por sua vez, foi de R$ 211,2 milhões no quarto trimestre, um crescimento de 486,9% em relação ao mesmo trimestre de 2024. A margem Ebitda ajustada avançou 13,6 pontos porcentuais, para 16,8% no período.
No quarto trimestre, a companhia também alcançou receita líquida de R$ 1,255 bilhão, alta anual de 11,8%, impulsionada pela recuperação das operações internacionais.
A dívida líquida ficou em R$ 664,9 milhões, ante indicador negativo de R$ 121,8 milhões no mesmo intervalo de 2024. Dessa forma, a alavancagem medida por dívida líquida sobre Ebitda ajustado ficou em 0,8 vez no último trimestre de 2025, contra -0,3 vez na comparação anual.
Na avaliação da Ágora Investimentos, a Alpargatas apresentou um resultado forte no 4T25, superando as estimativas em todas as linhas da demonstração de resultados, o que reflete a continuidade dos ajustes operacionais implementados ao longo do ano, incluindo otimização de preços, maior eficiência fabril, melhorias logísticas e evolução no mix de canais e portfólio, tanto no Brasil quanto no mercado internacional.
“Apesar de o ambiente doméstico ainda apresentar volatilidade e de a execução internacional seguir em processo gradual de maturação, a Alpargatas entra em 2026 com uma estrutura operacional mais robusta, combinando margens brutas em níveis recordes no Brasil, recuperação gradual das operações externas e alavancagem ainda saudável”, afirma.
No entanto, mesmo com esses avanços, a corretora pontua que o papel negocia próximo a 12 vezes o lucro, no limite superior do intervalo do setor, o que sugere assimetria limitada no curto prazo. Nesse contexto, a Ágora mantém recomendação neutra com preço-alvo de R$ 12, refletindo um equilíbrio entre os sinais positivos de eficiência e a falta de catalisadores capazes de destravar valor adicional no curto prazo.
A XP Investimentos, por sua vez, considerou as indicações positivas em todas as frentes, com ganho de participação e entrega de expansão de margem no Brasil, enquanto os resultados internacionais vem melhorando. “Ainda assim, a recente alta do petróleo em meio a tensões geopolíticas acende um sinal amarelo para as dinâmicas de custos rumo ao segundo semestre, enquanto os volumes no Brasil seguem pressionados por dinâmicas macro desafiadoras. Mantemos nossa recomendação neutra”, destaca a corretora, que tem preço-alvo de R$ 15 para o papel.
Para o Citi, os números vieram mistos, com destaque negativo para o aumento nas despesas de vendas e administrativas. Como resultado, o Ebitda ajustado ficou cerca de 2% abaixo da projeção do banco. O banco ressalta assim, que, se as despesas operacionais permanecerem elevadas, é possível que sejam feitas novas revisões de resultados. O Citi tem recomendação de compra para as ações da Alpargatas, com preço-alvo de R$ 13.