• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

Busca por independência financeira pode evitar relações abusivas

Casos de violência como Pamella Holanda, vítima do DJ Ivis, mostram a relevância de falar sobre finanças

Por Rebeca Soares

19/07/2021 | 3:00 Atualização: 21/09/2022 | 17:22

Mulheres que conquistam independência financeira têm menos chances de sofrer abusos (atributo alt: imagem mostra mulher de cabelos compridos sorrindo e encostada em uma parede branca.) (Foto: Douglas Rebouças)
Mulheres que conquistam independência financeira têm menos chances de sofrer abusos (atributo alt: imagem mostra mulher de cabelos compridos sorrindo e encostada em uma parede branca.) (Foto: Douglas Rebouças)

Os casos de violência doméstica não são raros no País. No entanto, desde a última semana, os brasileiros se uniram nas redes sociais em defesa de Pamella Holanda, vítima de agressões do ex-marido Iverson de Souza Araújo, conhecido como DJ Ivis.

Leia mais:
  • Saiba se você está em uma relação abusiva e o impacto nas suas finanças
  • Número de mulheres na Bolsa ultrapassa a marca de 1 milhão
  • Sem medo da crise, mulheres lideram alta de investidores na B3
  • A revolução das fintechs está deixando as mulheres de fora
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Apesar desse tipo de tragédia afetar mulheres de diferentes classes sociais, religião e nível de conhecimento, a educação e a independência financeira podem ser recursos para ajudar na redução dos casos.

Independência financeira como mecanismo de defesa

Na visão dos analistas, fazendo as próprias escolhas financeiras as mulheres estão menos sujeitas a relacionamentos abusivos domésticos ou até situações de abuso no ambiente de trabalho.

O aumento da participação de mulheres entre o número de investidores na Bolsa estampa um avanço para essa trajetória de inclusão. O número de contas de mulheres na B3 ultrapassou a marca de um milhão este ano, chegando a 1.050.717 em julho.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Entre as investidoras na Bolsa brasileira, 48,7% delas têm perfil agressivo e 45,29% classificam-se no tipo moderado. A B3 não inclui outros gêneros na pesquisa.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela assessoria de investimentos iHub com informações da bolsa brasileira. Sobre a ocupação das investidoras, elas ficam divididas da seguinte forma:

  • autônomas (20,67%);
  • administradoras (8,23%);
  • empresárias (7,64%);
  • aposentadas (5,26%);
  • advogadas (4,41%).

Exemplos de quem conquistou a independência financeira

A psicóloga e administradora Marleide Rocha, 42 anos, relata que começou a investir por influência de conversas com amigos e pacientes que trabalham no mercado financeiro.

Inicialmente, a preocupação era só com o longo prazo e todas as reservas eram voltadas para essa finalidade. “Quando decidi expandir o meu consultório, percebi que eu poderia investir e tomar um risco um pouco maior visando maior rendimento”, diz.

Assim como ela identificou a necessidade de cuidar das finanças e cuidar mais da independência financeira para realizar seus próprios objetivos, Rocha descreve que lidou com uma série de pacientes que sentiam na pele como “o dinheiro pode servir como uma ferramenta de dominação”.

Publicidade

“Ouvi sobre muitas mulheres ficarem reféns de relacionamentos abusivos por conta da dependência financeira após abdicarem da carreira para se dedicarem à casa e aos filhos”, afirma. Ela complementa que a dificuldade da fuga de uma relação como essa acontece, muitas vezes, pela falta de recursos da vítima; por isso, vale investir em educação financeira desde cedo.

A experiência da brasileira Gláucia Varago, 44 anos, estampa essa realidade da busca pela independência financeira. Há cerca de três anos ela trabalha como assistente pessoal nos Estados Unidos, mas vive em terras norte-americanas há pelo menos quinze anos.

Ela explica que só começou a pensar sobre investimentos depois de sair de uma relação abusiva. Durante cinco anos ela foi casada com um homem que lidava com problemas de alcoolismo, mas era o responsável financeiro da família.

Com os abusos psicológicos em casa, Varago desenvolveu quadro de ansiedade, o que desencadeou uma série de efeitos psicossomáticos em seu corpo, como distúrbios hormonais e suspeita de doenças degenerativas. “Fiquei com medo de como aquilo poderia afetar a minha saúde mental. O avanço desse quadro poderia até me afastar da minha própria filha”, diz.

Publicidade

Motivada pelo pensamento sobre o seu e o da filha, hoje de 9 anos, passou a trabalhar para alcançar a independência financeira e acumular patrimônio visado para o longo prazo.

“Comecei a pesquisar sobre investimentos para ter uma aposentadoria confortável e garantir o futuro da minha menina”, afirma Varago. “Acompanho as notícias do mundo econômico e recebo orientação de profissionais brasileiros e americanos, o que me fez ter um pouco mais de segurança.”

Seis anos depois do primeiro investimento, e separada há cinco, ela conta que hoje já faz aplicações até em criptomoedas, um dos segmentos de maior risco e alta volatilidade do mercado.

Mudanças de cultura entre investidores

Para a educadora financeira Luciana Ikedo, a influência masculina nas decisões financeiras ainda é muito presente. “Até a década de 1960, as esposas precisavam da autorização do marido para abrir uma conta bancária. Essa relação não muda de um dia para o outro, apesar dos avanços recentes”, afirma Ikedo.

Ela destaca que o número de investidores com menos de 15 anos de idade possui apenas 11% de diferença entre os dois gêneros, com predominância masculina. Por outro lado, considerando a faixa etária de 26 a 45 anos, o número de contas de homens é superior ao de mulheres em 47,75%.

Publicidade

Para a especialista, a diferença significa que as gerações mais novas devem ter mais igualdade entre os investidores.

“Com as mulheres no controle de suas finanças, diminuem as chances de serem vítimas de um relacionamento abusivo. Essa preocupação já é vista pelas gerações mais novas”, ressalta Ikedo.

Com 24 anos de atuação em finanças, a educadora afirma que a maior parte de suas clientes e seguidoras são mulheres, tornando-a mais otimista em relação ao aumento de participação ativa no mercado financeiro.

O trabalho de prevenção de abusos e a conscientização da independência financeira deve acontecer desde a infância. “É de suma importância conversar com as meninas mais jovens sobre dinheiro, finanças e investimentos. Dessa forma, quando crescerem, elas terão o conhecimento para fazer as próprias escolhas”, diz Ikedo.

Perfil das mulheres na Bolsa brasileira

O aumento de apetite ao risco entre os investidores foi resultado da maior disponibilidade de informações na internet e da baixa taxa de juros durante a crise do coronavírus.

Publicidade

A afirmação é de Tatiana Tribiolli, assessora de investimentos da iHUB. “Apesar de a realidade financeira dos brasileiros ainda ser muito delicada, a mentalidade de poupar e investir está mudando por conta da maior facilidade de adquirir conhecimento”, afirma.

Segundo Tribiolli, com o conteúdo sobre finanças mais acessível e elas tomando mais protagonismo no mercado de trabalho, o número de mulheres na Bolsa (27,71% do total) tende a crescer nos próximos anos, indicando a necessidade da busca pela independência financeira.

Mesmo com o perfil feminino nos investimentos, muitas mulheres ainda têm características conservadoras na hora de aplicar o dinheiro, segundo os especialistas. O comportamento reflete uma insegurança para iniciar a compra e venda de ações na Bolsa de valores.

“Analisando a população feminina em geral, ainda encontramos um forte conservadorismo em relação ao investimento em ações”, diz Annalisa Dal Zotto, planejadora financeira e sócia da gestora de patrimônio ParMais.

Publicidade

Dal Zotto complementa que as mulheres que iniciaram os investimentos em renda variável já pesquisaram bastante sobre o mercado financeiro ou confiam em alguém com maior conhecimento, como uma empresa de gestão ou mesmo o parceiro.

[—#{“ESTADAO-CONTEUDO-INFOGRAFICO”:[{“ID”:”zxrK8Q”,”PROVIDER”:”UVA”}]}#—]

Uma das razões para a discrepância é a desigual divisão de atividades domésticas e a maternidade. “Em geral, as mulheres conseguem o amadurecimento na carreira entre 40 e 50 anos. Os homens, com 30 a 40 anos, já conseguem altos salários porque não são interrompidos com a maternidade”, destaca Dal Zotto.

Segundo o sócio-fundador da iHUB, Daniel Funabashi, a diferença na porcentagem de participação nos investimentos deve diminuir porque as mulheres estão buscando mais independência financeira e chegando a cargos mais altos, se comparado a anos anteriores.

Apesar disso, não há expectativa nos próximos horizontes para a igualdade ou dominância feminina.

Segurança financeira entre investidoras

No Brasil, 45% das mulheres têm as finanças controladas pelo parceiro, segundo dados do relatório Investor Watch, realizado pela UBS em 2019 (mais recente disponível). Entre as mulheres de 20 a 34 anos, 40% as delegam para o cônjuge.

Já entre as que dividem ou não compartilham a administração das finanças, os principais motivos para fazerem as escolhas sobre o dinheiro são a confiança para tomar decisões, não ter surpresa com o orçamento em caso de separação ou morte e saber o que está acontecendo com a carteira em caso de uma crise financeira.

O Investor Watch foi produzido a partir das respostas de 3,7 mil mulheres casadas, viúvas e divorciadas. A média global de mulheres que têm ou tiveram as finanças controladas pelo cônjuge é de 58%. O levantamento foi feito pela UBS com cidadãs da Alemanha, Brasil, Estados Unidos, Hong Kong, Itália, México, Reino Unido, Cingapura e Suíça.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Bolsa de valores
  • Conteúdo E-Investidor
  • Finanças
  • Investimentos
  • Perfil de investidor
Cotações
16/04/2026 10h52 (delay 15min)
Câmbio
16/04/2026 10h52 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem IOF, cartões com criptos avançam no Brasil e prometem taxa de câmbio menor

  • 2

    Ibovespa ronda os 200 mil pontos: com rali em 2026, é hora de olhar mais para a Bolsa?

  • 3

    Por que o Ibovespa anda em duas direções? Entenda o que mantém o índice em alta enquanto ações locais caem

  • 4

    Ibovespa bate 18º recorde do ano e se aproxima dos 200 mil pontos

  • 5

    Dólar abaixo de R$ 5, menor nível desde 2024: é hora de comprar? Veja como aproveitar

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Logo E-Investidor
IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Imagem principal sobre o IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Logo E-Investidor
IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Imagem principal sobre o O que é um feriado forense?
Logo E-Investidor
O que é um feriado forense?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Logo E-Investidor
FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Imagem principal sobre o FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o 8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Logo E-Investidor
8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Últimas: Comportamento
Não é hobby: o que bilionários tratam como estratégia (e quase ninguém copia)
Comportamento
Não é hobby: o que bilionários tratam como estratégia (e quase ninguém copia)

Relatório do JPMorgan com mais de 100 bilionários mostra que leitura, disciplina e gestão do tempo estão no centro da construção de riqueza no longo prazo

14/04/2026 | 17h47 | Por Preston Fore, da Fortune
Quer parecer rico? As redes sociais estão ensinando isso, mas é preciso ter limite
Comportamento
Quer parecer rico? As redes sociais estão ensinando isso, mas é preciso ter limite

Diversas contas populares oferecem dicas sobre como alcançar um visual "de família tradicional"; veja por quê

12/04/2026 | 05h30 | Por Guy Trebay, do The New York Times
Nem bilionários escapam: turbulência nas Bolsas já apagou US$ 255 bilhões em 2026
Comportamento
Nem bilionários escapam: turbulência nas Bolsas já apagou US$ 255 bilhões em 2026

Seis dos 10 mais ricos do mundo já acumulam perdas bilionárias em 2026, com tombo de ações de tecnologia e dúvidas sobre o boom da IA

09/04/2026 | 16h18 | Por Preston Fore, da Fortune
FMI alerta que guerra infla dívida e afeta PIB mais que crise financeira e ambiental
Comportamento
FMI alerta que guerra infla dívida e afeta PIB mais que crise financeira e ambiental

A atividade econômica em países em guerra cai cerca de 3% no início do confronto, e as perdas acumuladas chegam a aproximadamente 7% em cinco anos

08/04/2026 | 15h20 | Por Aline Bronzati

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador