A Vivara registrou lucro líquido de R$ 88,218 milhões no primeiro trimestre, o que representa uma queda de 27,9% em relação ao reportado em igual período do ano passado. O Ebitda apresentou recuo anual de 2,1%, para R$ 96,702 milhões, enquanto o indicador ajustado ficou em R$ 96,702 milhões, queda de 4,3% na mesma base de comparação.
Para a Eleven Financial, a empresa teve um resultado mais fraco no 1T26, com queda relevante do lucro líquido pelo aumento das despesas operacionais e financeiras. “A dinâmica de estoques também segue como ponto de atenção, dado que os custos médios tendem a subir à medida que os estoques antigos são consumidos”, diz.
Por outro lado, a expansão da marca Life, a melhoria na gestão de estoques e um mix de vendas mais favorável podem ajudar a sustentar as margens da empresa, na visão da casa. A Eleven mantém recomendação de compra para VIVA3, diante do potencial de valorização ainda atrativo frente ao preço-alvo de R$ 34.
A XP Investimentos concorda que os resultados foram mais fracos. Ainda assim, nota algumas indicações positivas, como a dinâmica de receita nas linhas comerciais da Vivara e da Life, além da elasticidade de preço controlada em produtos com maior valor percebido e sinais iniciais de otimização de estoques.
No entanto, a corretora acredita que isso pode não ser suficiente para resolver as principais preocupações dos investidores em relação à evolução da margem bruta, especialmente a partir do segundo semestre. Apesar disso, a XP mantém recomendação de compra para a Vivara, com preço-alvo de R$ 41, pois avalia que a empresa será capaz de sustentar uma dinâmica sólida de receita, precificação e gestão de categorias.
Já o BTG Pactual destaca como um dos pontos negativos a disparada das despesas com vendas, que somaram R$ 255,3 milhões, crescimento de 20,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2025, representando 42,9% da receita líquida do 1T26, 3,4 ponto percentual acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
Embora tenha considerado o balanço fraco, com mais características negativas do que positivas, o BTG avalia que os aspectos recorrentes dos resultados da Vivara indicam mecanismos de controle mais robustos e uma perspectiva potencialmente mais saudável para os próximos trimestres. O banco tem recomendação de compra para a empresa com preço-alvo de R$ 36.