Nesses casos, a renegociação surge como uma alternativa importante para evitar o corte do serviço e reorganizar a vida financeira.
Como funciona a renegociação da conta de gás
Segundo a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, a legislação brasileira permite que pessoas em situação de superendividamento reorganizem suas dívidas por meio de um processo de renegociação estruturado. Esse procedimento pode ocorrer fora do Judiciário, de forma extrajudicial, com o apoio de instituições como o Procon e a Defensoria Pública, ou, quando necessário, por meio de ação judicial.
Após a abertura do processo, todos os credores envolvidos são chamados para participar da construção de um plano único de pagamento. A proposta tem como finalidade organizar a quitação das dívidas de maneira equilibrada, respeitando a capacidade financeira do consumidor. Nos casos em que a solução é conduzida pela Justiça, ocorre uma audiência de conciliação entre as partes.
Como evitar novos atrasos na conta de gás
Após a renegociação, é fundamental adotar hábitos que ajudem a manter as contas em dia. Controlar os gastos mensais é uma das principais medidas, principalmente em famílias com renda mais limitada, segundo a Defensoria.
Também é recomendável acompanhar o consumo de gás e evitar desperdícios no dia a dia. Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o valor da conta no fim do mês.
Além disso, sempre que possível, criar uma reserva financeira pode ajudar a lidar com imprevistos e evitar novos atrasos. Esse cuidado é ainda mais importante diante do cenário atual, em que uma parcela da população tem dívidas em atraso no país.
Faixa de inadimplência
Dados do Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil, elaborado pela Serasa, mostram que a maior concentração de pessoas com o nome negativado está na faixa etária de 41 a 60 anos, que representa 35,6% do total.
Em seguida aparecem os consumidores entre 26 e 40 anos, com 33,5%. Já aqueles com mais de 60 anos correspondem a 19,8%, enquanto os jovens de 18 a 25 anos somam 11,1%.
Colaborou: Giovana Sedano.