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Os mercados globais encerraram a terça-feira (5) com viés mais construtivo, apoiados pela redução das preocupações em torno das tensões geopolíticas e de seus possíveis impactos sobre a oferta de energia. A queda de mais de 4% do contrato futuro do petróleo contribuiu para aliviar parte das pressões inflacionárias globais e favoreceu a acomodação dos rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo americano).
Nesse ambiente, as bolsas em Nova York fecharam em alta, enquanto o dólar apresentou comportamento mais contido frente às principais moedas, refletindo maior apetite ao risco.
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No Brasil, o cenário externo mais benigno se combinou à leitura da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que reforçou uma postura cautelosa e gradual na condução da política monetária, sem mudanças relevantes no cenário-base para a Selic (taxa básica de juros).
O fechamento da curva de juros ajudou a sustentar o mercado acionário ao longo da sessão, especialmente ações mais ligadas à economia doméstica, enquanto o câmbio foi favorecido pelo diferencial de juros e pela entrada de fluxo estrangeiro.
Ao fim do pregão, o Ibovespa avançou 0,62%, aos 186.754 pontos, com giro financeiro de R$ 25,9 bilhões. Já o dólar recuou 1,12% frente ao real, encerrando o dia cotado a R$ 4,91, em linha com o ambiente externo mais favorável.
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