O banco encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 4,81 bilhões, alta de 42% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a receita total somou R$ 9,97 bilhões, avanço anual de 35%.
Na avaliação do Citi, o resultado foi “sólido” e mostrou evolução relevante na diversificação das receitas e na alavancagem operacional. O banco destacou especialmente o crescimento das linhas ligadas a tarifas e serviços, em um sinal de maior engajamento dos clientes e continuidade da entrada líquida de recursos.
A divisão de Wealth Management, braço de gestão de fortunas do BTG, foi um dos principais destaques do trimestre. A área registrou receita recorde de R$ 1,52 bilhão, crescimento de 44,6% em 12 meses e de 10,7% frente ao trimestre anterior.
Outro ponto forte ficou com Sales & Trading, área de negociação e intermediação nos mercados financeiros, que gerou R$ 1,88 bilhão em receitas. Para o Citi, um dos sinais mais relevantes foi a queda do VaR (Value at Risk), indicador usado para medir risco potencial das posições do banco, para 0,32% do patrimônio líquido.
A leitura do mercado é que o BTG conseguiu manter receitas resilientes mesmo reduzindo exposição ao risco, especialmente em renda fixa. O UBS-BB afirmou que o banco “reduziu materialmente” sua alocação de capital em mercados mais arriscados, enquanto manteve crescimento consistente nas áreas ligadas a crédito e gestão de patrimônio.
O UBS também chamou atenção para o peso crescente das operações de empréstimos dentro do grupo. Segundo os analistas, os negócios de lending, que incluem corporate lending e Banco Pan, já representam 35% das receitas totais do BTG.
Em corporate lending, braço de crédito para empresas, as receitas atingiram R$ 2,33 bilhões, alta de 21% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e recorde para a divisão. Para o Citi, a área ajudou a compensar a desaceleração mais cíclica do banco de investimento.
Já o investment banking apresentou receita de R$ 638 milhões no trimestre, crescimento de 65% na comparação anual, embora com retração de 9,3% frente ao trimestre imediatamente anterior. O UBS-BB também observou contração sequencial nas receitas de banco de investimento, asset management e Sales & Trading.
No crédito, as casas também monitoraram a consolidação do Banco Pan dentro do balanço do BTG. O Citi destacou aumento das provisões e avanço dos empréstimos classificados em categorias de maior risco. Já o UBS-BB ponderou que houve melhora na composição da carteira, com retração dos empréstimos classificados como estágio 2 e estágio 3, considerados mais arriscados, além de aumento da cobertura dessas operações.
Para o UBS-BB, o lucro do primeiro trimestre já representa cerca de 25% da projeção do banco para todo o ano de 2026, abrindo espaço para revisões positivas ao longo dos próximos trimestres. Ainda assim, a casa manteve recomendação neutra para o BTG, citando o atual patamar de valuation da ação, negociada a cerca de 11,3 vezes o lucro estimado para 2026. O preço-alvo do UBS-BB para o BTG Pactual (BPAC11) é de R$ 63, potencial de valorização de 7,4% frente ao último fechamento.
Com informações da Broadcast