• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Educação Financeira

Portfólio 3X: o ensinamento milenar do Talmude que atravessou crises e ainda protege o patrimônio hoje

Para Charles Mendlowicz, o Economista Sincero nas redes sociais, a fórmula mais eficiente para sobreviver e prosperar está registrada em texto produzido entre 300 d.C. e 500 d.C.

Por Igor Markevich

14/12/2025 | 5:30 Atualização: 29/01/2026 | 14:25

Um ciclo de estudos judaicos leva sete anos e meio. (Foto: Daniel Rolider / The New York Times)
Um ciclo de estudos judaicos leva sete anos e meio. (Foto: Daniel Rolider / The New York Times)

“Um homem deve sempre dividir a sua riqueza em três partes: um terço em terras, um terço em negócios e um terço em reservas.” A frase, escrita por estudiosos judeus na Babilônia e na Judeia durante século III  atravessou o tempo com uma resistência que poucos textos conseguem ostentar. Produzido entre os anos 300 d.C. e 500 d.C. , o Talmude — obra moldada por séculos de debates rabínicos voltados à vida prática da comunidade judaica —, o Portfólio 3x acabou se tornando o eixo intelectual de toda uma tradição.

Leia mais:
  • Brasileiros dizem saber de finanças, mas 3 em cada 4 erram o básico, mostra pesquisa; entenda o efeito Dunning-Kruger
  • Black Friday passou, mas os golpes continuam: como consumidores e varejistas podem se proteger da nova leva de fraudes
  • Maioria dos brasileiros diz ser planejada, mas falha em requisitos básicos de finanças, aponta pesquisa
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Hoje é natural questionar a validade de basicamente todo tipo de ensinamento, principalmente daqueles que mexem com patrimônio das pessoas. Discutem-se estratégias de investidores contemporâneos como Luiz Barsi e põe-se à prova as teorias liberais de Adam Smith. Ainda mais natural é duvidar: será que esse ensinamento milenar ainda merece atenção depois de quatro revoluções industriais, globalização e do surgimento do capitalismo financeiro?

Para o economista Charles Mendlowicz, sim.

Publicidade

Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

No fim de novembro, Mendlowicz passou por uma revisão profunda de sua própria abordagem como investidor e educador financeiro. Após oito anos produzindo conteúdo sobre investimentos, finanças pessoais e economia, ele decidiu atualizar a estratégia que ensina, e a forma como o público deveria olhar para o próprio patrimônio, diante de um mercado mais volátil, repleto de promessas milagrosas e recomendações perigosas.

Nesse processo, voltou às raízes da própria tradição judaica e encontrou o método que defende.

Segundo ele, a fórmula mais eficiente para sobreviver e até prosperar em ciclos de estresse está registrada justamente no Talmude. Mendlowicz afirma que o chamado Portfólio 3X é um modelo simples e antifrágil, testado ao longo de séculos de guerras, inflações e colapsos bancários. Nas palavras do economista, “a base do método é a diversificação de patrimônio em três pilares, cada um com uma função específica na proteção”.

Ele lembra que a divisão tripartite de terras, negócios e reservas, aparece em eras decisivas. “Essa divisão provou sua eficácia em momentos históricos como os ‘7 anos de fartura e 7 anos de fome’ do Egito antigo, a inflação do Império Romano, a Grande Depressão de 1929 e as crises financeiras mais recentes, como a de 2008 e a da Covid-19”, contextualiza.

Publicidade

O Portfólio 3X, segundo Mendlowicz, tira proveito de pontos raramente explorados pelo investidor comum: a liquidez e a resiliência de um setor podem financiar o aproveitamento de descontos em outro. “Ao invés de apenas proteger o investidor, o método permite que ele avance durante o caos”, explica.

O que entra em cada parte e como aplicar

Mendlowicz detalha a composição ideal de cada terço do portfólio.

A fatia dedicada a terras reúne ativos reais e instrumentos ligados à geração de renda passiva baseada em propriedades. Inclui Fundos Imobiliários (FIIs), imóveis, terrenos, fazendas, fundos agro e fundos de índice (ETFs) no exterior.

O pilar de negócios concentra a participação no crescimento econômico e nos lucros corporativos. Entram nesse grupo: ações estrangeiras negociadas no Brasil (BDRs), ETFs de ações, debêntures, crédito corporativo, private equity (compra de participação de empresas de capital fechado), investimentos em startups e até algumas criptomoedas.

O terceiro componente, o das reservas, mira a preservação do poder de compra e a manutenção de liquidez quando o cenário aperta. “Ouro, ativos com alta liquidez e que cumprem a função de reserva de valor entram nessa categoria. Stablecoins (espécie de criptomoeda) valem como reserva, o bitcoin também, mas com cautela por ser um ativo que, apesar de considerado o ouro digital, tem ressalvas e deve ter um limite de exposição entre 1% e 5% no portfólio”, orienta o economista.

Publicidade

Na prática, um investidor poderia destinar R$ 300 mil do seu patrimônio total de R$ 900 mil para cada pilar: nos ativos de terras, aplicar R$ 100 mil em FIIs que pagam dividendos regulares, R$ 100 mil em um imóvel para aluguel e R$ 100 mil em ETFs de REITs internacionais; no pilar de negócios, R$ 150 mil em ações de empresas consolidadas, R$ 100 mil em debêntures corporativas e R$ 50 mil em ethereum; e nas reservas, alocar R$ 200 mil em ouro físico, R$ 50 mil em stablecoins e R$ 50 mil em bitcoin.

É importante lembrar que este exemplo não se pretende como um modelo pronto e, portanto, não se aplica a todos os investidores. Cada um deve considerar seu perfil de risco, objetivos financeiros e horizonte de investimentos antes de tomar decisões, ajustando os ativos de acordo com sua situação.

Do sal ao bitcoin: lições que atravessam séculos

Mendlowicz sustenta que a lógica do Portfólio 3X funciona justamente porque rejeita a sedução de apostas únicas. “A história prova que o dinheiro vai mudando de formato ao longo do tempo. Vimos isso acontecer com o sal, o cobre, o ouro, o papel e o bitcoin. Quem aposta em apenas uma modalidade corre o risco de perder tudo”, afirma.

Com mais de três décadas de mercado, o economista diz que a força do modelo está no fato de não pertencer a nenhum ciclo específico. A divisão tripartite, segundo ele, oferece ao investidor equilíbrio para pensar, liquidez para agir e estrutura para aproveitar as oportunidades que surgem justamente quando o mercado está mais vulnerável.

Para o economista, o portfólio 3x que atravessou impérios, crises e inovações tecnológicas continua em pé por um motivo simples: ainda funciona.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Diversificação
  • Inflação
  • liquidez
  • patrimônio
Cotações
16/04/2026 5h22 (delay 15min)
Câmbio
16/04/2026 5h22 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem IOF, cartões com criptos avançam no Brasil e prometem taxa de câmbio menor

  • 2

    Ibovespa ronda os 200 mil pontos: com rali em 2026, é hora de olhar mais para a Bolsa?

  • 3

    Ibovespa bate 18º recorde do ano e se aproxima dos 200 mil pontos

  • 4

    Resgates de crédito privado somam R$ 12,3 bi em 3 semanas — e acendem alerta no mercado

  • 5

    Dólar abaixo de R$ 5, menor nível desde 2024: é hora de comprar? Veja como aproveitar

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Logo E-Investidor
IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Imagem principal sobre o IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Logo E-Investidor
IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Imagem principal sobre o O que é um feriado forense?
Logo E-Investidor
O que é um feriado forense?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Logo E-Investidor
FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Imagem principal sobre o FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o 8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Logo E-Investidor
8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Últimas: Educação Financeira
Qual é o valor da multa por atraso no Imposto de Renda 2026 e como regularizar a situação?
Educação Financeira
Qual é o valor da multa por atraso no Imposto de Renda 2026 e como regularizar a situação?

Penalidade começa em R$ 165,74, pode chegar a 20% do imposto devido e é aplicada mesmo para quem tem restituição a receber

15/04/2026 | 15h11 | Por Igor Markevich
Debêntures no IR 2026: onde declarar, o que informar e os erros que mais cometem os investidores
Educação Financeira
Debêntures no IR 2026: onde declarar, o que informar e os erros que mais cometem os investidores

Com mais CPFs expostos a esses títulos, atenção aos detalhes evita inconsistências e risco de malha fina

15/04/2026 | 14h47 | Por Igor Markevich
Do petróleo ao supermercado: como o barril a US$ 100 afeta o seu dia dia
Educação Financeira
Do petróleo ao supermercado: como o barril a US$ 100 afeta o seu dia dia

Alta de mais de 60% em 2026 já pressiona combustíveis, frete e alimentos, eleva expectativas de inflação e muda o rumo dos juros — com efeitos diretos no consumo e nos investimentos

15/04/2026 | 10h49 | Por Isabela Ortiz
Divorciou em 2025? Veja o que você precisa saber para declarar no Imposto de Renda 2026
Educação Financeira
Divorciou em 2025? Veja o que você precisa saber para declarar no Imposto de Renda 2026

Separação de bens e pensão exigem cuidado redobrado no preenchimento para evitar a malha fina; saiba como declarar transferências

14/04/2026 | 19h34 | Por Ana Ayub

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador