Inicialmente, a companhia havia reportado prejuízo de R$ 418,5 milhões no 1T25, no entanto, o resultado foi ajustado no documento divulgado neste ano. Ali, a Embraer informou que decidiu, a partir de 2026, deixar de classificar os impostos diferidos como item extraordinário, uma vez que o impacto de longo prazo é considerado próximo de zero. Com isso, a empresa também revisou os números comparáveis de 2025 para uma comparação mais adequada entre os períodos.
O lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da fabricante somou R$ 749,4 milhões entre janeiro e março, alta de 18,8% na mesma base comparativa. Já o lucro operacional antes de deduzir juros e impostos (Ebit) ajustado atingiu R$ 488,6 milhões, avanço de 36%. A margem Ebit ajustada ficou em 6,4%, acima dos 5,6% registrados um ano antes.
A receita líquida, por sua vez, cresceu 18%, para R$ 7,5 bilhões – o maior patamar já alcançado pela companhia em um primeiro trimestre, segundo a própria Embraer. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas áreas de Defesa & Segurança e Aviação Comercial.
De acordo com a empresa, todas as unidades de negócios apresentaram bom desempenho no período. A receita de Defesa & Segurança avançou 47% na comparação anual, enquanto Aviação Comercial cresceu 32%, Aviação Executiva subiu 17% e Serviços & Suporte registrou alta de 4%.