Os resultados das empresas americanas estão surpreendendo positivamente — mas o tom dos executivos segue cuidadoso.
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Os resultados das empresas americanas estão surpreendendo positivamente — mas o tom dos executivos segue cuidadoso.
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A temporada de balanços do primeiro trimestre já passou de dois terços, e alguns padrões começam a se consolidar: menções frequentes à inteligência artificial, resultados acima das estimativas e, ao mesmo tempo, preocupação com riscos geopolíticos e o preço do petróleo.
Dados mais recentes da FactSet mostram que o desempenho das companhias do S&P 500 está bem mais forte do que o esperado — não apenas ligeiramente melhor.
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Até agora, com cerca de 63% das empresas tendo divulgado seus números, 84% superaram as estimativas de lucro por ação (EPS). O percentual está bem acima da média de cinco anos (78%) e da média de dez anos (76%).
Se esse número se confirmar até o fim da temporada, será o maior índice de surpresas positivas desde o segundo trimestre de 2021, quando 87% das empresas bateram as projeções.
O crescimento agregado dos lucros também acelerou: a taxa combinada está agora em 27,1%, ante 13,1% no fim de março. Para os próximos trimestres, as projeções seguem robustas, com avanço de 21,3% no segundo trimestre, 23% no terceiro e 20,6% no quarto.
Apesar do desempenho forte, o discurso das empresas sugere cautela.
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Segundo John Butters, vice-presidente e analista sênior de resultados da FactSet, duas expressões têm aparecido com frequência incomum nas teleconferências de resultados: “Oriente Médio” e “petróleo”.
De acordo com ele, trata-se do maior nível de menções a esses termos em pelo menos cinco anos — um sinal de que o ambiente geopolítico continua no radar das empresas.
A inteligência artificial também segue como tema central. Cerca de 65% das teleconferências citaram “IA” até agora. Embora ligeiramente abaixo dos 68% do trimestre anterior — o recorde da série —, o número ainda é o segundo mais alto dos últimos cinco anos.
Outros termos como “inflação”, “cadeia de suprimentos”, “incerteza” e “recessão” também aparecem com mais frequência do que no trimestre passado, mas ainda longe dos picos registrados nos últimos anos.
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Outro destaque da temporada é a receita.
Até o momento, 81% das empresas do S&P 500 superaram as estimativas de faturamento — também acima das médias de cinco anos (70%) e dez anos (67%). Se mantido, será o melhor desempenho desde o segundo trimestre de 2021.
Para os diretores financeiros (CFOs), os números reforçam um cenário de otimismo cauteloso: lucros e receitas seguem mais resilientes do que o previsto.
Mas há um desafio à frente. Com analistas projetando crescimento de dois dígitos nos próximos três trimestres, a régua para o restante do ano ficou mais alta — e sustentar o ritmo atual será cada vez mais difícil.
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Esta história foi originalmente apresentada em Fortune.com e foi traduzido com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.
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