A receita operacional líquida recorrente da companhia, excluindo os efeitos IFRS no segmento de transmissão de energia e excluindo VNR, MTM e eventos não recorrentes, totalizou R$ 6,909 bilhões de janeiro a março, alta anual de 19,2%.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) alcançou R$ 1,908 bilhão de janeiro a março, alta de 9,9% na comparação anual. Já o Ebitda Recorrente, que exclui itens não recorrentes, sem efeito caixa, e a equivalência patrimonial, chegou a R$ 1,754 bilhão, um crescimento de 16,7% frente o observado em igual etapa de 2025. Desse montante, as atividades de geração, transmissão e comercialização (Copel GeT e Copel COM, respectivamente) responderam juntas por 57,2%, enquanto o segmento de distribuição (Copel DIS) representou 42,8%.
A margem Ebitda caiu 2,5 pontos porcentuais (p.p.), para 27%, enquanto a margem Ebitda recorrente caiu 0,5 p.p., para 25,4%.
Em relatório de resultados, a Copel salientou que desempenho positivo do Ebitda foi parcialmente compensado pela queda no resultado financeiro – que correspondeu a uma despesa líquida de R$ 489 milhões, 9,6% maior que o reportado um ano antes – e um recuo de 30,5% na equivalência patrimonial, para R$ 69,8 milhões, refletindo a consolidação de Mata de Santa Genebra S.A. O maior pagamento de tributos também pressionou o resultado líquido.
Investimentos da Copel
A Copel realizou R$ 581,7 milhões em investimentos nos primeiros três meses de 2026, sendo 75,4% desse montante destinado ao seu negócio de distribuição, com R$ 438,6 milhões.
Segundo a empresa, os recursos na distribuidora do grupo foram alocados principalmente para modernização, renovação da rede de distribuição, com tecnologias para atendimento aos equipamentos de automação, visando aumentar a resiliência e reduzir desligamentos, além de diminuir custos comerciais e com serviços de operação e manutenção (O&M).
Já no segmento de Geração e Transmissão foram desembolsados R$ 141,4 milhões, dos quais R$ 65,1 milhões em ativos de geração e outros R$ 67,1 milhões em transmissão, especialmente para obras de reforços e melhorias.
O restante foi destinado a iniciativas na holding e na Copel Comercialização.
Dívida da Copel tem alta
A companhia encerrou março com uma dívida líquida consolidada de R$ 17,457 bilhões, 7% maior em relação aos R$ 16,3 bilhões do fechamento de 2025. Com isso, a alavancagem subiu a 2,8 vezes dívida líquida/Ebitda, alta de 0,1 vez na mesma comparação.
Em relatório, a Copel afirmou que o indicador permanece em nível confortável e dentro dos parâmetros definidos pela estrutura ótima de capital da companhia, “com centro da meta em 2,8 vezes e banda de 2,5 a 3,1 vezes, desde que com uma convergência para 2,8 vezes em até 24 meses”.