A Engie Brasil Energia registrou lucro líquido de R$ 792 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 4,1% em relação a igual período do ano passado. Pelo critério ajustado, o resultado líquido ficou em R$ 789 milhões, também com recuo de 4,1%.
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A Engie Brasil Energia registrou lucro líquido de R$ 792 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 4,1% em relação a igual período do ano passado. Pelo critério ajustado, o resultado líquido ficou em R$ 789 milhões, também com recuo de 4,1%.
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Segundo a empresa, o desempenho foi impactado principalmente pelo resultado financeiro, que absorveu parcialmente o crescimento registrado.
O lucro antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, da sigla em inglês) somou R$ 2,248 bilhões no primeiro trimestre, alta de 10% frente o reportado no mesmo intervalo de 2025. O Ebitda ajustado ficou em R$ 2,244 bilhões, também 10% maior que o verificado um ano antes.
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A receita operacional líquida, por sua vez, cresceu 13,1% entre os meses de janeiro e março, na comparação com igual etapa do ano passado, para R$ 3,409 bilhões.
“O desempenho do período foi impulsionado pela combinação de quantidade de energia vendida e preço médio líquido de vendas e transações no mercado de curto prazo, que contribuíram para a evolução da receita”, disse o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Pierre Leblanc.
Nos três primeiros meses do ano, as vendas de energia aumentaram 10,5% em relação a igual etapa de 2025, para 4,9 GW médios. O preço líquido médio de vendas subiu 1,3% no mesmo período, passando de R$ 213,98 por megawatt-hora (Mwh) para R$ 216,76 por MWh.
Ainda no que diz respeito ao desempenho comercial, a empresa destacou a expansão de 35% na base de clientes, na comparação com mesmo período do ano passado.
A geração de energia totalizou 5,84 gigawatts médios (GWm) de janeiro a março, alta de 8,4% em relação ao ano anterior, com destaque para o crescimento de 6,7% na produção proveniente das chamadas “fontes complementares”, impulsionadas pela entrada em operação do Conjunto Fotovoltaico Assú Sol.
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No período, a capacidade instalada da Engie alcançou 12,9 GW, com elevada disponibilidade dos ativos no trimestre, de 99,5% nas hidrelétricas, 95,6% nos parques solares e 93,0% nos eólicos.
No segmento de transmissão, a disponibilidade atingiu 99,8%, refletindo o desempenho dos ativos em operação.
Entre janeiro e março, a Engie investiu R$ 219 milhões, destinados a projetos de infraestrutura de transmissão e de geração renovável.
“Avançamos em obras relevantes, como Asa Branca e Graúna, além da conclusão do Conjunto Fotovoltaico Assú Sol – marcos que evidenciam nossa capacidade técnica e o compromisso com a expansão sustentável nos segmentos de geração e transmissão”, disse Leblanc.
O executivo também citou o desempenho positivo da companhia em leilões de transmissão e de reserva de capacidade, que assegurou receitas previsíveis para a companhia nos próximos anos. A geradora comercializou 195,78 MW de potência da hidrelétrica Jaguara. Também arrematou os lotes 2 e 3 do leilão de transmissão realizado em março. Juntos, os novos projetos devem consumir investimentos da ordem de R$ 2,7 bilhões e proporcionarão receita anual somadas de quase R$ 400 milhões.
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A Engie encerrou março de 2026 com dívida líquida de R$ 24,98 milhões, montante 20,9% maior que o verificado um ano antes, mas abaixo dos R$ 25,5 bilhões anotados no fechamento de 2025.
*Com informações do Broadcast (Luciana Collet)
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