No cenário doméstico, a mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 4,36% para 4,71%, em meio às incertezas causadas pelo conflito no Oriente Médio, que levou a uma disparada nos preços do petróleo no mercado internacional. Foi a primeira vez que a estimativa para este ano estourou o teto da meta de inflação, de 4,50%.
O petróleo voltou a rondar próximo à margem dos US$ 100, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o início de um bloqueio americano no Estreito de Ormuz, apesar do cessar-fogo com o Irã ainda estar em vigor. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 2,6% a US$ 99,08 o barril. Já o Brent para junho subiu 4,36% a US$ 99,36 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
O petróleo se afastou das máximas intraday depois que Trump disse que o Irã entrou em contato para prosseguir com as negociações para um acordo. As negociações do final de semana, no Paquistão, terminaram sem uma resolução definitiva após horas de conversas entre autoridades dos EUA e do Irã. O chefe da Casa Branca disse que o Irã claramente “não estava levando as conversas de paz a sério”, enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que os Estados Unidos mudaram “constantemente” suas demandas durante as negociações.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) divulgou relatório sobre o mercado de petróleo de março, e registrou queda de quase 8 milhões de barris diários e 27,5% em relação à verificada em fevereiro devido à guerra no Irã e ao bloqueio do estreito de Ormuz.
Em Nova York, o Dow Jones fechou em alta de 0,63%, o S&P 500 subiu 1,02% e o Nasdaq ganhou 1,23%. Os índices inverteram o sinal negativo visto pela manhã e passaram a subir, também auxiliados por balanços de empresas e pelo bom desempenho dos papéis de tecnologia.
O dólar hoje superou a queda na cotação do seu último fechamento, na sexta-feira (10), e caiu abaixo dos R$ 5. No pregão desta segunda-feira (13), a moeda americana registou desvalorização de 0,29%, a preço de R$ 4,9970, a primeira vez desde 27 de março de 2024, quando encerrou a sessão negociado a R$ 4,9793. “No Brasil, apesar da pressão inicial, o real mostrou resiliência, sustentado pelo diferencial de juros elevado, pelo fluxo externo e pelo patamar ainda alto do petróleo, o que limitou uma alta mais expressiva da moeda americana”, explica Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), Braskem (BRKM5) e Marfrig (MBRF3).
Grupo Pão de Açúcar (PCAR3): 13,24%, R$ 2,48
As ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) registraram a maior alta e dispararam 13,24% a R$ 2,48.
Em processo extrajudicial, os papéis do PCAR3 estão em alta de 6,44% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 34,91%.
Braskem (BRKM5): 7,35%, R$ 10,08
Outro destaque positivo foi a Braskem (BRKM5), com valorização de 7,35%, a R$ 10,08.
A BRKM5 está em baixa de 11,45% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 1,18%.
Marfrig (MBRF3): 5,90%, R$ 21
As ações da Marfrig (MBRF3) também entraram para as mais altas do Ibovespa, com avanço de 5,90% a R$ 21 na sessão.
A MBRF3 está em alta de 23,67% no mês. No ano, acumula uma valorização de 15,92%.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Copasa (CSMG3), PetroReconcavo (RECV3) e Tim (TIMS3).
Copasa (CSMG3): – 3,64%, R$ 56,84
Os papéis da Copasa (CSMG3) sofreram a pior queda do Ibovespa hoje caíram 3,64% a R$ 56,84.
A CSMG3 está em alta de 10,12% no mês. No ano, acumula uma valorização expressiva de 203,25%.
PetroReconcavo (RECV3): – 3,15%, R$ 13,85
Entre as baixas, a PetroReconcavo (RECV3) sofreu queda de 3,15% a R$ 13,85.
A RECV3 está em alta de 8,10% no mês. No ano, acumula uma valorização de 18,84%.
Tim (TIMS3): – 2,79%, R$ 27,18
Os ativos da TIM (TIMS3) completaram os destaques negativos do Ibovespa hoje e escorregaram 2,79% a R$ 27,18.
A TIMS3 está em alta de 3,02% no mês. No ano, acumula uma valorização de 69,53%.
*Com Estadão Conteúdo