• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Adeus aos dividendos do IRB Brasil (IRBR3) em 2025? Veja o que esperar

Tragédia no Rio Grande do Sul pode adiar retomada de pagamentos, apontam analistas

Por Katherine Rivas

13/06/2024 | 3:00 Atualização: 13/06/2024 | 17:37

IRB Brasil. Foto: Aline Bronzati/Estadão
IRB Brasil. Foto: Aline Bronzati/Estadão

O mercado está em dúvida sobre o futuro do IRB Brasil (IRBR3). Entre as recomendações dos analistas para a companhia, a maioria se posiciona como “neutra”, mas uma coisa é consenso: a metamorfose do ressegurador, de patinho feio para empresa pagadora de dividendos, pode não ocorrer mais em 2025, como era esperado pela gestão.

Leia mais:
  • IRB (IRBR3): investidor desbanca Luiz Barsi e se torna 3º maior acionista
  • Dividendos em junho: Petro, Taesa e BB pagam neste mês
  • Petrobras com nova presidente: o que investidores pensam sobre dividendos, preço e futuro
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Diante da tragédia no Rio Grande do Sul e de possível impacto projetado entre R$ 80 milhões e R$ 160 milhões, analistas acreditam que se estes números se concretizarem o IRB terá redução no seu lucro e, em consequência, verá seu plano de pagar dividendos ser adiado.

Embora o mercado espere que a companhia tenha lucro em 2024 de R$ 330 milhões a R$ 350 milhões – sem considerar as consequências das enchentes – Marco Saravalle, analista CNPI-P e sócio-fundador da MSX Invest, lembra que, olhando para o passado, a empresa entregou bem menos do que isso.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Segundo dados da companhia, o lucro líquido acumulado nos últimos 12 meses, até março, era de R$ 184,8 milhões. Ou seja, as enchentes poderiam representar um impacto de 43% do lucro, no mínimo, ou no pior cenário, de 86%. “Principalmente para o investidor de dividendos não vejo nenhum grande atrativo. Pelo contrário, existe um risco gigante de não receber nada e zerar qualquer projeção de proventos em 2025”, avalia Saravalle.

A seguir, veja o que esperar das ações e se vale a pena aproveitar o desconto em IRBR3 de olho em dividendos no futuro.

Como funciona uma resseguradora, como o IRB

Por se tratar de um ressegurador, o IRB acaba assumindo parte dos riscos e dos prêmios de alguns seguros. Renato Reis, analista da Blue3 Research, exemplifica: imagine que a Porto (PSSA3) faz um seguro de R$ 1 milhão para automóveis, mas a seguradora decide que não quer carregar todo esse passivo, pois o tamanho da indenização em caso de sinistro pode colocar a saúde financeira da empresa em risco. Assim, ela divide a responsabilidade por meio de um resseguro com o IRB de R$ 300 mil.

Desta forma, a Porto Seguro vai pagar um prêmio ao IRB pela precaução, mas se ocorrer algum problema quem ficaria com a responsabilidade de pagar o sinistro de R$ 300 mil seria o ressegurador, no caso o IRB. Já a Porto Seguro ficaria responsável por reintegrar os R$ 700 mil ao segurado.

“O ressegurador está exposto aos prêmios recebidos e também aos riscos dos seguros”, destaca Milton Rabelo, analista da VG Research. Segundo ele, quanto maior for a oferta de resseguros, mais as seguradoras poderão assumir riscos de contratos de seguros diretos, porque tem a possibilidade de repassar para uma ou mais resseguradoras parte dos riscos e possíveis indenizações dos sinistros.

  • Leia também: 20 ações fora do radar pagam bons dividendos

Mas elas não são as únicas que podem se garantir. Existe ainda uma modalidade chamada retrocessão, que nada mais é do que as resseguradoras repassando parte das responsabilidades assumidas para outro ressegurador ou até mesmo para seguradoras locais, com o objetivo de proteger o patrimônio, explica Rabelo. No exemplo acima, dos R$ 300 mil ressegurados, o IRB poderia ter optado em repassar R$ 150 mil para outra resseguradora para mitigar seu risco.

Publicidade

E por que esses conceitos são importantes? Porque depende do nível de contratos ressegurados e de retrocessão é que o impacto da tragédia no Sul no IRB será mensurado. Mesmo sendo cedo para calcular esses efeitos, a gestão do IRB já manifestou esperar um impacto inicial de entre R$ 80 milhões e R$ 160 milhões e que muitos dos contratos contam com retrocessão – embora não tenha esclarecido o tamanho dos contratos neste último formato.

O impacto no IRB

Entre as linhas com as quais o IRB trabalha, as que podem vir a ser afetadas pela tragédia no Sul do País são residencial, patrimonial e, parcialmente, a rural, aponta José Daronco, analista da Suno Research. No segmento residencial, Daronco cita que muitos moradores perderam suas casas, enquanto que na esfera patrimonial há danos e perdas com automóveis. Já em relação a seguros de área rural, os contratos mais pressionados devem vir da exposição a lavouras de arroz, na visão do analista.

Renato Reis, da Blue3 Research, acredita que o principal impacto deve ocorrer na linha residencial. No entanto, a maioria dos analistas consultados pela reportagem destaca que existe uma dificuldade para calcular os impactos dos sinistros no IRB, que devem ficar mais notórios no balanço do segundo trimestre. Por este motivo boa parte adere à estimativa da empresa de R$ 80 milhões a R$ 160 milhões.

  • Leia mais: IRB enterrou de vez a crise? 

Reis lembra, contudo, que desastres naturais nem sempre são cobertos pelos seguros, o que pode fazer com que o resseguro não seja ativado, mas isso levaria a um processo de judicialização dos afetados contra a  empresa. Para o analista, apesar de existirem impactos, não são tão relevantes ao ponto de quebrar o IRB. Ele leva em conta a projeção de um lucro de R$ 350 milhões para 2024, dos quais o impacto da tragédia poderia representar entre 23% e 46% do resultado do ressegurador.

Sobre o número de trimestres que podem ser comprometidos, Reis acredita que o IRB precisará fazer uma provisão já no período que compreende os meses de abril a junho, mas o efeito caixa pode vir a ser sentido um pouco mais na frente. “Acredito que o segundo trimestre deva vir ruim e a partir do terceiro trimestre a situação começa a se normalizar”, aponta. Se houver processos de judicialização para ativar os seguros, os custos seriam sentidos provavelmente em dezembro, avalia Reis.

João Lucas Tonello, analista da Benndorf Research, se mostra mais pessimista e espera que o impacto financeiro no IRB seja equivalente a 11 meses de lucro da empresa, porém inferior a R$ 180 milhões. Milton Rabelo, da VG Research, acredita que as informações ainda são muito preliminares, mas se levando em conta o lucro da empresa no primeiro trimestre, de R$ 79,1 milhões, existem evidências sólidas de que os impactos da tragédia devem ser fortes.

Rendimento de dividendos entre 0% e 5%

Para o ano de 2025, boa parte das projeções para o retorno em dividendos (dividend yield) do IRB ainda está muito pessimista. Entre os analistas consultados pelo E-Investidor, a MSX Invest, a VG Research e a Benndorf Research manifestaram que as projeções de dividend yield estariam em 0% para o próximo ano. “Quanto maiores são as consequências da tragédia, menor tende a ser o lucro corrente, o que pode vir a atrasar o pagamento de proventos programado para 2025”, avalia Rabelo.

  • Dividendos fartos: as 17 empresas que mais enchem o bolso do acionista

Tonello, da Benndorf, destacou que o dividend yield leva em conta os proventos que poderão ser pagos e o preço da ação. E diante da incerteza com a tragédia e a da queda dos papéis IRBR3, fica inviável ter um panorama concreto para fazer as projeções. Segundo dados do TradeMap, no ano de 2024 as ações IRBR3 recuaram 28,06%. Só nos últimos 30 dias, a queda foi de 15,35 %, até fechamento desta quinta-feira (13).

Publicidade

Na contramão do mercado, Reis, da Blue3 Research, tem uma visão mais otimista para os dividendos do IRB e espera que estes cheguem a 5% em 2025, com crescimento de até 7% ou 8% no dividend yield para 2026.

Vale a pena comprar IRBR3?

Olhando para a perspectiva de dividendos, os analistas ainda se mostram um pouco céticos sobre recomendar a compra de IRBR3. Rabelo, da VG, tem uma recomendação neutra ou de manter a ação na carteira e cita que, apesar de impactantes, as enchentes no Sul não mudam a visão da casa sobre a companhia. A VG considera que os principais riscos ainda são de natureza executória do processo de reestruturação do IRB.

Enquanto IRB ainda está engatinhando para voltar a pagar proventos, Rabelo destaca que no setor de seguros há companhias com dividend yields elevados e mais previsibilidade de pagamento de proventos em 2025. São eles BB Seguridade (BBSE3), Caixa Seguridade (CXSE3) e até Porto Seguro (PSSA3), com dividend yields projetados de 11%, 7,5% e 6%, respectivamente, para 2025.

  • Esqueça o IPCA+ 6%. Descubra 13 fundos que pagam IPCA+ 12%

Rabelo cita ainda que, caso os resultados da empresa sigam promissores, a vantagem de investir no IRB estaria em aplicar dinheiro em uma empresa cujas ações ainda são consideradas baratas, negociada a 0,59 vezes preço sobre valor patrimonial (P/VP) em 2024.

Na Suno, a preferência fica com ativos mais resilientes como o Banco do Brasil (BBAS3), que tem capacidade de entregar um dividend yield de 10%, segundo Daronco. Para o analista, o IRB pode se recuperar, mas não terá a rentabilidade nem crescimento que tinha no passado. “Somos cautelosos e não temos recomendação de compra”, diz.

Na Benndorf Research, a recomendação é de venda das ações e troca por outros ativos mais perenes, como Copasa (CSMG3). Tonello cita que no IRB os principais riscos ficam com a não geração de lucro e a continuidade da desvalorização das ações.

Publicidade

Já na Blue3 Research, a recomendação é temporariamente neutra, mas com possibilidade de ser trocada para compra. O analista está aguardando mais informações sobre as enchentes e seus impactos no balanço do segundo trimestre, mas reforça que, mesmo se houver efeitos, serão temporários e a companhia deve seguir com seu ciclo de recuperação nos próximos anos. “É um efeito não recorrente, depois a companhia estará barata e pagando dividendo, então pode fazer sentido ter o papel”, pontua.

  • Veja também: Esta petroleira pode subir 7 vezes mais que Petrobras e ainda paga dividendos

Levantamento de consenso de mercado do TradeMap para o E-Investidor revela que entre outros seis bancos e corretoras que possuem cobertura do IRB, cinco recomendam manter o ativo. O preço-alvo médio do mercado chega a R$ 39,13 para 2024, o que sinaliza um expectativa de recuperação no preço das ações. Apenas duas instituições projetavam dividend yield para IRB neste ano, de 0%. Veja abaixo outras recomendações:

Instituição Recomendação Preço-alvo (R$) Dividend Yield Projetado 2024 (%)
BTG Manter R$ 40,00 0,00%
Santander Manter R$ 31,56 0,00%
Guide Manter R$ 31,00 –
Terra Manter R$ 40,00 –
Genial Manter R$ 44,10 –
BB – R$ 48,10 –

Fontes: TradeMap, bancos, corretoras e researches

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Dividendos
  • IRB
  • irbr3
  • Resseguradora
  • Rio Grande do Sul
  • Seguros
Cotações
16/04/2026 5h29 (delay 15min)
Câmbio
16/04/2026 5h29 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem IOF, cartões com criptos avançam no Brasil e prometem taxa de câmbio menor

  • 2

    Ibovespa ronda os 200 mil pontos: com rali em 2026, é hora de olhar mais para a Bolsa?

  • 3

    Ibovespa bate 18º recorde do ano e se aproxima dos 200 mil pontos

  • 4

    Resgates de crédito privado somam R$ 12,3 bi em 3 semanas — e acendem alerta no mercado

  • 5

    Dólar abaixo de R$ 5, menor nível desde 2024: é hora de comprar? Veja como aproveitar

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Logo E-Investidor
IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Imagem principal sobre o IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Logo E-Investidor
IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Imagem principal sobre o O que é um feriado forense?
Logo E-Investidor
O que é um feriado forense?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Logo E-Investidor
FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Imagem principal sobre o FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o 8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Logo E-Investidor
8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Últimas: Investimentos
Ibovespa sobe, mas acende alerta: rali depende do petróleo e 60% das ações estão abaixo das médias históricas, diz Itaú BBA
Investimentos
Ibovespa sobe, mas acende alerta: rali depende do petróleo e 60% das ações estão abaixo das médias históricas, diz Itaú BBA

Desde o início do conflito no Irã, o benchmark subiu 4,9%, sendo que 69,5% desse desempenho veio do setor de energia; sem Oil & Gas, ganho cairia a 1,5%

15/04/2026 | 12h47 | Por Isabela Ortiz
ANP muda regra do petróleo: o que está em jogo para a Petrobras (PETR3; PETR4), petroleiras e os dividendos
Investimentos
ANP muda regra do petróleo: o que está em jogo para a Petrobras (PETR3; PETR4), petroleiras e os dividendos

Mudança aproxima preços do mercado internacional, eleva arrecadação do governo e aumenta volatilidade para investidores

15/04/2026 | 10h49 | Por Isabela Ortiz
Fundo imobiliário TRXF11 investe R$ 135 milhões em galpão logístico para Shopee
Investimentos
Fundo imobiliário TRXF11 investe R$ 135 milhões em galpão logístico para Shopee

Empreendimento em Londrina será entregue em 2027 e terá contrato atípico de 10 anos com a gigante do e-commerce.

15/04/2026 | 09h32 | Por Daniel Rocha
Tesouro faz maior leilão de NTN-B (IPCA+) desde o início das tensões no Oriente Médio e eleva aposta em papéis longos
Investimentos
Tesouro faz maior leilão de NTN-B (IPCA+) desde o início das tensões no Oriente Médio e eleva aposta em papéis longos

Com aumento do DV01 e foco em vencimentos longos, Tesouro aproveita janela de mercado, mas mantém forte emissão de LFTs para equilibrar risco

14/04/2026 | 11h46 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador