O banco mantém recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de US$ 18 para os American Depositary Receipt (ADRs), o que implica potencial de alta de cerca de 9% em relação ao último fechamento.
Segundo o banco, a companhia trabalha em uma agenda para destravar até US$ 4 trilhões em potencial de investimento que teria ficado de fora principalmente por preocupações passadas com ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança).
De acordo com o CFO, Marcelo Bacci, a Vale já teria destravado US$ 2 trilhões, mas ainda haveria espaço para avançar. Ele também afirmou que a conversa com investidores passou a ter um viés mais estruturalmente voltado ao operacional, com foco maior em Metais Básicos e menor em macroeconomia e política no Brasil e outros temas não centrais.
Na frente de Metais Básicos, o banco destaca que a Vale tem reforçado que o crescimento está direcionado aos ativos de cobre. A empresa tem seis projetos no pipeline que podem elevar a produção de 350 ktpa para 700 ktpa. Desses seis, cinco ficam em Carajás, e o primeiro a avançar é Bacaba, que já está em andamento.
A estimativa de capex (investimento) para o conjunto de projetos, segundo a administração, deve chegar a US$ 5 bilhões, o que implicaria intensidade de capex abaixo de US$ 15 mil por tonelada. A expectativa é de que relatórios técnicos de alguns desses projetos saiam no segundo semestre de 2026.
Sobre níquel, o relatório aponta que a estratégia está centrada na execução dos ativos operacionais e em aproveitar o ambiente de preços altos. A administração reconhece incerteza sobre o que ocorrerá com oferta e demanda de níquel, dada a dependência das restrições de oferta da Indonésia, e com os preços, mas afirma que o foco está em reduzir custos, com ajuda dos preços fortes de subprodutos. Em uma visão de longo prazo, o negócio de níquel é descrito como menos estratégico do que o de cobre.
Em minério de ferro, o banco observa que os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre custos têm sido uma preocupação de investidores. Ainda assim, o banco diz que os custos de frete são majoritariamente baseados em contratos, representando 75%, o que reduz a exposição a preços à vista. Para o próximo ano, a Vale já teria estruturado contratos para garantir 90% de sua fatia contratada de fretes.
Por fim, sobre retorno ao acionista, o relatório afirma que, ao ser questionado sobre dividendos em comparação a recompras, Bacci disse que a decisão busca maximizar a eficiência da estrutura de capital e o retorno ao acionista. A estratégia de recompras tende a ser mais contínua e em escala menor, sem risco de impactar drasticamente o preço das ações.
A administração também deixou claro que não há foco em fusões e aquisições de cobre, por avaliar que os ativos são caros demais ou menos competitivos, e reiterou a disciplina de alocação de capital.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast