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Investimentos

Nvidia bate recordes, mas ações recuam 10% no 1T26: o ciclo de IA ainda vale a aposta?

Após resultado recorde no 4T25, a dúvida dos investidores migrou para uma questão mais difícil: quanto vale continuar apostando na IA?

Por Murilo Melo
Editado por Geovana Pagel

31/03/2026 | 5:30 Atualização: 30/03/2026 | 17:03

Mercados globais operam com cautela após projeções da Nvidia reacenderem dúvidas sobre o ritmo de crescimento da inteligência artificial. (Foto: Adobe Stock)
Mercados globais operam com cautela após projeções da Nvidia reacenderem dúvidas sobre o ritmo de crescimento da inteligência artificial. (Foto: Adobe Stock)

As ações da Nvidia (NVDC34) acumulam queda de cerca de 10% no primeiro trimestre de 2026 (1T26) e são negociadas perto de US$ 196, quase 20% abaixo do recorde registrado em outubro. O movimento chama atenção porque acontece depois de a empresa ter divulgado, em fevereiro, receita recorde de US$ 68,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, com lucro acima das estimativas e margens de 75%. Para os analistas, o mercado simplesmente já havia precificado o sucesso antes de ele ser confirmado e agora exige provas de que o ciclo de inteligência artificial tem fôlego para continuar.

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  • Nem toda empresa de IA vai entregar lucro: como separar as vencedoras das promessas em 2026

No quarto trimestre de 2025 (4T25), a fabricante americana de chips registrou receita de US$ 68,1 bilhões, alta de 73% na comparação anual e de 20% sobre o trimestre anterior, acima do consenso de mercado de US$ 66,19 bilhões. O lucro por ação não-Gaap, indicador ajustado que exclui itens não recorrentes, de US$ 1,62 superou a estimativa média dos analistas em 7,3%. No ano, a receita totalizou US$ 215,9 bilhões, avanço de 65% sobre o exercício anterior.

A divisão de data centers, que concentra a demanda por chips de inteligência artificial, registrou receita de US$ 62,3 bilhões no trimestre, alta de 75% na comparação anual. O CEO Jensen Huang foi direto:

“A demanda por computação está crescendo exponencialmente, o ponto de inflexão da IA agente chegou. A adoção de agentes pelas empresas está disparando.”

Do dia 30 de fevereiro até 30 deste mês, as ações recuaram 7,51% nos dias que se seguiram à divulgação do resultado. Para os analistas, o mercado já havia incorporado um resultado forte às cotações antes mesmo de ele sair.

Bancos elevam projeções e reforçam otimismo com a Nvidia

A resposta dos grandes bancos ao balanço foi, em sua maioria, positiva. O Goldman Sachs reiterou recomendação de compra e manteve preço-alvo em US$ 250, elevando suas estimativas de lucro em cerca de 2%. O banco projeta que a Nvidia alcance receita de US$ 382,9 bilhões em 2027 e US$ 513 bilhões em 2028, números bem acima do consenso de Wall Street. A tese central é de que a empresa vai ampliar sua vantagem competitiva à medida que novos modelos de IA treinados na arquitetura Blackwell cheguem ao mercado.

O JPMorgan foi além e elevou seu preço-alvo de US$ 250 para US$ 265, mantendo recomendação overweight. O movimento foi motivado pela qualidade do guidance e pela forte adoção dos chips da Nvidia pelas grandes empresas de computação em nuvem. O Morgan Stanley entrou no resultado com alta confiança, com o analista Joseph Moore afirmando que o guidance de US$ 72 bilhões para o trimestre seguinte era “seguro” e que a demanda por computação para IA permanece forte, sem sinais de desaceleração.

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O Bank of America revisou suas estimativas de lucro por ação para os próximos anos e manteve recomendação de compra com preço-alvo de US$ 275. A Wedbush, que entrou no resultado com alvo de US$ 230, também adotou postura mais otimista e elevou sua projeção para o mesmo patamar. Na ponta mais ousada está a Evercore ISI, com preço-alvo de US$ 352, o maior entre as casas que cobrem o papel. O consenso médio de 12 meses entre mais de 40 analistas ficou em torno de US$ 256,50, com recomendação predominante de strong buy.

Valuation pressionado exige prova de continuidade

Para Igor Nascimento, administrador e especialista em investimentos, o balanço confirmou que a empresa opera em ritmo acelerado, mas a reação mais contida das ações diz muito sobre o momento do papel.

“Resultados positivos por si só já não bastam: é preciso surpreender acima de um patamar de expectativa cada vez mais elevado”, afirma.

Segundo ele, o ciclo de IA entrou em uma fase de expansão estrutural, mas ainda concentrada em poucos grandes compradores. “O foco da dúvida está em saber se esse investimento será convertido em receita na mesma velocidade em que está sendo feito”, diz Nascimento.

O especialista também aponta que, com grande parte do otimismo já refletido nos preços da Nvidia, cresce o interesse por outros segmentos que também se beneficiam do avanço da IA. “A tendência é que a geração de valor da IA se espalhe progressivamente por diferentes segmentos da economia digital, como infraestrutura, data centers, energia, software corporativo e automação industrial”, observa.

Leonardo Andreoli, especialista em investimentos da Hike Capital, reforça a leitura de que a pergunta do mercado mudou de patamar. Para ele, o guidance forte reduz o risco de uma desaceleração abrupta no curto prazo, mas não resolve a questão central.

“A percepção de risco mudou de ‘vai desacelerar?’ para ‘vale a pena investir tanto?’. Esse é um shift importante. O guidance ajuda no curto prazo, mas não resolve a principal dúvida do ciclo”, avalia Andreoli.

O especialista da Hike Capital também levanta um alerta sobre o modelo de negócios das grandes empresas de tecnologia. “O que antes era um modelo altamente escalável e leve em ativos passa a exigir investimentos pesados em infraestrutura física, o que tende a reduzir retorno sobre capital ao longo do tempo”, diz.

Na sua visão, o melhor posicionamento hoje está na base da cadeia produtiva. “Energia, transmissão, resfriamento, conectividade e equipamentos industriais não são opcionais, são pré-requisitos para que a IA funcione. Isso cria uma demanda muito mais previsível e menos dependente de narrativa”, aponta Andreoli.

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Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, compartilha o diagnóstico. Para ele, o balanço confirmou força estrutural, mas o valuation já embute expectativas muito elevadas. “O investidor agora exige evidência de continuidade, não apenas surpresa pontual”, diz.

Sobre a sustentabilidade dos gastos das hyperscalers (grandes empresas de computação em nuvem), Lima é direto:

“Margens comprimidas nas big techs seriam o primeiro sinal de estresse”. E sobre o papel em si, o analista é pragmático: “Nvidia é qualidade, mas já não é assimetria óbvia”.

O risco que ninguém ignora

Enquanto os números seguem positivos, uma série de fatores mantém os investidores em alerta. A concorrência avança: a AMD (fabricante rival de chips) deve lançar um novo servidor de IA topo de linha ainda em 2025 e já fechou acordos com grandes clientes da Nvidia, incluindo a Meta. O Google, por sua vez, firmou parceria para fornecer à Anthropic (criadora do chatbot Claude) seus chips próprios, as TPUs (Unidades de Processamento Tensorial), e negocia o fornecimento desses processadores à Meta. As grandes empresas de tecnologia, de forma geral, intensificam o desenvolvimento de hardware proprietário para reduzir a dependência de fornecedores externos.

Os especialistas também afirmam que há, ainda, o risco de concentração de receita. O ciclo atual depende, em larga medida, das decisões de investimento de um grupo restrito de empresas. Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34), Amazon (AMZO34) e Meta (M1TA34) devem destinar ao menos US$ 630 bilhões em 2025, com a maior parte voltada a data centers e processadores. Se esse grupo ajustar o ritmo, os analistas dizem que o efeito tende a ser imediato.

Múltiplo abaixo do S&P 500: oportunidade ou armadilha?

Com as ações acumulando queda de cerca de 10% no primeiro trimestre de 2026 e recuando quase 20% em relação ao fechamento recorde de outubro, a Nvidia chegou a ser negociada ao menor múltiplo de preço sobre lucro (p/l) desde antes do lançamento do ChatGPT, em 2023. O papel chegou a operar a cerca de 19,6 vezes o lucro esperado para os próximos 12 meses, abaixo do múltiplo agregado do S&P 500 (índice que reúne as 500 maiores empresas norte-americanas), que ficou em torno de 20.

Isso chama atenção porque empresas com crescimento mais acelerado costumam ter múltiplos mais altos. Analistas consultados pela agência de notícias Reuters projetam crescimento de lucro superior a 70% para a Nvidia no atual ano fiscal, contra cerca de 19% para o conjunto das empresas do S&P 500. Art Hogan, estrategista-chefe da B. Riley Wealth, sintetizou bem a situação:

“Negociando a um múltiplo abaixo do S&P 500, acho que é uma decisão fácil.”

O pano de fundo de curto prazo não ajuda. As quedas recentes também têm origem em tensões geopolíticas no Oriente Médio, que elevam o petróleo, alimentam preocupações com inflação e reacendem a discussão sobre juros altos por mais tempo. Mesmo assim, desde o lançamento do ChatGPT, as ações da Nvidia acumulam alta superior a 1.000%, e os analistas seguem elevando estimativas de crescimento de lucros futuros.

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A questão que o mercado agora tenta responder não é se a Nvidia é uma grande empresa. Isso, segundo os analistas, já está provado. A pergunta é se, ao preço atual, ela ainda oferece uma boa relação entre risco e retorno, ou se o melhor do ciclo já ficou para trás. Por enquanto, os números do 4T25 dizem que o ciclo continua vivo. O que vem depois depende de quanto as big techs estão dispostas a gastar, e de quanto desse gasto vai, de fato, se converter em resultado.

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