A Genial Investimentos destacou que a Klabin (KLBN11) reafirmou, em reunião com analistas na sexta-feira (15) a confiança nas projeções (guidance) de custo de caixa total de R$ 3.200 a R$ 3.300 por tonelada em 2026.
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A Genial Investimentos destacou que a Klabin (KLBN11) reafirmou, em reunião com analistas na sexta-feira (15) a confiança nas projeções (guidance) de custo de caixa total de R$ 3.200 a R$ 3.300 por tonelada em 2026.
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Embora o custo do primeiro trimestre tenha sido de R$ 3.342 por tonelada, a corretora disse que o número foi distorcido pela parada programada de 14 dias em Monte Alegre (PR), com custo direto de R$ 124 milhões, e não deve ser tomado como referência de taxa de execução (run-rate). Excluídos o efeito da parada e os ganhos com venda de terrenos, a empresa estimou taxa de execução limpa de cerca de R$ 3.280 por tonelada.
Em relatório, os analistas Igor Guedes e Luca Vello apontam que petróleo e frete seguem como principal risco de alta, com sensibilidade de menos R$ 30 milhões por trimestre para cada avanço de US$ 10 por barril no Brent, segundo a companhia.
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A Genial, porém, citou fatores compensatórios, como contratos renegociados, normalização da soda cáustica após interrupções de oferta em 2025 e dólar ante o real mais suave, que também reduz preços de insumos.
Ainda assim, manteve sua estimativa no topo do guidance, em R$ 3.300 por tonelada, destacando que custos de fibra subiram 11% ante o último ano no primeiro trimestre e não devem ceder de forma relevante no curto prazo, segundo a administração.
Na visão da Genial, ganhou peso a discussão sobre o relação de compromisso (trade off) entre exportar kraftliner e direcionar o produto para integrar e vender caixas de papel ondulado no Brasil.
A CFO, Gabriela Woge, afirmou que não há divisão fixa e que a decisão é mensal, com base na lucratividade marginal entre exportação e integração. A corretora destacou que dados da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) indicaram alta de 10% ante o último ano na demanda por caixas no primeiro trimestre.
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A Genial também destacou os esclarecimentos sobre a monetização florestal, dividida entre vendas de terras do Projeto Caetê e parcerias via Sociedade de Propósito Específico com instituições financeiras.
A corretora apontou que, de cerca de 20 mil hectares identificados para monetização potencial, 5 mil hectares já foram vendidos, incluindo 1.571 hectares no primeiro trimestre a R$ 63 mil por hectare. A Genial afirma que restariam cerca de 15 mil hectares, o que implicaria aproximadamente três anos de runway e adicionaria ganho de eficiência de custos de mais R$ 100 por tonelada em 2026.
Em desalavancagem, a Klabin registrou 3,3 vezes dívida líquida sobre Ebitda em dólar e 3,1 vezes em reais no primeiro trimestre, queda de 0,2 vez em relação ao trimestre anterior.
A administração reiterou meta de cerca de 2,5 vezes em 18 a 24 meses, com a perspectiva de redução de investimentos à medida que se encerra o capex da caldeira de Monte Alegre, com cerca de R$ 700 milhões restantes em 2026. A CFO expressou otimismo cauteloso de que a inflexão do fluxo de caixa livre deve ficar mais visível a partir de meados de 2027.
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A Genial afirmou que a história de capital segue desafiadora e citou a visão da administração de que a comparação com a Suzano é injusta, dado que a capacidade de celulose da Klabin é um décimo e o mix de produtos é diferente. A CFO disse que a equipe busca reforçar comparações com produtores europeus e americanos de papel cartão revestido e containerboard.
A Genial manteve recomendação de compra para a Klabin, com preço-alvo de 12 meses de R$ 21,00, com potencial de alta de 28%.
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