O relatório aponta que, no mercado de juros locais, os rendimentos são considerados atrativos. No entanto, existe a percepção de que o aumento nas projeções de inflação, dadas as consequências da guerra entre Estados Unidos e Irã, torna difícil para o Banco Central acelerar o ritmo de flexibilização monetária. O próprio BofA revisou sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, elevando a estimativa de 4% para 5%, mencionando que os riscos para a inflação ainda são ascendentes.
Segundo o BofA, os ativos brasileiros continuam a apresentar um desempenho superior, especialmente os de renda variável e o câmbio, o que leva alguns participantes do mercado a questionarem o comportamento do Brasil como um ativo livre de risco. A maior parte desse movimento, informa o banco em relatório, continua a ser impulsionada por fluxos de capital estrangeiro, com a percepção de que há espaço para a continuidade dessas entradas.
O documento também ressalta que a recente liquidação nas taxas locais criou uma assimetria positiva para um eventual resultado eleitoral favorável ao sentimento de mercado ou para um cenário de desescalada da guerra.
Entre os principais riscos para a economia brasileira, o BofA aponta uma possível reviravolta no dólar, o que pressionaria a inflação e limitaria futuros cortes de juros. Outro foco de atenção são as medidas fiscais que podem ser anunciadas antes das eleições de outubro, especialmente se a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuar a se deteriorar.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.