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Alívio no petróleo impulsiona bolsas globais; Ibovespa hoje sobe com bancos e ações domésticas

Queda do Brent reduz pressão inflacionária e favorece risco; no Brasil, petróleo pesa, mas curva de juros dá suporte à Bolsa

Os mercados financeiros lá fora operam em tom mais construtivo nesta quarta-feira (6), embalados pela percepção de que as tensões geopolíticas no Oriente Médio podem arrefecer, o que derrubou com força a cotação do petróleo e reduziu o “prêmio de risco” embutido nos ativos.

Com energia mais barata, investidores revisam preocupações inflacionárias e aumentam a busca por risco: bolsas sobem nos EUA e na Europa, enquanto os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro estadunidense, recuam e o dólar perde tração frente a várias moedas.

Na mesma toada, o apetite por tecnologia ganha novo fôlego, com ações ligadas a inteligência artificial reagindo bem a balanços corporativos fortes. Dados ainda resilientes do mercado de trabalho americano (pela pesquisa ADP) ajudam a sustentar a leitura de economia firme, mesmo em um ambiente que segue sujeito a manchetes e volatilidade.

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No Brasil, o pano de fundo externo mais leve se traduz em rotação para ativos expostos a teses locais: o Ibovespa avança e tenta se manter na região dos 188 mil pontos, com suporte sobretudo de bancos e papéis mais ligados ao ciclo doméstico. A queda do petróleo, por outro lado, muda pesa sobre o bloco de óleo e gás, enquanto outros papéis ajudam a equilibrar o desempenho.

Na renda fixa, as taxas futuras acompanham os Treasuries, cedendo ao longo da curva — movimento que melhora o “conforto” para ativos de risco no curto prazo. Já no câmbio, o dólar chegou a abrir em queda com o ambiente externo favorável, mas virou para leve alta após atuação do Banco Central via swap cambial reverso e ajustes técnicos, refletindo também uma correção depois da valorização do real no ano.

Com isso, perto das 14h o Ibovespa hoje apresentava alta de 0,64% aos 187.949 pontos, acompanhado pelo dólar, que subia 0,29% cotado aos R$ 4,93.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, o pregão é guiado pela combinação entre temporada de resultados e a queda do petróleo: o recuo do Brent pressiona Petrobras (PETR3; PETR4) e PRIO (PRIO3), mesmo com leitura positiva para alguns balanços do setor. Nos bancos, o tom é majoritariamente positivo, mas o Itaú destoa e cede após a reação inicial ao resultado.

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Na ponta positiva, C&A (CEAB3) e Tenda (TEND3) após divulgação de balanço e sinalizações corporativas, enquanto Vale (VALE3) sobe com impulso do minério de ferro no exterior. Entre as quedas, TIM (TIMS3) e Klabin (KLBN11) recuam após divulgar seus números.

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