• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Educação Financeira

Como regularizar imóvel comprado com contrato de gaveta e os perigos de não fazer nada

Situação complica ainda mais se o comprador do bem já faleceu; confira os documentos necessários

Por Janize Colaço

26/09/2024 | 13:35 Atualização: 28/09/2024 | 9:03

Contratos de gaveta dificultam herdeiros já que o bem não pode ser incluído imóvel no inventário automaticamente. Foto: Adobe Stock
Contratos de gaveta dificultam herdeiros já que o bem não pode ser incluído imóvel no inventário automaticamente. Foto: Adobe Stock

O pai de Erica Vieira comprou a casa em que a família vive há mais de 35 anos. Numa negociação que valeu a palavra do vendedor e a do comprador, ambos chegaram a um acordo sem que o meio jurídico adequado fosse acionado. Isso se entende como contrato de gaveta — e pode causar dores de cabeça aos seus proprietários e até para os herdeiros. No caso de Vieira, seu pai hoje é falecido e há dúvidas sobre qual o melhor caminho para regularizar o imóvel.

Leia mais:
  • Usucapião de herança: como se tornar dono de imóvel sem pagar
  • Você tem 90 dias para regularizar investimentos no exterior
  • A lição que os casos de Gusttavo Lima e Deolane deixam a investidores
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

  • ‘Estão fazendo usucapião no meu imóvel’: como comprovar se há ilegalidade?

Ao E-Investidor, ela escreveu buscando por essa informação e não forneceu mais detalhes do caso da sua família. Mesmo assim, advogados consultados explicaram como funcionam os acordos informais de compra e venda de imóveis e os riscos associados. Além disso, eles orientam quais são os passos e documentos necessários para regularizar um contrato de gaveta.

Só que irregularidades em imóveis como no caso da família de Vieira não são isolados. Com dados referentes a 2019, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional revelou que metade dos imóveis do País têm algum tipo de irregularidade: dos 60 milhões de propriedades no meio urbano, cerca de 30 milhões não tinham documentos legais, como a escritura.

A pasta não atualizou esse cenário desde então, mas as estatísticas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que novos processos envolvendo contratos de gaveta cresceram 42% de 2020 a 2023, passando de 1.352 para 1.929 novas ocorrências. Também no mesmo período, a quantidade de casos envolvendo o bloqueio de matrícula — que impede alterações na matrícula do imóvel até a solução de uma pendência judicial — avançaram 40%. Veja mais detalhes abaixo:

Publicidade

Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

O que é um contrato de gaveta e qual é o seu risco?

Aquele acordo informal, no qual só há algum tipo de registro ou reconhecimento de firma sobre a negociação, ou às vezes nem isso, é o que se chama de contrato de gaveta. “Pode ser considerado válido entre as partes, mas esse acordo não confere ao comprador a propriedade legal do imóvel“, explica Laísa Santos, advogada especializada em Direito de Família e Planejamento Sucessório.

Ela destaca que, no ordenamento jurídico, o Código Civil estabelece que a transferência da propriedade só ocorre com a inscrição do título no Cartório de Registro de Imóveis. Sem esse documento, há o risco de o proprietário inicial vender o imóvel novamente a outro comprador. Por isso, especialistas alertam que em disputas judiciais, se houver apenas o contrato de gaveta, corre-se o risco de o imóvel ainda ser considerado de propriedade do vendedor.

“A ausência de registro implica que o comprador não adquire a propriedade, o que o deixa vulnerável”, aponta Kevin de Sousa, advogado e especialista em Direito Imobiliário e membro do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário (Ibradim).

Mas além do risco de perder a casa, o contrato de gaveta pode impossibilitar financiamentos. “Sem o registro da propriedade, o bem não pode ser utilizado como garantia para operações financeiras”, diz Souza. Por outro lado, ele alerta que a responsabilidade pelas dívidas e impostos incide sobre o nome da pessoa em que consta a matrícula do imóvel. “Com isso, as obrigações legais, em teoria, permanecem com o vendedor. Na prática, o comprador [quem mora no imóvel] costuma arcar com tais encargos”, diz, referindo-se a tributos como o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

  • Financiamento de imóveis: as pedras no caminho para comprar a casa própria

Regularizar o contrato de gaveta ou pedir usucapião?

Na avaliação dos especialistas, a regularização de um contrato de gaveta é a solução mais segura e rápida. A advogada Laís Santos recomenda a formalização por meio da lavratura de escritura pública e registro do imóvel. “Essa medida elimina riscos de disputas, como a revenda a terceiros ou dificuldades na transmissão por herança“, explica.

Publicidade

Vale dizer que esse caminho torna-se possível quando há consenso entre as partes. Se for essa a situação, a regularização demanda os seguintes passos:

  • 1º – Lavratura da escritura pública: as partes devem comparecer ao Tabelionato de Notas para formalizar a transação;
  • 2º – Registro no Cartório de Registro de Imóveis: após a escritura, o comprador deve registrar o imóvel no cartório competente.

Documentos necessários:

  • Documento de identidade e CPF de ambas as partes;
  • Certidão de casamento ou união estável, se aplicável;
  • Certidão de matrícula atualizada do imóvel;
  • Certidão negativa de débitos fiscais como o IPTU e ITBI;
  • Comprovantes de quitação do imóvel (se houver financiamento).

Entretanto, quando não há acordo entre as partes, a usucapião pode se apresentar alternativa viável. Gustavo Costa, co-fundador e sócio da Herdei, frisa que nessa situação o caso pode ser submetido à avaliação judicial. “O inventário da posse do imóvel pode ser feito como o pedido de usucapião, judicial ou extrajudicial. Existem várias soluções, mas o melhor caminho sempre será registrar o contrato na matrícula do imóvel.”

  • Veja também: ‘Meu companheiro abandonou o lar’: é possível reivindicar o direito de usucapião familiar?

Como regularizar contrato de gaveta quando há falecidos envolvidos?

Acontece que o pai de Erica Vieira, leitora que escreveu para o E-Investidor, já faleceu. Quando situações do tipo acontecem, os herdeiros não podem incluir o imóvel no inventário automaticamente, pois permanece registrado em nome do vendedor.

Segundo Costa, da Herdei, a primeira opção para os herdeiros, se o vendedor estiver vivo, consiste em buscar a regularização consensual. “Os herdeiros devem inventariar a posse do imóvel e formalizar essa posse”, explica. Isso pode ser feito por meio da escritura pública e posterior registro no cartório, desde que se comprove que o pagamento foi integral.

  • Veja: como esta enfermeira conquistou um apartamento de luxo em SP com usucapião

Caso o vendedor tenha falecido ou se recuse a formalizar o contrato de gaveta, os herdeiros podem seguir pela adjudicação compulsória extrajudicial. A Lei nº 14.382/2022 abre a possibilidade de transferir a propriedade diretamente no cartório, desde que haja a comprovação de que o falecido comprador realmente quitou o valor integral do imóvel. Para isso, os advogados recomendam os seguintes passos:

  • 1º – Início do procedimento no cartório: o comprador ou herdeiros devem solicitar a adjudicação no Cartório de Registro de Imóveis, apresentando a documentação necessária;
  • 2º – Exame e conclusão: o cartório verifica os documentos e, se todos os requisitos forem atendidos, realiza a transferência da propriedade.

Documentos necessários:

  • Contrato de gaveta ou promessa de compra e venda;
  • Prova de quitação integral do valor do imóvel;
  • Notificação ao vendedor, demonstrando a tentativa de formalização;
  • Certidão de matrícula do imóvel.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Contrato
  • herdeiro
  • imóvel
  • Inventário
  • Usucapião
  • venda imóvel
Cotações
25/04/2026 10h32 (delay 15min)
Câmbio
25/04/2026 10h32 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Dólar abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos: viajar agora ou esperar? Veja se vale a pena comprar

  • 2

    O novo luxo: como itens raros, de guitarras a vinhos, viraram símbolo de status entre bilionários

  • 3

    FIIs com dívida 3 vezes acima da média acendem alerta — veja os 7 mais alavancados

  • 4

    Ibovespa nas máximas: investir agora ou esperar queda? Veja a estratégia usada pelos especialistas

  • 5

    Renda fixa digital tem rentabilidade média de 19%: entenda como funciona e quais são os riscos

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Tem mais de 60 anos? Veja 3 benefícios que idosos podem aproveitar
Logo E-Investidor
Tem mais de 60 anos? Veja 3 benefícios que idosos podem aproveitar
Imagem principal sobre o Trabalho de meio período na aposentadoria? Como idosos podem se beneficiar com essa estratégia
Logo E-Investidor
Trabalho de meio período na aposentadoria? Como idosos podem se beneficiar com essa estratégia
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: menores de idade podem ter a conta aberta no próprio nome, desde que estas regras sejam cumpridas
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: menores de idade podem ter a conta aberta no próprio nome, desde que estas regras sejam cumpridas
Imagem principal sobre o Starlink: quem usar o plano de viagem fora do país pode perder o acesso à internet?
Logo E-Investidor
Starlink: quem usar o plano de viagem fora do país pode perder o acesso à internet?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: além do Caixa Tem, alunos podem movimentar dinheiro nestes outros locais
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: além do Caixa Tem, alunos podem movimentar dinheiro nestes outros locais
Imagem principal sobre o Idosos doentes têm direito à perícia médica em casa? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Idosos doentes têm direito à perícia médica em casa? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o Carteira do Idoso: veja qual gratuidade os idosos conseguem com o documento
Logo E-Investidor
Carteira do Idoso: veja qual gratuidade os idosos conseguem com o documento
Imagem principal sobre o Idosos podem retirar fraldas geriátricas gratuitamente, desde que apresentem estes documentos
Logo E-Investidor
Idosos podem retirar fraldas geriátricas gratuitamente, desde que apresentem estes documentos
Últimas: Educação Financeira
Nova tabela do IR 2026: quanto a Receita morde do seu salário?
Educação Financeira
Nova tabela do IR 2026: quanto a Receita morde do seu salário?

Atualização da tabela mantém lógica progressiva e amplia faixa de isenção, mas impacto no bolso varia conforme a renda do contribuinte

24/04/2026 | 20h41 | Por Ana Ayub
Conta bancária errada na restituição do IR 2026? Veja como corrigir
Educação Financeira
Conta bancária errada na restituição do IR 2026? Veja como corrigir

Restituição do Imposto de Renda 2026 começa a partir de maio e permite ajuste de dados

23/04/2026 | 19h56 | Por Ana Ayub
Investimento no exterior ganha peso no IR 2026: saiba como a Receita fiscaliza e os erros mais comuns
Educação Financeira
Investimento no exterior ganha peso no IR 2026: saiba como a Receita fiscaliza e os erros mais comuns

Troca internacional de informações, Carnê-Leão e regras de câmbio elevam o rigor sobre ativos fora do País

23/04/2026 | 15h37 | Por Igor Markevich
Imposto de Renda 2026: faixa de isenção sobe e muda regra para declarar
Educação Financeira
Imposto de Renda 2026: faixa de isenção sobe e muda regra para declarar

Limite de rendimentos sobe para R$ 35.584 e isenção mensal vai a R$ 3.036; veja regras e prazos

22/04/2026 | 19h00 | Por Ana Ayub

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador