A Tenda (TEND3), uma das maiores construtoras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), teve lucro líquido consolidado de R$ 183,4 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa um salto de 114,5% em relação ao mesmo período de 2025.
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A Tenda (TEND3), uma das maiores construtoras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), teve lucro líquido consolidado de R$ 183,4 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa um salto de 114,5% em relação ao mesmo período de 2025.
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A melhora no resultado da construtora veio após ampliar os lançamentos e as vendas ao longo dos últimos trimestres, atingindo receita recorde e diluição de custos, o que levou à melhora das margens.
“Nossos resultados foram muito bons, fruto do crescimento das operações e de uma execução bem sucedida”, afirmou o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Luiz Maurício Garcia.
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Os ganhos vieram da Divisão Tenda (baseada em empreendimentos em concreto), que teve um lucro de R$ 216,2 milhões. A margem bruta ajustada da Tenda foi de 37,9%, alta de 1,6 pontos porcentuais.
A divisão Alea (baseada em estruturas pré-moldadas de madeira) gerou prejuízo de R$ 32,8 milhões. A margem bruta de Alea foi negativa em 1,2%. A Alea cresceu demais e teve estouros de orçamentos, o que levou a uma reorganização do negócio ano passando, enxugando o número de canteiros.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado e ajustado somou R$ 256,7 milhões no primeiro trimestre, subida de 67,9% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada chegou a 21,7%, aumento de 4 pontos porcentuais. O critério “ajustado” exclui juros capitalizados, despesas com planos de ações e minoritários.
A receita líquida consolidada totalizou R$ 1,185 bilhão, patamar recorde, expansão de 36,9%, em função do aumento do número de apartamentos vendidos, evolução das obras e também do crescimento do preço médio por unidade. Neste começo do ano, as moradias foram comercializadas por R$ 239,9 mil, em média, alta de 8,4% na comparação anual.
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As despesas operacionais (vendas, gerais e administrativas) consolidadas aumentaram 31,3%, totalizando R$ 176,2 milhões. Já o resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras) ficou negativo em R$ 37,2 milhões, crescimento de 14,9%.
A Divisão Tenda teve geração de caixa de R$ 129,5 milhões no trimestre, enquanto a Divisão Alea registrou queima de caixa de R$ 17,4 milhões – dado que, se for anualizado, fica abaixo da meta de R$ 60 milhões a R$ 80 milhões no ano. A dívida líquida do grupo foi a R$ 324,9 milhões no começo deste ano, subida de 22% ante o fim do ano passado.
O diretor Financeiro ressaltou que a Tenda está “bem protegida” contra o aumento dos custos no setor de construção. Para este ano, a companhia fez uma provisão de inflação de 7% mais um adicional de 4% para imprevistos.
Além disso, as parcelas pré e pós-chaves dos clientes são corrigidas pela inflação. Garcia também observou que o grupo foi ágil na elevação do preço de venda dos imóveis, criando uma ‘gordura’ que ajuda a absorver esses impactos.
“Estamos bem protegidos para esse risco [de alta de custos] que está se materializando, porque adotamos uma postura mais conservadora”, declarou. Assim, a margem do resultado dos exercícios futuros (Margem REF) subiu de 41,9% no fim do ano passado para 42,2% no começo deste ano.
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*Com informações do Broadcast (Circe Bonatelli)
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